Terrorismo de Estado e os Grupos de Onze Companheiros no Rio Grande do Sul

  • Marli de Almeida
Palavras-chave: Grupos de Onze, Operação Limpeza, Terrorismo de Estado

Resumo

O Regime de Segurança Nacional instaurado em 31 de março de 1964, utilizou-se da violência estatal como forma de dominação política. Durante a Operação Limpeza, por serem considerados inimigos internos, portanto, enquadrados na Lei de Segurança Nacional, políticos – principalmente do PTB, professores, líderes sindicais, estudantes e trabalhadores de diversas categorias foram perseguidos, cassados e até mesmo presos e torturados. Nesse artigo, analisa-se o que ocorreu no Rio Grande do Sul com os seguidores de Leonel Brizola e integrantes dos Grupos de Onze Companheiros, alvos dessa ação saneadora estatal, já como preliminar do terrorismo de Estado (TDE), sistema utilizado pela ditadura militar para eliminar toda e qualquer oposição ao regime.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marli de Almeida
Doutora em História pela Universidade de Passo Fundo. E:mail: mardab411@gmail.com

Referências

ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil (1964-1984). Bauru, SP: Edusc, 2005.

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Brasil: Nunca Mais. 33. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

BALDISSERA, Marli de Almeida. Onde estão os Grupos de Onze?: Os comandos nacionalistas na região Alto Uruguai – RS. Passo Fundo: UPF, 2005.

BAUER, Caroline Silveira. Um estudo comparativo das práticas de desaparecimento nas ditaduras civil-militares argentina e brasileira e a elaboração de políticas de memória em ambos os países. Tese (Doutorado em História). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011.

BRANDO, Nova Marques et al. Catálogo Resistência em Arquivo: memórias e história da ditadura no Brasil. Porto Alegre: CORAG, 2014.

BRIZOLA, Leonel. Organização dos Grupos de Onze Companheiros ou Comandos Nacionalistas. Acervo do CD-AIB/PRP.

COMBLIN, Joseph. A ideologia da segurança nacional. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

HUGGINS, Martha K. Operários da Violência: policiais torturadores e assassinos reconstroem as atrocidades brasileiras. Brasília: UnB, 2006.

PADRÓS, Enrique Serra. Terrorismo de Estado: reflexões a partir das experiências das Ditaduras de Segurança Nacional. In: GALLO, Carlos Arthur; RUBERT, Silvania (org.). Entre a memória e o esquecimento: estudos sobre os 50 anos do Golpe Civil-Militar no Brasil. Porto Alegre: Editora Deriva, 2014. p. 13-36.

SAFATLE, Vladimir. Do uso da violência contra o estado ilegal. In: TELES, Edson; SAFATLE, Vladimir. O que resta da ditadura: a exceção brasileira. São Paulo: Boitempo, 2010. p. 237-252.

SKIDMORE, Thomas E. Brasil: de Castelo a Tancredo, 1964-1985. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

SOUZA, João Barcelos de. Os fatos sem retoque. Governos Castelo Branco e Costa e Silva. Porto Alegre: EVANGRAF, 1993.

VASCONCELOS, Coronel Bento Mathuzalém de. O famoso Batalhão Volante – Operação da APM, 2013. Disponível em http://www.abcdaseguranca.org.br/o-famoso-batalhao-volante-operacao-da-apm/. Acesso em 02/01/2016

Publicado
2019-09-03
Como Citar
de Almeida, M. (2019). Terrorismo de Estado e os Grupos de Onze Companheiros no Rio Grande do Sul. Revista História: Debates E Tendências, 3(19), 477-493. https://doi.org/10.5335/hdtv.3n.19.9869