Chamada para o Dossiê:  História da Saúde e das Doenças: Instituições, Discursos e Relações de Poder

V. 21 n. 1 Jan/Abr 2021

A saúde e as doenças não podem ser pensadas como conceitos estanques, a complexidade que envolve o estar são ou doente tem uma relação direta sobre como as sociedades interpretam e assimilam esses dois estados. Assim, a conceituação também está envolvida nas relações de poder, nas disputas discursivas que dizem respeito aos diversos comportamentos referentes à multiplicidade de doenças existentes. Essa proposta de dossiê tem como objetivo estudar a construção de estereótipos, a ação do Estado a partir da percepção do conceito de interdependência, como afirma Hochmman, ou ainda os processos de exclusão, que foram socialmente realizados ao longo do tempo. Todas essas temáticas são possíveis para refletir a saúde e as doenças. No entanto, é plausível desdobrar as alternativas de análise, buscando essas relações com as artes, com os aspectos sensíveis dos indivíduos e como eles se manifestam, os possíveis entrelaços com a judicialização social, as formas de tratamento, interpretações de antigos tratados médicos etc. A História da Saúde e das Doenças, ainda como um campo a se fazer, possui um vasto terreno a ser explorado, trazendo ponderações importantes para a atual conjuntura em que vivemos.

Organizadores:

Prof. Dr. Éder Mendes de Paula, Universidade Federal de Jataí/GO

Recebimentos de artigos até 01/10/2020

Publicação 01/01/2021

Chamada para o Dossiê:  Dossiê: Cultura visual e construções de gênero

V. 21 n. 2 Mai/Jul 2021

O dossiê objetiva reunir artigos que contemplem a intersecção entre estudos de
gênero e cultura visual em diferentes contextos de historicidades, problematizando as
formas como se inscrevem, se materializam e se naturalizam os indicadores de
gêneros e sexualidades na cultura visual, compreendendo textos - nos seus mais
variados suportes de representação -, hábitos e costumes relativos ao campo das
visualidades. Concebe-se o visual como um lugar desafiante e privilegiado de leitura de
narrativas a partir da decodificação de símbolos e signos, refletindo sobre a forma
como fundam valores estéticos, estereótipos e relações de poder dentro da cultura. A
análise das relações entre visualidade, visibilidade e poder, direciona a compreensão
de como as imagens exercem influências na construção das identidades, contribuindo
para pensar a desnaturalização de certas imposições e apontando as formas como as
categorias relativas a gênero e sexualidade são social e culturalmente construídas,
bem como questionando a hegemonia heteronormativa.

Organizadores:

Profa. Dra. Jacqueline Ahlert, UPF, Brasil

Profa. Dra. Patricia Alejandra Fogelman, CONICET, Argentina

Recebimentos de artigos até 28/02/2021

Publicação 01/05/2021

 Chamada para o Dossiê Fundação Rockefeller e o desenvolvimento da Saúde Global: contornos locais e circulações internacionais

V. 21 n. 3 Set/Dez 2021

Organizadores: Ricardo dos Santos Batista (UNEB) e Paloma Porto (IRR-Fiocruz)

 A revista História: Debates e Tendências é um periódico quadrimestral publicado desde 1999 pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF). Nesses 21 anos de existência a revista se consolidou como um periódico importante no campo de História e áreas afins, conquistando a classificação A2 na próxima avaliação do sistema Qualis/Capes. Além da versão impressa, sua versão eletrônica, indexada em várias bases de dados, é facilmente acessível gratuitamente, facilitando a democratização do conhecimento científico e a circulação internacional, com a possibilidade de publicação de artigos em outras línguas. Desse modo, consideramos a revista o espaço adequado para um dossiê que reúna pesquisas sobre os contornos locais e circulações internacionais de saberes e práticas em saúde, principalmente em tempos de pandemia como a da Covid-19. A filantropia da Fundação Rockefeller se iniciou nos primeiros anos do século XX e contribuiu para o desenvolvimento da saúde em diversos lugares, a exemplo das Américas, Europa e África. A International Health Division financiou escolas de Higiene e Saúde Pública, a formação de agentes sanitários e campanhas de erradicação de enfermidades como a ancilostomíase, a febre amarela e a malária. A partir de diferentes perspectivas de análise, historiadores se debruçam sobre a atuação dessa instituição, que contribuiu para o surgimento de uma saúde Internacional/Global e que teve sua “gênese” no projeto desenvolvido na América Central e no Caribe Britânico a partir de 1914, como apontou Steven Palmer (2015). Projeto esse, utilizado como “protótipo” a ser exportado para outros países, mesmo que sua recepção não tenha sido passiva.Este dossiê tem como objetivo reunir textos de pesquisadores que se dedicam a analisar a atuação da Fundação Rockefeller no campo da saúde internacional, com o intuito de refletir sobre os modos de atuação da agência filantrópica, os processos de interação com as comunidades locais nas quais interveio, as campanhas de erradicação de doenças que promoveu, os processos de formação de agentes sanitários, os diálogos estabelecidos com outras agências filantrópicas, entre outras tantas possibilidades de discussão que se pode trazer à tona.No momento em que o mundo passa por uma pandemia da Covid-19, os historiadores têm um papel importante para a história das agências multilaterais, como a Fundação Rockefeller, na análise dos conflitos, tensões e, porque não, dos aprendizados que contribuíram para a construção de uma governança sanitária global, com a Organização Mundial da Saúde. Esse paradigma tem se transformado. Recentemente, em texto sobre os historiadores e a saúde global, Marcos Cueto (2020), por exemplo, aponta para o desenvolvimento do conceito de saúde planetária. Convidamos os historiadores que estudam a Fundação Rockefeller a contribuir para a reflexão da sua atuação, movidos pelos dilemas contemporâneos.

 Recebimentos de artigos até 01/07/2021

Publicação 01/09/2021

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