Internal displacement in the current migratory crisis

Eveline Vieira Brigido, Fabiola Wust Zibetti, Liton Lanes Pilau Sobrinho

Resumo


Internal displacement in the current migratory crisis

Abstract: Today, international society faces the worst migratory crisis since World War II. According to the United Nations High Commisioner for Refugees (UNHCR), by the end of 2016 there were 65.6 million people who were forced to leave their homes. Of these 65.6 million, about 40 million are internally displaced, nearly twice as many as 22.5 million refugees. That is, the number of people who were forced to flee but failed to cross the borders of their own country is much higher than those who have achieved. Therefore, the humanitarian crisis currently experienced by international society is extremely serious. Despite the high number of internally displaced people, in 2016 there was the first reduction, albeit small. It was the first reduction since the beginning of the Arab spring, when the current humanitarian crisis began. Based in this scenario, this article aims to analyze the factors that led to the reduction of the number of internally displaced people in 2016. Therefore, this article was divided into three sections. First, it aims to study the definition of internally displaced persons and their protection under international law. Afterwards, it shows and compares the data on IDPs between 2011 and 2016. At the end, it analyses the circumstances leading to a reduction in the number of internally displaced people in the period between 2015 and 2016.
Keywords: Human rights. Internally displaced person. International Humanitarian Law. International law. Migration.


Os deslocados internos na atual crise migratória

Resumo: Atualmente, a sociedade internacional enfrenta a pior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial. De acordo com o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), no final de 2016 havia 65,6 milhões de pessoas que foram forçadas a deixar suas casas. Destes 65,6 milhões, cerca de 40 milhões são deslocados internos, quase o dobro do que 22,5 milhões de refugiados. Ou seja, o número de pessoas que foram forçadas a fugir, mas não conseguiu atravessar as fronteiras de seu próprio país, é muito maior do que aqueles que conseguiram. Portanto, a crise humanitária atualmente vivida pela sociedade internacional é extremamente séria. Apesar do elevado número de pessoas deslocadas internamente, em 2016 houve a primeira redução, embora pequena. Foi a primeira redução desde o início da primavera árabe, quando a atual crise humanitária iniciou. Com base neste cenário, este artigo pretende analisar os fatores que levaram à redução do número de pessoas deslocadas internamente em 2016. Para esta análise, o artigo foi dividido em três seções. Na primeira, estuda-se a definição de pessoas internamente deslocadas e sua proteção ao abrigo do direito internacional. Posteriormente, examinam-se os períodos dos deslocamentos internos entre 2011 e 2016. No final, analisam-se as circunstâncias que levaram a uma redução no número de pessoas deslocadas internamente no período entre 2015 e 2016.
Palavras-chave: Deslocados internos. Direitos humanos. Direito humanitário internacional. Direito internacional. Migração.

Texto completo:

PDF IN ENGLISH


DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rjd.v31i3.7653

br.web-counter.net
de.web-counter.net
br.web-counter.net