Revista História: Debates e Tendências http://seer.upf.br/index.php/rhdt Revista História Debates e Tendências pt-BR <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/"><img alt="Licença Creative Commons" style="border-width:0" src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" /></a><br />Todos os artigos estão licenciados com a licença <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>. Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos: Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. 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Procura compreender os debates elaborados em torno do problema, os discursos construídos e, por fim, a definição do lugar para os sofredores de enfermidade mental na província/estado. O percurso metodológico percorrido foi a interpretação dos textos jornalísticos e dos relatórios dos administradores, buscando observar como nestas fontes o sofrimento mental é conceituado, como são classificados aqueles que o sofrem e quais as discussões sobre o modo e espaço para tratá-los? Ressaltamos que a busca pela loucura e pelo louco, no período em análise, encaminha, na maioria das vezes, para as páginas policiais, onde aparecem no papel de vítimas ou algozes. O reconhecimento da loucura neste período ocorre no encontro dos limites da humanidade; situa-se o enfermo em situações de violência, crime, suicídio e abandono.</p> Leicy Francisca da Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12115 Qui, 10 Dez 2020 01:06:06 -0300 Doenças, Lutas Sociais, Medicina Tradicional e a Caça às Bruxas http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12116 <p>O objetivo deste estudo é discutir a medicina rústica em relação às lutas sociais ao longo da história noOcidente. Analisa, brevemente, a emergência do capitalismo, da violência das classes privilegiadas e o infortúnio dos trabalhadores expulsos das terras, alvos da Lei dos Pobres e submetidos a uma vida propícia a doenças como a peste negra. O ápice disso foi o fenômeno da caça às bruxas, que dizimou milhares de mulheres que exerciam a medicina popular no cuidado da saúde dos pobres. Discute as experiências acumuladas pelas mulheres no tratamento das doenças no Brasil, na sua diversidade étnica e cultural formada pelos povos indígenas,afro-descendentes e portugueses e a teia de conhecimentos materializados sob a forma de uma medicina rústica, parte da nossa cultura atual.</p> Roseli Tristão Maciel, Veralúcia Pinheiro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12116 Qui, 10 Dez 2020 01:14:59 -0300 A peste aporta em Santos e Rio de Janeiro http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12117 <p>Neste artigo, serão examinados alguns aspectos importantes do matizado processo de construção da narrativa científica sobre a peste bubônica em duas cidades portuárias brasileiras, nas quais o impacto de uma epidemia ocasionou e impulsionou tanto um forte debate em torno da doença quanto a busca de soluções científicas e sanitárias para as graves consequências locais de sua erupção. Essas duas cidades portuárias, a cidade de Santos, no estado de São Paulo, Brasil, e Rio de Janeiro, capital da República Federativa do Brasil, constituem-se não como loci passivos de uma epidemia mortal, mas como cenas privilegiadas de um intenso debate e de importantes experimentações em saúde pública, fundamentais para o controle do surto epidêmico, para construção de uma imagem da doença e para elaboração de um protocolo de conhecimento do mal.</p> Dilene Raimundo do Nascimento ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12117 Qui, 10 Dez 2020 01:23:35 -0300 A seção de plantas medicinais na Exposição Agrícola e Industrial de Goiás (1866) http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12118 <p>O objetivo deste artigo é fazer uma listagem as plantas medicinais plantadas ou consumidas em Goiás e exibidas na Exposição Agrícola e Industrial da província de Goiás realizada em 1866 e mostrar suas indicações terapêuticas. No evento, foram apresentadas 68 espécies diferentes de plantas provenientes de diversas regiões da província, mas nehuma delas era cultivada e comercializada em escala comercial, exceto da mamona (<em>Rícino communis</em>), mas não foram exibidos preparados farmacêuticos. Boticários, médicos e naturalistas não participaram da organização da exposição e nem da elaboração do catálogo. Assim, cabe perguntar: quais as fontes do saber médico que inspiraram a elaboração do catálogo? Várias matérias médicas foram consultadas e não foi possível identificar em qual delas os autores se inspiraram. Concluiu-se que, possivelmente, o uso dessas plantas era baseado em saberes tradicionais dos povos indígenas, dos padres e dos primeiros colonos europeus da região.</p> Mário Roberto Ferraro ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12118 Qui, 10 Dez 2020 01:34:54 -0300 Do nascimento da saúde pública à saúde coletiva: reativar a contra-história http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12119 <p>Refaz-se uma história da historiografia sobre o nascimento da saúde pública, já conhecida no Brasil, para apontar reducionismos. Procura-se esclarecer a posição de Rosen pela explicitação do salto da sua abordagem em relação a de Sigerist. Apresenta-se a recepção genealógica que Foucault faz de Rosen para desvelar uma transformação do direito público. Mostra-se como, impulsionando a história da medicina de Rosen e a história da pena da Escola de Frankfurt, a genealogia de Foucault expõe o poder de morte da razão de Estado recoberto pela invenção da política da vida. Procura-se reativar a compreensão dessa genealogia, fator decisivo no nascimento brasileiro da saúde coletiva, e desfazer os recobrimentos que lhe apagam a instigação revolucionária.</p> Eduardo Sugizaki ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12119 Qui, 10 Dez 2020 02:05:29 -0300 O estigma da sífilis: Bahia, 1920-1930 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12152 <p>este texto tem como objetivo analisar as representações sobre a sífilis na Bahia, entre 1920 e 1930, com o intuito de compreender os elementos que contribuíram para construção e disseminação de um estigma sobre a doença. São utilizados como fontes textos médicos como a Gazeta médica da Bahia e as teses da Faculdade de Medicina da Bahia, além de jornais e relatórios médicos. Compreende-se que os ideias eugênicos, as concepções de deformidade e de monstruosidade foram elementos fundamentais nas representações analisadas.</p> Ricardo dos Santos Batista ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12152 Sex, 18 Dez 2020 15:33:07 -0300 Anamnese, Diagnóstico e Terapêutica: O Discurso Médico na Transferência da Capital de Goiás http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12153 <p>o objetivo deste artigo é analisar o discurso do médico e político Pedro Ludovico Teixeira para justificar a construção de uma nova capital no Estado de Goiás no início da década de 1930, com base em dois documentos: o Relatório de 1933, e um opúsculo com a transcrição de uma palestra de 1966. Quando assumiu o poder como Interventor no Estado, após a Revolução de 1930, Pedro Ludovico arquitetou um plano para transferir a capital, retirando-a da Cidade de Goiás, erguida no período colonial, para uma cidade construída a partir de um discurso que tinha por base a higiene e a salubridade. Para conseguir a aceitação de tal ideia, em um período de grave crise econômica, Pedro Ludovico analisou a então capital como um doente, e, ao desconstruí-la, constrói assim o seu modelo de cidade ideal.</p> Rildo Bento de Souza ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12153 Sex, 18 Dez 2020 15:42:13 -0300 Do projeto unificador à fragmentação prática: a cancerologia e os cancerologistas no Brasil (1930 – 1970) http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12154 <p>Este artigo discute o processo de especialização médica em torno do câncer no Brasil entre os anos 1930 e 1970, especificamente o projeto de desenvolvimento de uma especialidade que reuniria conhecimentos e práticas no combate à doença, a cancerologia. Inicialmente parte do movimento pela campanha nacional contra o câncer, gradualmente a cancerologia ganhou contorno de especialidade, com propostas para titulação e inclusão de disciplinas nos currículos médicos. Pensada como uma especialidade unificadora, a cancerologia teve como desfecho uma prática fragmentada no interior de diversas especialidades. Argumentamos que esse processo de fragmentação ocorreu devido à especialização de outras especialidades médicas, principalmente quanto à incorporação tecnológica, inviabilizando o projeto unificador da cancerologia.</p> Luiz Alves Araújo Neto, Luiz Antonio Teixeira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12154 Sex, 18 Dez 2020 15:53:21 -0300 Aids a contrapelo: experiência da doença e relações de poder http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12155 <p>O presente artigo tem por objetivo discutir a representação social da aids, considerando as relações de poder presentes na produção de discursos sobre a doença. Para tanto, analiso textos literários do escritor brasileiro Caio Fernando Abreu, em que a doença aparece como temática, principalmente abordando sua experiência de adoecimento. Tendo em vista a histórica importância da participação dos doentes no combate à epidemia de HIV/Aids, e ao preconceito a ela relacionado, acredito que a narrativa da experiência de adoecimento de Abreu traz importante contraposição nos discursos de culpabilização e preconceito presentes no contexto epidêmico.</p> Eliza da Silva Vianna ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12155 Sex, 18 Dez 2020 16:02:14 -0300 Matrizes teórico-políticas do pensamento de Sonia Fleury e a economia política de saúde na década de 1980 no Brasil http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12156 <p>A Reforma Sanitária Brasileira (RSB) está inserida no contexto da década de 1980 no Brasil como um movimento com forte base técnica e intelectual e uma força social pujante. Uma de suas intelectuais, Sonia Fleury, era uma ativista e pesquisadora brasileira cujo destacado trabalho na Assembleia Nacional Constituinte de 1988 para a elaboração do Sistema Único de Saúde (SUS) lhe deu notoriedade. Por isso, em memória de seu legado, realizamos uma análise das matrizes teórico-políticas que Fleury elabora para pensar a economia política da saúde nesse contexto. Para tanto, realizamos uma análise de conteúdo, de tipo temático-avaliativo, de duas obras desta autora do período pós-constitucional (1988-1992): “Reforma sanitária: em busca de uma teoría” (1989) e “Estado e política sociais na América Latina” (1992), baseado em Quivy e Campenhoudt. Optamos pela modalidade textual de ensaio crítico como forma de melhor elaborar o pensamento. Dois grandes blocos de análise puderam ser identificados nas obras. Uma relacionada ao Estado como centro do debate e da situação dos anos 1980, e outra que desvela as matrizes teórico-políticas e sua originalidade para aquele cenário histórico-político. Portanto, resgatar Sonia Fleury e sua contribuição teórica é muito importante para não perder a história política das categorias da economia política de luta pelo direito à saúde em sociedades capitalistas como a nossa.</p> Leonardo Carnut, Aquilas Nogueira Mendes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/12156 Sex, 18 Dez 2020 16:14:20 -0300 História Global: o novo encontro entre a História e as Ciências Sociais http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/10753 <p>O artigo tem por objetivo elencar as premissas teórico-metodológicas da corrente historiográfica denominada de História Global e como tais preceitos se conjugam em um novo encontro entre a história e as ciências sociais.&nbsp; O método é dedutivo, baseado em pesquisa bibliográfica. O material de análise é referente à produção bibliográfica, em especial, de autores do campo de estudo da história sobre a “História Global” e das ciências sociais, os que versam sobre os debates teóricos da “globalização”. O reencontro entre a história e as ciências sociais reabre a área das ciências humanas para uma leitura dinâmica da sociedade e proporciona um repensar sobre a construção do conhecimento.</p> Patrícia Mara Cabral de Vasconcellos ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/10753 Sáb, 05 Dez 2020 00:00:00 -0300 Os monumentos entre a Antiguidade e o culto das ruínas do século XVIII: um olhar sobre a obra de Giovanni Battista Piranesi http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/10853 <p>O presente trabalho tem como principal objetivo promover um debate sobre os monumentos da Antiguidade romana e a percepção desses monumentos no século XVIII, marcada por um culto das ruínas, particularmente na obra do arquiteto e gravurista italiano Giovanni Battista Piranesi. Para isso é tecida uma breve revisão de literatura sobre a concepção e os usos dos monumentos em Roma para melhor compreender como foram ressignificados posteriormente. A análise dos trabalhos de Piranesi é realizada a partir da observação de exemplares de algumas séries que ele produziu, como as “Antiguidades Romanas”, “As ruínas do castelo de Acqua Giulia”, “Primeira parte de arquiteturas e de perspectivas” e os “Grotescos”.</p> Eduardo Roberto Jordão Knack ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/10853 Sáb, 05 Dez 2020 00:00:00 -0300 A Teoria do Estado em Marx e Lênin: uma interpretação histórica http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/10767 <p>Durante décadas, o marxismo-leninismo vigorou como doutrina oficial do primeiro e maior Estado socialista do século XX, a União Soviética. Apoiando-se numa interpretação de Marx que julgava a mais correta, Lênin elaborou uma concepção de Estado que se tornou dogma oficial daquele país. Ambos têm em comum o fato de serem herdeiros do legado da Revolução Francesa. O presente artigo busca cotejar o pensamento sobre o Estado dos dois autores, numa abordagem histórica, considerando a leitura que fizeram do legado da Revolução Francesa, assim como diferenças de contexto, influências e os caminhos teóricos seguidos por Marx e Lênin e que resultaram no que ficou conhecido como “marxismo-leninismo”.</p> Bertone de Oliveira Souza ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/10767 Sáb, 05 Dez 2020 00:00:00 -0300 Espaços participativos em projetos cooperativos sustentáveis http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/11602 <p>O desenvolvimento sustentável move uma parte dos países democráticos ocidentais. Nesse contexto, o governo brasileiro recentemente tem adotado medidas de desenvolvimento econômico para a Amazônia que contrapõem esse modelo ao elaborar discursos, ações, normas e políticas públicas que permitem cada vez mais a destruição de florestas e das populações tradicionais em detrimento a negócios econômicos que promovem a exploração predatória. Nesse contexto se insere a Associação dos Agrossilvicultores do projeto de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (Reca), que possui 30 anos de existência e, por meio de uma gestão comunitária democrática e participativa, produz bens e serviços sustentáveis para o mercado consumidor, o que compatibiliza o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental.</p> Alfredo Alejandro Gugliano, Fabio Rychecki Hecktheuer, Marcio Rogério Gabriel ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 http://seer.upf.br/index.php/rhdt/article/view/11602 Seg, 21 Set 2020 00:00:00 -0300