Isto não é uma pichação: afrontas (icono)gráficas e ilusões nominalistas em Joinville-SC

  • Diego Finder Machado Universidade da Região de Joinville/SC, Brasil
Palavras-chave: Diferença. Grafite. Pichação. Rotulação social.

Resumo

Com base em narrativas de acontecimentos recentes em Joinville, Santa Catarina, este artigo discute a diferenciação entre as práticas da pichação e do grafite, (icono)grafias que se sobrepõem às paredes e muros da cidade. Argumenta-se que a demarcação da linha que diferencia tais práticas depende de disputas por um poder de nomeação. Em um primeiro momento, são analisados projetos de lei que visaram a criar mecanismos para coibir ações de pichadores e permitir que grafiteiros pudessem expressar sua “arte”, desde que autorizados. Em seguida, a análise se volta a argumentos de estudos que explicaram as diferenças entre pichação e grafite. São perceptíveis esforços para elencar critérios objetivos de diferenciação, apostando em uma neutralidade axiológica. Na parte final do artigo, propõe-se suspender essa pretensa neutralidade para compreender as palavras pichação e grafite como rótulos que atribuem valores a práticas sociais, os quais se adequariam, mais ou menos, aos ideais de “pureza”, “significação” e “beleza”.

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Biografia do Autor

Diego Finder Machado, Universidade da Região de Joinville/SC, Brasil
       
Publicado
2018-12-13
Como Citar
Finder Machado, D. (2018). Isto não é uma pichação: afrontas (icono)gráficas e ilusões nominalistas em Joinville-SC. Revista História: Debates E Tendências, 19(1), 82-102. https://doi.org/10.5335/hdtv.19n.1.8562