CHAMADAS ABERTAS PARA DOSSIÊS

 ** Dossiê: Ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul - N. 3/2019 (artigos até 15/06/2019, publicação 1 set/2019)

Organizadores: Prof. Dr. Alessandro Batistella (UPF) e Prof. Dr. Enrique Serra Padrós (UFRGS). N. 3/2019 (artigos até 30/05/2019, publicação 1 set/2019)

O dossiê visa a reunir trabalhos sobre as ditaduras de Segurança Nacional no Cone Sul entre as décadas de 1960, 1970 e 1980. O panorama político dos países do Cone Sul, nestes últimos anos, tem estimulado debates sobre leis de anistia, acessibilidade dos arquivos repressivos, formação de comissões da verdade e política transicional, o papel das testemunhas, a herança traumática, as formas de reparação e os avanços e recuos do Poder Judiciário diante dos crimes do terrorismo de Estado. Nesse sentido, a história recente do Cone Sul tem sido destacada objeto de análise e pesquisa da academia, assim como de embates políticos envolvendo partidos políticos, associações de direitos humanos, empresas midiáticas, Forças Armadas, etc. Mais recentemente, a instabilidade política da região está profundamente marcada pela volta de forças, argumentações e formas de atuação muito próximas às práticas promovidas pelas ditaduras, décadas atrás, ou revestidas de nova roupagem que, contudo, não escondem ações antidemocráticas e reacionárias. Dessa forma, o dossiê pretende discutir a produção historiográfica sobre as ditaduras de Segurança Nacional, propondo a reflexão sobre os seus antecedentes, as respectivas transições políticas, as batalhas de memória e o papel da justiça de transição, a persistência do entulho securitista no presente, os arquivos repressivos e fontes históricas, a produção historiográfica e memorialística, a fundamentação ideológica das ditaduras (Doutrina de Segurança Nacional, Guerra Revolucionária, Teoria da Contra Insurgência), as estruturas repressivas, as formas de controle e cooptação, a cooperação repressiva entre as ditaduras, as experiências prisionais e de clandestinidade, os exílios, desexílios e inxílios, os efeitos traumáticos e suas consequências, as leis de anistia, políticas de memória e reparação, o ensino das ditaduras em sala de aula, as articulações entre história nacional e história local/regional, as produções artísticas, cinematográficas, literárias, entre outros.

 **Dossiê: história dos conceitos e história intelectual: conexões teórico-metodológicas - N. 1/2020 (artigos até 30/08/2019, publicação 1 jan/2020)

Organizadores: Prof. Dr. Fabrício Antônio Antunes Soares (UPF) e Prof. Dr. Francisco Manuel Ferreira Azevedo Mendes (Universidade do Minho)

A história dos conceitos e a história intelectual confrontam-se com a hipótese de que conceitos, ideias e a produção intelectual – nas suas mais diversas formas – não se desenvolvem separadamente dos sujeitos que as concebem e as empregam, e que é necessário examinar os conceitos e as ideias, todo tipo de produção intelectual, não como suposições isoladas, mas, de modo diferente, em situações de cultura, vivências e contextos históricos que as determinaram e/ou são determinadas por elas. Ao propor trabalhar as conexões teórico-metodológicas entre História dos Conceitos e História Intelectual, nos vários campos que cruzam a produção do conhecimento histórico, o Dossiê visa criar uma oportunidade para debater as práticas da história e os passados práticos dos conceitos e das ideias em suas diferentes escalas. O Dossiê pretende refletir epistemológica e historiograficamente sobre os efeitos cruzados dessas histórias, sobre as suas formas, relações e projeções. Ambiciona, assim, surpreender um mapa, vários mapas, em movimento, abertos e polémicos, sobre tópicos  transversais e inovadores que abordem a historicidade dos conceitos e das ideias, dos seus agentes e mecanismos, das suas redes e configurações motivacionais, das suas condições estruturais e das clivagens operadas, nas lógicas como operam e reconstroem as realidades humanas e os ecossistemas. Nesse sentido, o Dossiê estará particularmente interessado em acolher perspetivas que discutam historicamente, num horizonte interdisciplinar e transnacional, os seguintes eixos críticos:
-  o ofício do historiador no que tange à história dos conceitos e à história intelectual, a historiografia sobre esses domínios historiográficos, as relações da história dos conceitos e a intelectual com outros domínios da história e outras disciplinas, desenvolvendo uma abordagem das comunidades historiográficas, de determinadas tradições/escolas ou trajetórias individuais, ampliando a perceção dos seus efeitos;
- a compreensão das pessoas (homens e mulheres) e intelectuais que inventaram, debateram, escreveram e, das mais diversas maneiras, se (pre)ocuparam com ideias e conceitos, sua circulação, debate e produção, ampliando a perceção dos seus efeitos;
- a produção e a circulação das ideias e dos conceitos, apurando através dos seus contextos sociais e culturais, das suas gramáticas e dos seus suportes, as lógicas de penetração e as esferas de influência, convocando uma análise do espaço público, da sua política e da sua economia, ampliando a perceção dos seus efeitos.
Finalmente, a discussão sobre a historicidade dos conceitos e das ideias, da sua materialidade e performatividade, convida, neste Dossiê, a uma ampla e decisiva reflexão sobre a presente condição da história enquanto conceito e sujeito/objecto intelectual.

 

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