Agricultura, pecuária, legislação e meio ambiente: ruralidades contemporâneas em Florianópolis

  • Giovana Callado

Resumo

O município de Florianópolis tem a maior parte de seu território estabelecida em uma ilha, dos 436,5 km², apenas 12,1 km² formam a parte continental. A configuração territorial insular traz em si limites ao crescimento urbano. Pela legislação vigente, 42% do território ilhéu enquadram-se como área de preservação permanente. A ilha foi, até meados do século XX, espaço de atividade agrícola e pastoril, e foi profundamente transformada a partir da década de 1970, devido ao processo de expansão urbana em direção aos antigos núcleos de atividade pesqueira e agrícola. A abertura de vias de acesso, acompanhada de um projeto político de transformação do município capital, operou significativas transformações nos modos de vida das populações residentes nos antigos núcleos localizados no entorno da ilha. O processo de expansão urbana, acompanhado pelo declínio das atividades agrícolas e pastoris, não levou à sua eliminação, mas, sim, transformou suas práticas e produziu novas relações entre homem e meio ambiente. A partir da década de 1980, um novo plano diretor definiu as áreas de preservação, criou parâmetros para os usos da terra e para a expansão urbana. Este artigo tem por objetivo analisar as transformações nas práticas de agricultura e pecuária criadas em Florianópolis a partir dos processos de urbanização e da elaboração da legislação ambiental que incide sobre os usos da terra. Esses são os elementos norteadores para a emergência de novas ruralidades, ruralidades contemporâneas. Palavras-chave: Ruralidade. Agricultura. Meio ambiente.

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Publicado
2016-08-12
Como Citar
Callado, G. (2016). Agricultura, pecuária, legislação e meio ambiente: ruralidades contemporâneas em Florianópolis. Revista História: Debates E Tendências, 16(1), 213-229. https://doi.org/10.5335/hdtv.16n.1.6267
Seção
Artigos Livres