Perfil, sentimentos e qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com deficiência atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul: cuidadores de pacientes com deficiência com a palavra

CUIDADORES DE PACIENTES COM DEFICIÊNCIA ATENDIDOS NA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL : COM A PALAVRA

Palavras-chave: Cuidador, Qualidade de vida, Paciente com necessidades especiais, Família

Resumo

Objetivo:Avaliar a qualidade de vida de cuidadores de pacientes atendidos na clínica da disciplina eletiva de Pacientes com Necessidades Especiais (PNE)da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FO-UFRGS). Metodologia:Foi um estudo longitudinal, observacional e analítico. Foi aplicado por dois examinadores calibrados um questionárioconsolidado (Teixeira,2005) para 97 cuidadores de PNEque compareceram na clínica da disciplina eletiva de PNE da FO-UFRGS.Resultados:51,54% (n=50) tinham idade entre 40 e 59 anos; 89,7% (n=87) são do sexo feminino sendo que 75,3% (n=73) eram as mães dos PNEs; 34% (n=33) tinham o ensino médio completo; 59,8 % (n=58) eram donas de casa, e 73,2% (n=71) viviam com uma renda mensal de 1 a 3 salários mínimos; quanto ao sentimento do cuidador e o impacto que cuidar de um PNE gerava em sua vida: 58,76% (n=57) achavam que ter qualidade de vida é “ser saudável” e, 67% (n=65) sentiram que, por causa do tempo que gastaram cuidando do PNE, não tiveram tempo suficiente para si próprio, porém, 52,6 % (n 51) não se sentiram estressados para cuidar do PNE e suas outras responsabilidades com a família, 66% (n=64) não sentiram que sua saúde foi afetada por causa do envolvimento com o PNE, 72,2% (n=70) não sentiram que a sua vida social teria sido prejudicada por cuidar do PNE e, 70,1% (n=68) sentiram que não tem dinheiro suficiente para cuidar do PNE somando-se as suas outras despesas; 65% (n=63) não se sentiram sobrecarregado por cuidar do paciente, 88,6% (n=86) afirmaram que não gostariam de simplesmente deixar que outra pessoa cuidasse do PNE, 48,45% (n=47) disseram que não houveram mudanças no meio familiar após o diagnóstico do paciente e , 54,6% (n=53) responderam quedeixaram de fazer algumas coisas por causa do PNE. Conclusão:Há uma necessidade de atenção não somente para os PNEs, mas também para os seus cuidadores que necessitam de uma abordagem multidisciplinar tendo uma rede de apoio durante o atendimento daquele que cuida, visando uma melhora de sua qualidade de vida.

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Biografia do Autor

Andressa Nicoli Haas, Mrs, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Aluna de extensão de Odontologia para pacientes com necessidades especiais da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Rio Grande do Sul – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Aline Maciel Silva, Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Rio Grande do Sul
Aluna de graduação da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Rio Grande do Sul – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Taiane Corrêa Furtado, Faculdade de Odontología da Universidade Federal de Rio Grande do Sul
Aluna de graduação da Faculdade de Odontología da Universidade Federal de Rio Grande do Sul – Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

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Publicado
2020-10-27
Como Citar
Figueiredo, M., Haas, A., Silva, A., & Furtado, T. (2020). Perfil, sentimentos e qualidade de vida dos cuidadores de pacientes com deficiência atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul: cuidadores de pacientes com deficiência com a palavra. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 24(3), 378-386. https://doi.org/10.5335/rfo.v24i3.9941
Seção
Artigos