A revista História, Debates e Tendências abre chamada para 2022:

 DOSSIER ECONOMÍA-ESPACIO-SOCIEDAD - DIVERSIDADES TERRITORIALES, CONFLICTOS AGRARIOS Y DESIGUALDADES
ALIMENTARIAS EN ARGENTINA Y BRASIL DE LOS SIGLOS XX Y XXI.

V. 22 n. 3 Set/Dez 2022

Organizadores: Noemí Girbal-BlachaCONICET/CEAR-UNQ, Argentina, Emerson Neves da Silva UFFS, Brasil e Lisandro Rodríguez, CONICET- FHyCS/UNaM, Argentina

Recebimentos de artigos até 31/07/2022

Publicação 01/09/2022

El “mundo rural” es heterogéneo y complejo. Argentina y Brasil dan muestras de esos rasgos a través de la organización de sus territorios, la construcción social del espacio y sus diferencias regionales, asociadas a las agroindustrias y el tránsito de la agricultura al agronegocio. Los conflictos sociales vinculados al sistema de tenencia de la tierra y la jerarquía variable de sus actores sociales y corporaciones agrarias, son parte de esa diversidad, que también se expresa en las distintas formas del hambre y la desigualdad nutricional en la cual viven sus habitantes.La organización del territorio y la construcción social del espacio definen la región. La espacialidad natural, que tuviera vigencia hasta los años de 1960, ha dado paso a una “lógica social” e institucional del territorio (Eckert, 1996). Las “espacialidades diferenciales” de la década de 1980, (Coraggio, 1987) se han convertido en “complejos territoriales”, que permiten diseñar un diagnóstico regional modificable con la aplicación de políticas correctivas (Manzanal y Rofman, 1989).Por otra parte, a lo largo de los siglos XX y XXI, hubo una significativa modernización capitalista de la agricultura en Argentina y en Brasil. Los cambios tecnológicos productivos del sector agropecuario impactaron directamente en ambos territorios y produjeron diversos conflictos sociales. En este contexto, surgen nuevos actores que se confrontan con los efectos económicos y sociales de la expansión del agro-negocio.Los conflictos agrarios resultantes y la diversidad territorial son expresiones de la transición nutricional en Brasil y Argentina. Con distintos puntos de partida y diversas políticas públicas implementadas en cada caso, es posible reconocer el carácter complejo que adquiere la lucha contra el hambre desde mediados del siglo XX. La cuestión alimentaria es una preocupación a nivel mundial. Se vincula a la industrialización de los alimentos como a las transformaciones en el vínculo entre productores y consumidores (Holt-Giménez, 2017). Los abordajes teóricos y los estudios de caso dan cuenta de la composición de la dieta como factor de desigualdad social, y también de los cambios productivos que provoca esta transformación del vínculo con los alimentos, atentando contra la seguridad y la soberanía alimentarias (FAO, 2018).

El poder y las políticas públicas generadas desde el Estado integran este entramado complejo y diverso, como parte de una red permeable vinculada a las relaciones desiguales y como sustento de una realidad múltiple que se asienta en continuidades y cambios a lo largo de los siglos XX y XXI. El abordaje propuesto para los trabajos que integran este dossier se sostiene en tres ejes:

1.-. El  ordenamiento del territorio en ámbitos rurales (construcción social del espacio, desigualdades regionales y políticas públicas) Los ámbitos rurales en Argentina y Brasil, en tanto “territorios posibles”, se componen de procesos, lugares y actores, que integran “una agenda de problemas y tendencias de análisis” (Bozzano, 2009.  Barriera, y Roldán, 2004. Velázquez, 2008).  Se trata de un asunto primordial para elaborar una historia regional interdisciplinar como expresión de un “juego de escalas” entre la micro y la macrohistoria (Revel, 1995: 125-143. Levi, 2019).

2.- Los conflictos agrarios (los actores sociales ante las disputas por la tierra, el agronegocio y la agricultura familiar) El movimiento de los trabajadores rurales sin tierra, las poblaciones afectadas por la construcción de centrales hidroeléctricas, las organizaciones de agricultores familiares, indígenas y quilombolas producen una rica experiencia de resistencia y organización societaria al protagonizar una intensa lucha por sus derechos, que merece ser estudiada.

 3.- Las  desigualdades alimentarias (malnutrición/desnutrición y desigualdades sociales. Productores, proveedores y consumidores de alimentos). La conformación de la dieta como indicador de desigualdad social incluye las nuevas formas del hambre y la malnutrición, porque combina el exceso de kcal con la carencia de nutrientes críticos (Rieff, 2016). La creciente commoditización de la producción alimentaria impuesta por el agronegocio genera tensiones que trascienden el mundo rural y muestra la correlación entre la menor biodiversidad y la pérdida del carácter omnívoro de la dieta. 

Dossiê “Direitas e catolicismos nas décadas de 1930 e 1940”

V. 23 n. 1 jan/abr 2023

Organizadores: Cândido Moreira Rodrigues (UFMT) e Gizele Zanotto (UPF)
Envio dos artigos até 30/09/2022
Publicação 01/01/2023

O acirramento das disputas políticas e a recusa de certos grupos de direita em participar do ordenamento democrático é uma das características mais cruciais do tempo presente, em praticamente todos os continentes. A aliança ou a conformação destes grupos com setores das principais religiões constituídas é um dado que empresta popularidade, coesão e organicidade às associações e às ideias daí derivadas. Estados Unidos, Brasil, Hungria, Egito, Irã, Rússia, Líbano são apenas alguns dos países que servem de exemplo para esse fenômeno verdadeiramente global. Desde fins da década de 1980 diversos historiadores das relações entre a Política e a Religião tem coordenado esforços ema busca de algum tipo de consenso acerca de modelos científicos que lhe permitissem compreender as transformações e desafios do Pós-Guerra Fria. Esses esforços foram intensificados no século XXI com a compreensão de que o extremismo
islâmico era mais uma faceta radical que se somava a esse problema. E, esses esforços formalizaram duas bases para o exame comum: primeiro, a necessidade da toponimização e da tipologização das direitas, de modo a se poder conformar as diversas análises em torno de uma digressão eficiente, distinguindo, por exemplo, os conservadores dos fascistas, os reacionários dos radicais. A segunda base de exame comum, é a de que o período do Entre Guerras (1918-1939), e, especialmente as décadas de 1930 e 1940, se constitui no único laboratório com que se pode contar para a análise e comparação do problema com o tempo presente, na medida em que as tensões e dinâmicas entre o religioso e o político ali alcançaram uma dimensão semelhante. Assim, o presente dossiê visa coordenar e agregar esforços intelectuais reflexivos sobre as relações entre religião e política na primeira metade do século XX,
somando-se aos esforços pela compreensão das bases doutrinárias e práticas mobilizadas pela articulação dos campos político e religioso de direita em sua
conformação histórico-social e cultural, bem como seus elementos de convergência e/ou divergências com o contexto contemporâneo.

Dossiê “Vinte anos pós “Onze de Setembro”: memórias e narrativas”
V. 23 n. 2 Maio/Ago 2023
Organizadores: Prof. Dr. Cristiano Nicolini (UFG) e Profa. Dra. Loiva Salete Vogt (IFRS)
Envio dos artigos até 28/02/2023
Publicação 01/05/2023

Diversos grupos étnicos fizeram e fazem parte da formação dos Estados Unidos. Porém, um grupo em especial passou a ter maior visibilidade após a destruição das Torres Gêmeas. Islâmicos, descendentes de origem árabe, já estigmatizados pela mídia, passaram a ser vistos com maior desconfiança e apontados como terroristas. Pessoas de origem muçulmana, nascidas em culturas islâmicas do Meio Oeste, Norte da África e Ásia e que viviam nos Estados Unidos foram estigmatizados como possível ameaça à nação americana, o que gerou consequências xenofóbicas catastróficas decorrentes de um trauma cultural. Com base nesse contexto, o presente dossiê temático busca contribuições inéditas relevantes sobre memória, trauma e narrativa que envolvam o Onze de Setembro americano e as suas repercussões pelo mundo. A proposta é refletir sobre como o trauma discursivo gerado a partir do evento passou a ser abordado e/ ou elaborado nas narrativas do período, especialmente envolvendo as fronteiras e conexões entre História, Literatura e Discurso.

Dossiê “A Guerra Fria: ontem e hoje”
V. 23 n. 3 Set/Dez 2023
Organizadores: Charles Sidarta Machado Domingos (IFSUL), Douglas Souza Angeli (UEMG) e Ananda Simões Fernandes (AHRS)
Recebimentos de artigos até 31/07/2023
Publicação 01/09/2023
A Guerra Fria foi um momento marcante do século XX. Por aproximadamente 45 anos, a disputa entre Estados Unidos da América (EUA) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) mobilizou os povos de todo o globo nos campos da política, da economia, da cultura, da tecnologia e da ideologia. Cada uma das duas superpotências envidava seus melhores recursos para demonstrar que a sua formação social – capitalista no caso dos EUA, socialista na URSS – era mais atraente aos olhos de sua própria sociedade e dos povos que estavam sob suas áreas de influência, mas também na mesma medida aos olhos dos cidadãos do outro lado. De 1945 a 1991, o mundo passou a conviver com o medo sistemático de uma guerra nuclear – algo que parecia adormecido, até a eclosão da Guerra da Ucrânia no inicio de 2022. O conflito no leste da Europa gerou grande interesse sobre as questões da Guerra Fria: a OTAN, a Crise dos Mísseis, o papel desempenhado pela China naquela época, foram temas que reapareceram no noticiário e no debate público mais de 30 anos após o fim da Guerra Fria com a dissolução da União Soviética. Mas outros temas que constituem a Guerra Fria também vêm sendo objeto de curiosidade, interesse e análise: a detonação das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaky, o discurso de Churchill em Fulton, a Doutrina Truman, a ruptura das relações diplomáticas do Brasil com a União Soviética e a proibição do Partido Comunista em nosso país, a Revolução Chinesa, a Guerra da Coreia, o golpe na Guatemala, a Conferência de Bandung, a Revolução Cubana, as lutas de libertação nacional nos continentes africano e asiático, o golpe civil-militar no Brasil, as ditaduras de Segurança Nacional na América Latina, o ano de 1968, as Guerras do Vietnã e do Afeganistão e o fim da URSS, entre tantos outros, vem mobilizando a atenção dos olhares, corações e mentes cada vez mais nos debates e tendências atuais. A Guerra Fria, seja entendida como um conflito, seja percebida como sistema, ou mesmo em uma relação dialética conflito/sistema, foi um período de definição para o mundo em que vivemos hoje. Suas disputas políticas, econômicas, culturais, tecnológicas e sociais não deixam de alimentar as inquietações do presente, principalmente das novas gerações, razão que nos motiva a propor esse dossiê. Desse modo, fazemos o convite para a publicação de textos que se preocupem tanto em compreender o passado quanto em entender os usos sobre o passado no presente.

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