A casa na parcela: a construção do lugar da família nos assentamentos da Zona da Mata de Pernambuco

Ana Luísa Micaelo

Resumo


O modelo de reforma agrária colocado em prática no Brasil nas últimas três décadas presume uma espécie de quadro atemporal, baseando-se numa unidade operativa de família nuclear que não comporta a noção de prolongamento temporal e reprodução intergeracional.
Apesar de a reprodução familiar ser uma das preocupações mais características das comunidades camponesas, a sucessão não foi prevista neste processo. De forma a compreendermos como os assentados lidaram com essa situação, este artigo apresenta uma análise etnográfica
das casas num assentamento rural da Zona da Mata de Pernambuco
onde ocorreu um debate intenso entre diferentes modelos de organização espacial. Partindo então da observação da diversidade de categorias e materiais das casas, propõe-se uma interpretação do seu significado ligado à historicidade das dinâmicas familiares e aos sentidos
locais de posse da terra.

Palavras-chave


Família. Reforma agrária. Zona da Mata de Pernambuco.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/hdtv.17n.2.7491