A revista História, Debates e Tendências abre chamada para 2022:

 Dossiê: PRODUÇÃO DE SABER NA ÁFRICA CONTEMPORÂNEA E NA DIÁSPORA

Organizadores: Mille Caroline Rodrigues Fernandes (PROMEBA-UNEB) e Sébastian Lefevres (Universite Gaston Berger (UGB) (Sanar, Saint-Louis/Senegal)

Recebimentos de artigos até 31/05/2022

Publicação 01/10/2022

Preocupa-nos os silêncios e/ou silenciamentos sobre o conjunto de pesquisas produzidas e experiências vividas pelos/as intelectuais negros/as africanos/as e na diáspora. Há pautas de pesquisas com discussões importantes e necessárias para a contemporaneidade sendo desenvolvidas em diversas áreas do conhecimento, as quais nos desafiam a pensar a invisibilidade histórica de sua existência ou uma concepção inadequada e excludente do que seriam essas produções intelectuais. Historicamente sabemos que o racismo contra a população negra opera de diversas formas, principalmente no que diz respeito as produções intelectuais. A colonialidade do saber, do poder e do ser, tríade do sistema-mundo modernocolonial desvaloriza a produção de conhecimento, as cosmopercepções e a experiência intelectual negra tanto no continente afriacano como na diáspora. Assim, nos interessa produções e experiências, que estejam interligadas às redes quilombistas e solidárias de produções de intelectuais negras e negros africanos/as e da diáspora, que apresente suas experiências, vivências e resistências contra o racismo epistêmico e o racionalismo ocidental. Acreditamos que esta proposta contribui nos debates e protestos antirracistas que ganharam visibilidade em todo o mundo no ano de 2020, com o início da pandemia do Covid-19. A luta antirracista foi e continuará sendo uma das grandes agendas políticas da população negra, levando às ruas movimentos de protesto contra as diversas formas de violências perpetradas aos corpos/corpas negros/as em diferentes partes do mundo, em particular ao contexto brasileiro, que em 2022, completa 200 anos de “independência”. O Dossiê tem como objetivo reunir estudos e investigações, no formato de artigo, de pesquisadores/as nacionais e internacionais das Ciências Humanas, Ciências Sociais, dos Estudos Literários e Artísticos a compartilharem textos originais e inéditos sobre as diversas vozes e história(s) compreendidas nas periferias, nas margens que tantas vezes foram/são invisibilizadas e ignoradas, mas nunca emudecidas tanto no continente africano quanto na diáspora.

 DOSSIER ECONOMÍA-ESPACIO-SOCIEDAD - DIVERSIDADES TERRITORIALES, CONFLICTOS AGRARIOS Y DESIGUALDADES
ALIMENTARIAS EN ARGENTINA Y BRASIL DE LOS SIGLOS XX Y XXI.

V. 22 n. 3 Set/Dez 2022

Organizadores: Noemí Girbal-BlachaCONICET/CEAR-UNQ, Argentina, Emerson Neves da Silva UFFS, Brasil e Lisandro Rodríguez, CONICET- FHyCS/UNaM, Argentina

Recebimentos de artigos até 01/07/2022

Publicação 01/09/2022

El “mundo rural” es heterogéneo y complejo. Argentina y Brasil dan muestras de esos rasgos a través de la organización de sus territorios, la construcción social del espacio y sus diferencias regionales, asociadas a las agroindustrias y el tránsito de la agricultura al agronegocio. Los conflictos sociales vinculados al sistema de tenencia de la tierra y la jerarquía variable de sus actores sociales y corporaciones agrarias, son parte de esa diversidad, que también se expresa en las distintas formas del hambre y la desigualdad nutricional en la cual viven sus habitantes.La organización del territorio y la construcción social del espacio definen la región. La espacialidad natural, que tuviera vigencia hasta los años de 1960, ha dado paso a una “lógica social” e institucional del territorio (Eckert, 1996). Las “espacialidades diferenciales” de la década de 1980, (Coraggio, 1987) se han convertido en “complejos territoriales”, que permiten diseñar un diagnóstico regional modificable con la aplicación de políticas correctivas (Manzanal y Rofman, 1989).Por otra parte, a lo largo de los siglos XX y XXI, hubo una significativa modernización capitalista de la agricultura en Argentina y en Brasil. Los cambios tecnológicos productivos del sector agropecuario impactaron directamente en ambos territorios y produjeron diversos conflictos sociales. En este contexto, surgen nuevos actores que se confrontan con los efectos económicos y sociales de la expansión del agro-negocio.Los conflictos agrarios resultantes y la diversidad territorial son expresiones de la transición nutricional en Brasil y Argentina. Con distintos puntos de partida y diversas políticas públicas implementadas en cada caso, es posible reconocer el carácter complejo que adquiere la lucha contra el hambre desde mediados del siglo XX. La cuestión alimentaria es una preocupación a nivel mundial. Se vincula a la industrialización de los alimentos como a las transformaciones en el vínculo entre productores y consumidores (Holt-Giménez, 2017). Los abordajes teóricos y los estudios de caso dan cuenta de la composición de la dieta como factor de desigualdad social, y también de los cambios productivos que provoca esta transformación del vínculo con los alimentos, atentando contra la seguridad y la soberanía alimentarias (FAO, 2018).

El poder y las políticas públicas generadas desde el Estado integran este entramado complejo y diverso, como parte de una red permeable vinculada a las relaciones desiguales y como sustento de una realidad múltiple que se asienta en continuidades y cambios a lo largo de los siglos XX y XXI. El abordaje propuesto para los trabajos que integran este dossier se sostiene en tres ejes:

1.-. El  ordenamiento del territorio en ámbitos rurales (construcción social del espacio, desigualdades regionales y políticas públicas) Los ámbitos rurales en Argentina y Brasil, en tanto “territorios posibles”, se componen de procesos, lugares y actores, que integran “una agenda de problemas y tendencias de análisis” (Bozzano, 2009.  Barriera, y Roldán, 2004. Velázquez, 2008).  Se trata de un asunto primordial para elaborar una historia regional interdisciplinar como expresión de un “juego de escalas” entre la micro y la macrohistoria (Revel, 1995: 125-143. Levi, 2019).

2.- Los conflictos agrarios (los actores sociales ante las disputas por la tierra, el agronegocio y la agricultura familiar) El movimiento de los trabajadores rurales sin tierra, las poblaciones afectadas por la construcción de centrales hidroeléctricas, las organizaciones de agricultores familiares, indígenas y quilombolas producen una rica experiencia de resistencia y organización societaria al protagonizar una intensa lucha por sus derechos, que merece ser estudiada.

 3.- Las  desigualdades alimentarias (malnutrición/desnutrición y desigualdades sociales. Productores, proveedores y consumidores de alimentos). La conformación de la dieta como indicador de desigualdad social incluye las nuevas formas del hambre y la malnutrición, porque combina el exceso de kcal con la carencia de nutrientes críticos (Rieff, 2016). La creciente commoditización de la producción alimentaria impuesta por el agronegocio genera tensiones que trascienden el mundo rural y muestra la correlación entre la menor biodiversidad y la pérdida del carácter omnívoro de la dieta. 

Dossiê “Direitas e catolicismos nas décadas de 1930 e 1940”

V. 23 n. 1 jan/abr 2023

Organizadores: Cândido Moreira Rodrigues (UFMT) e Gizele Zanotto (UPF)
Envio dos artigos até 30/09/2022
Publicação 01/01/2023

O acirramento das disputas políticas e a recusa de certos grupos de direita em participar do ordenamento democrático é uma das características mais cruciais do tempo presente, em praticamente todos os continentes. A aliança ou a conformação destes grupos com setores das principais religiões constituídas é um dado que empresta popularidade, coesão e organicidade às associações e às ideias daí derivadas. Estados Unidos, Brasil, Hungria, Egito, Irã, Rússia, Líbano são apenas alguns dos países que servem de exemplo para esse fenômeno verdadeiramente global. Desde fins da década de 1980 diversos historiadores das relações entre a Política e a Religião tem coordenado esforços ema busca de algum tipo de consenso acerca de modelos científicos que lhe permitissem compreender as transformações e desafios do Pós-Guerra Fria. Esses esforços foram intensificados no século XXI com a compreensão de que o extremismo
islâmico era mais uma faceta radical que se somava a esse problema. E, esses esforços formalizaram duas bases para o exame comum: primeiro, a necessidade da toponimização e da tipologização das direitas, de modo a se poder conformar as diversas análises em torno de uma digressão eficiente, distinguindo, por exemplo, os conservadores dos fascistas, os reacionários dos radicais. A segunda base de exame comum, é a de que o período do Entre Guerras (1918-1939), e, especialmente as décadas de 1930 e 1940, se constitui no único laboratório com que se pode contar para a análise e comparação do problema com o tempo presente, na medida em que as tensões e dinâmicas entre o religioso e o político ali alcançaram uma dimensão semelhante. Assim, o presente dossiê visa coordenar e agregar esforços intelectuais reflexivos sobre as relações entre religião e política na primeira metade do século XX,
somando-se aos esforços pela compreensão das bases doutrinárias e práticas mobilizadas pela articulação dos campos político e religioso de direita em sua
conformação histórico-social e cultural, bem como seus elementos de convergência e/ou divergências com o contexto contemporâneo.

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