A participação dos profissionais da medicina na formação da sociedade Sul-Rio-Grandense

  • Mari Cleise Sandalowski
  • Renato de Oliveira

Resumo

Palco do surgimento da terceira escola médica brasileira, o Rio Grande do Sul viveu um governo radicalmente positivista justamente no período de consolidação da profissão médica na sociedade gaúcha. A aplicação rigorosa dos princípios positivistas à gestão do Estado e da sua relação com a sociedade fez com que, diferentemente das experiências de outros estados brasileiros no mesmo período, aqui os médicos não só não gozassem de qualquer apoio público em suas atividades, como eram igualados, em termos de direito, à multidão de curandeiros que, mesmo sob condições de controle público do exercício da profissão médica, abundavam nos outros estados, tanto mais no Rio Grande do Sul. Dessa experiência, que durou exatos quarenta anos, certamente se originaram elementos importantes que marcam a profissão médica no estado. Dentre eles, pode-se citar o peculiar sentido de autonomia do qual estão imbuídos os médicos gaúchos, que se traduz num intenso sentimento corpo-rativo, normalmente associado à ação de suas associações de classe, assim como a pouca importância dada à saúde pública no contexto da maioria das faculdades e cursos de medicina. Palavras-chave: Memória. Medicina. Sociologia das profissões.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2013-12-16
Como Citar
Sandalowski, M., & de Oliveira, R. (2013). A participação dos profissionais da medicina na formação da sociedade Sul-Rio-Grandense. Revista História: Debates E Tendências, 13(2), 372-383. https://doi.org/10.5335/hdtv.13n.2.3725