http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/issue/feed Revista História: Debates e Tendências 2019-09-07T15:08:11-03:00 Felipe Cittolin Abal pghis@upf.br Open Journal Systems Revista História Debates e Tendências http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9857 Sumário Trilíngue 2019-09-06T19:49:40-03:00 Editores da Revista pghis@upf.br 2019-09-02T21:13:54-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9858 Dossiê Ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul 2019-09-06T19:49:40-03:00 Alessandro Batistella pghis@upf.br Enrique Serra Padrós pghis@upf.br 2019-09-02T21:24:45-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9859 Usos y debates en la Argentina sobre la categoría del Estado terrorista 2019-09-07T15:08:11-03:00 Débora Carina D'Antonio pghis@upf.br Ariel Esteban Eidelman pghis@upf.br <p>Propomos refletir sobre o uso por diferentes atores de uma das categorias de análise sócio-histórica que marcou os modos de pensar do Estado nacional nos anos da última ditadura militar na Argentina: o Estado terrorista. Tem sido apontado, criticamente, que aqueles que abordam a questão do estado em termos históricos refletem pouco sobre as implicações teóricas desta categoria quando se pensa, por exemplo, no desenho e implementação de dispositivos repressivos. Nesse sentido, nos últimos anos temos trabalhado na legitimidade e utilidade da noção de um estado terrorista para entender as formas específicas adotadas pelo exercício da violência pelo último governo militar. Enquanto alguns o consideraram produtivo, outras investigações se apropriaram de conceituações como o genocídio ou o poder de concentracionário para abordar a compreensão dessa experiência histórica única. Da mesma forma, outras análises contrastaram o conhecimento advindo do movimento social daquele originado nos campos científicos, mostrando uma preocupação pelo uso dessas noções que consideram "contaminadas" pelo político. Como um todo, pretendemos neste texto examinar diferentes elementos que explicam como essa teorização sobre o Estado é alcançada e, nesse sentido, desejamos contribuir para o debate sobre o uso de categorias teóricas específicas para análise histórica, delimitando e situando seu contexto de criação.</p> 2019-09-02T21:39:45-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9863 Anticomunismo e Inimigo Interno: uma avaliação da Doutrina de Segurança Nacional a partir de sujeitos e manuais da repressão durante as ditaduras do Conesul 2019-09-06T19:49:42-03:00 Marcos Vinicius Ribeiro pghis@upf.br <p>O artigo parte de uma análise teórica-conceitual da historiografia que debate os usos do passado para produzir síntese crítica a respeito das rupturas e permanências de&nbsp; alguns aspectos da construção e adaptação da Doutrina de Segurança Nacional (DSN) para a América Latina, a partir de manuais militares redigidos por interlocutores da repressão (civis e militares) em documentos anticomunistas. Procuramos demonstrar em manuais da repressão e documentos da Confederação Anticomunista Latino-americana (CAL), como a construção do “inimigo interno”, produzida durante o período de vigência da política de Terrorismo de Estado (TDE) que caracterizou as Ditaduras de Segurança Nacional, foi articulado e acionado como fórmula de combate e perseguição às oposições durante as ditaduras. Finalizamos o artigo com uma avaliação de conjunto que situa algumas permanências do anticomunismo como elemento orgânico de disputa da hegemonia.</p> 2019-09-03T13:40:35-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9864 Do brain drain ao exílio: apontamentos sobre emigração e radicalização política na Argentina, de Onganía a Isabel, 1966-1976 2019-09-06T19:49:43-03:00 Jorge Christian Fernández pghis@upf.br <p>Múltiplos são os fatores que levaram a expulsão de consideráveis contingentes populacionais da Argentina em direção ao exterior entre 1966 e 1976, um tempo simultaneamente marcado por crises estruturais, políticas e turbulência social. Neste sentido, o presente artigo tem por objetivo analisar processos que, embora independentes, são inter-relacionados: a emigração e a radicalização política. Para tal, enfocaremos o contexto histórico do período da ditadura de 1966-1972 e o interregno democrático de 1973-1976, que antecedeu ao Golpe de 24 de março de 1976, um marco traumático da História Recente do país. Além da bibliografia especializada, utilizamos na pesquisa depoimentos orais, documentos oficiais e periódicos, o que nos permitirá uma aproximação mais fidedigna e verosímil de um passado complexo e multifacetado.</p> 2019-09-03T14:56:48-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9865 Ditadura Militar Brasileira: o aparelhamento do sistema repressivo e a fabricação do informante 2019-09-06T19:49:43-03:00 Reginaldo Cerqueira Sousa pghis@upf.br <p>A Ditadura Militar instaurada por meio de um golpe de Estado, em 1964, pôs fim à jovem democracia brasileira iniciada em 1945. Para manterem-se no poder e garantir a legitimidade política e social, os militares aprimoraram os órgãos de repressão existentes no Brasil e criaram outros mecanismos de vigilância e repressão no intuito de manter o controle e a censura na sociedade. O presente artigo propõe uma análise sobre esse período de exceção brasileiro enfatizando, no contexto ditatorial, a organização do aparelho repressivo do Estado e o papel do informante dentro da dinâmica da repressão àqueles considerados subversivos pelos militares.</p> 2019-09-03T15:17:05-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9867 Ditadura, política nuclear e grupos empresariais: o caso da participação da KWU/Siemens e da Odebrecht na construção das usinas de Angra dos Reis 2019-09-06T19:49:43-03:00 Pedro Henrique Pedreira Campos pghis@upf.br Rafael Vaz da Motta Brandão pghis@upf.br <p>O artigo problematiza a relação entre grupos empresariais e a ditadura brasileira, analisando especificamente os interesses do capital privado nacional e estrangeiro em torno da política nuclear brasileira e da obra das usinas de Angra dos Reis. Usando fontes oficiais, imprensa e documentos das empresas envolvidas, discutimos os benefícios concedidos pela ditadura para o grupo alemão KWU/Siemens, responsável pelos reatores e equipamentos elétricos das usinas, e para a construtora brasileira Norberto Odebrecht, encarregada das suas obras civis. Entendemos que o caso estudado tem muito a revelar sobre o caráter da ditadura, que ao mesmo tempo beneficiou o capital estrangeiro, ampliou a dependência econômica e tecnológica do país e protegeu certos grupos empresariais domésticos, que ganharam projeção no país e no exterior a partir de então.</p> 2019-09-03T15:34:46-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9868 O Ato Institucional nº 2: lutas judiciais, imprensa e divergências na ditadura civil-militar (1964-1965) 2019-09-06T19:49:44-03:00 Mateus Gamba Torres pghis@upf.br <p>O ato institucional nº 2 trouxe para a ordem política e jurídica brasileira no período da ditadura uma série de mudanças que vão muito além da extinção dos partidos políticos. O presente artigo trata dos debates em diversos jornais de 1964 e 1965 sobre as propostas que ao final foram impostas a sociedade pelo segundo ato institucional. Tais propostas já vinham sendo lançadas e debatidas pela imprensa e intelectuais, antes de serem autoritariamente colocadas no ordenamento jurídico brasileiros. Tanto que durante 1964 e 1965, juristas de renome e os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal entrarão em conflito com a ditadura, contrários às propostas de castelo que modificariam a constituição e restringiriam seu poderes, mas que ao final tiveram que aceitar e conviver com elas.</p> 2019-09-03T15:53:48-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9869 Terrorismo de Estado e os Grupos de Onze Companheiros no Rio Grande do Sul 2019-09-06T19:49:44-03:00 Marli de Almeida pghis@upf.br <p>O Regime de Segurança Nacional instaurado em 31 de março de 1964, utilizou-se da violência estatal como forma de dominação política. Durante a Operação Limpeza, por serem considerados inimigos internos, portanto, enquadrados na Lei de Segurança Nacional, políticos – principalmente do PTB, professores, líderes sindicais, estudantes e trabalhadores de diversas categorias foram perseguidos, cassados e até mesmo presos e torturados. Nesse artigo, analisa-se o que ocorreu no Rio Grande do Sul com os seguidores de Leonel Brizola e integrantes dos Grupos de Onze Companheiros, alvos dessa ação saneadora estatal, já como preliminar do terrorismo de Estado (TDE), sistema utilizado pela ditadura militar para eliminar toda e qualquer oposição ao regime.</p> 2019-09-03T15:59:16-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9870 Vanguarda Popular Revolucionária: massas, foquismo e repressão 2019-09-06T19:49:45-03:00 Carla Luciana Silva pghis@upf.br <p>O objetivo deste texto é compreender a luta armada como uma opção mediante conflitos teóricos e históricos que estavam colocados aos grupos que propunham uma resistência à Ditadura. Analisamos o investimento realizado pela Vanguarda Popular Revolucionária no sentido de organizar ações de massas junto ao movimento operário, em 1968. Buscamos mostrar que os grupos de luta armada empreenderam tempo e disposição em realizar o debate teórico e político sobre as formas da luta enquanto puderam realiza-lo. Na medida em que a repressão se especializava e tornava mais ampla sua ação, esses debates se perderam e a ação dos grupos passou a ser eminentemente defensiva.</p> 2019-09-03T16:13:58-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9871 Siete Instantes (Diana Cardozo, 2008): a militância sob lentes intimistas 2019-09-06T19:49:45-03:00 Mariana Martins Villaça pghis@upf.br <p>Nesse artigo analisamos o documentário uruguaio-mexicano <em>Siete Instantes </em>(Diana Cardozo, 2008), realizado a partir de entrevistas a ex-militantes políticos uruguaios, especialmente mulheres, que relatam suas experiências no contexto autoritário e ditatorial daquele país. Procuramos ressaltar seu caráter de documento histórico, focando o momento político de sua produção, no qual eclodem políticas de memórias. Levantamos ainda algumas questões sobre a especificidade do olhar feminino que constrói por meio dos elementos fílmicos e o diálogo que estabelece com alguns debates presentes na historiografia sobre o período.</p> 2019-09-03T16:20:29-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9882 Argentina x Chile: fronteira e corrida armamentista no Cone Sul no final do século XIX 2019-09-06T19:49:46-03:00 Adelar Heinsfeld pghis@upf.br <p>Argentina e Chile protagonizaram no final do século XIX uma efetiva corrida armamentista, colocando em risco a paz da região do Cone Sul da América. Esta corrida armamentista está diretamente vinculada à questão fronteiriça entre os dois países. Logo após a emancipação político-administrativa começou a discussão sobre a linha fronteiriça que separava os respectivos territórios. Na década de 1850 a questão fronteiriça se intensificou com a ocupação da região da patagônia. Um tratado de limites em 1881 pareceu amenizar a situação, mas no último lustro do século a tensão entre os dois países foi potencializada novamente com a chamada questão da Puna de Atacama, fazendo os dois países se aventurar na compra de armamentos. A corrida armamentista somente vai ser encerrada em 1902 quando os dois países assinaram os acordos que ficaram conhecidos como os Pactos de Mayo.</p> 2019-09-04T17:31:18-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9883 Sports journalism, culture and politics in Brazil: An analysis of the role of the press in the formation of Rio de Janeiro’s football supporters groups during the 1960s 2019-09-06T19:49:46-03:00 Bernardo Borges Buarque de Hollanda pghis@upf.br <p>O ano de 1968 também foi marcado por distúrbios e tumultos nas arquibancadas do estádio do Maracanã. Em um período de fraco desempenho de suas equipes, grupos de jovens torcedores jogaram-se na luta contra diretores de grandes clubes do Rio, através de protestos, manifestações e até marchas fora do estádio do Rio de Janeiro. Inspirados pelo slogan internacional <em>Youth Power</em>, esses grupos recém-formados adotaram similarmente uma posição crítica sobre o modelo tradicional de apoiadores, as “Charangas”, originadas na década de 1940, caracterizadas pela prevalêcia de um único líder carismático, reconhecido pelo Clube e pela maioria dos seus fãs. Durante a década de 1970, os Grupos de Jovens Defensores dissidentes são estabelecidos no cenário esportivo e possibilitam o surgimento de uma infinidade de associações de pequeno e médio porte, dando à atividade de apoio significados associativos e culturais, recreativos e sociais, até então inexistentes em um período de ditadura civil-militar (1964-1985). Ao reunir esses eventos derivados da leitura em série de narrativas jornalísticas, obtidos em arquivos de jornais esportivos, este artigo tem como objetivo mostrar como um tipo particular de associação, baseado na idolatria de clubes, tomou forma em escala nacional e internacional nos anos 1960, 1970&nbsp; e 1980, e assumiu particularidades históricas e culturais no futebol profissional no Rio de Janeiro. Buscamos demonstrar como esse fenômeno da segunda metade do século XX atendeu às novas demandas de participação e diferenciação das populações urbanas, especialmente dos jovens protagonistas, em um campo profissional cada vez mais competitivo, massificado e mercantilizado.</p> 2019-09-04T17:51:19-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9884 Dinâmicas contextuais oitocentistas das migrações internacionais em Santos/SP 2019-09-06T19:49:47-03:00 Wellington Teixeira Lisboa pghis@upf.br <p>Este estudo tem como objetivo explorar algumas dinâmicas contextuais que operaram como relevantes fatores de atração de fluxos de imigrantes a Santos, no litoral de São Paulo, a partir da segunda metade do século 19, com ênfase nas suas últimas décadas. Dos contextos macroestruturais atrelados ao continente europeu e, principalmente, à economia política de São Paulo às evidências históricas em torno do protagonismo santista no eixo das transações comerciais agroexportadoras, direciona-se o foco, neste artigo, a um breve panorama oitocentista que, entre outras razões, justifica o processo de composição de Santos como um território de imigrantes.</p> 2019-09-04T17:59:44-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br:80/index.php/rhdt/article/view/9885 As Res Gestae Diui Augusti: perspectivas sobre a obra 2019-09-06T19:49:47-03:00 Carlos Eduardo da Costa Campos pghis@upf.br <p>A proposta do artigo é problematizar as <em>Res Gestae Diui Augusti</em> de Otávio Augusto. Assim, analisaremos o espaço das inscrições epigráficas no Império Romano para compreendermos a inserção das <em>RGDA,</em> a sua visibilidade e circulação. Desse modo, o artigo estabelece processos de análise sobre a tipologia documental e leva em consideração o contexto histórico e a suas características quanto à forma e o conteúdo. Nosso argumento central é que esse objeto foi um mecanismo edificado para consolidar a imagem de Otávio Augusto, assim preservando a sua memória como bom governante para as gerações posteriores e de regiões distantes do império.</p> 2019-09-04T18:03:19-03:00 ##submission.copyrightStatement##