Remoção de corpo estranho transfixante em dorso nasal: relato de caso

  • Breno Souza Benevides Universidade Christus - UNICHRISTUS
  • Josfran Ferreira Filho Liga de Anatomia e Trauma Buco-Maxilo-Facial da Universidade Federal do Ceará campus Sobral
  • Mariana Canuto Melo de Souza Lopes
  • Karen Ananda Souza da Silva Universidade Federal do Ceará - campus Sobral
  • Jayara Ferreira Aguiar Universidade Christus - UNICHRISTUS
Palavras-chave: Traumatismos cranianos penetrantes, Acidente, Ferimentos e Lesões

Resumo

 Os ferimentos transfixantes (FTs) em tecidos moles podem ser característicos em indivíduos admitidos em serviços de emergência hospitalar devido à grande morbidade e ao incômodo que podem ocasionar. Apesar de este tipo de trauma não apresentar grande incidência, as suas implicações podem proporcionar sequelas funcionais e danos cosméticos à face do indivíduo. O presente trabalho visa relatar o caso de um paciente atingido acidentalmente, em terço médio de face, por um objeto pontiagudo utilizado no local em que trabalhava (gancho de açougue). Relato de caso: Indivíduo do sexo masculino, 47 anos de idade, normossistêmico e feoderma buscou atendimento em um serviço hospitalar de emergência com a presença de um gancho de açougue transfixado no nariz, penetrando a região de mucosa da narina direita até a pele do dorso nasal, relatando apenas queixa álgica e interesse em remover o objeto, sem obstrução de vias aéreas ou comprometimento de outras estruturas faciais. Acerca das condições clínicas do presente caso, o gancho foi removido sob anestesia local, por um cirurgião buco-maxilo-facial, havendo a preservação do septo nasal durante o procedimento e realização de sutura na lesão de pele do dorso nasal. Conclusão: Apesar de não haver um protocolo clínico-cirúrgico estabelecido quanto ao manejo de pacientes com FTs, é preconizado que o cirurgião se proponha a realizar a remoção do objeto sob conduta conservadora com o intuito de preservar o máximo de estruturas nobres possíveis, assim como o presente caso foi conduzido.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Breno Souza Benevides, Universidade Christus - UNICHRISTUS
Cirurgião Buco-maxilo-facial, docente do curso de Odontologia do Centro Universitário Christus – Unichristus; Preceptor do serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial do Hospital Batista Memorial de Fortaleza (HBM)
Josfran Ferreira Filho, Liga de Anatomia e Trauma Buco-Maxilo-Facial da Universidade Federal do Ceará campus Sobral
Acadêmico de Odontologia - Universidade Federal do Ceará campus Sobral Presidente Discente/Fundador da Liga de Anatomia e Traumatologia Bucomaxilofacial  LATIUM - UFC S   Estagiário do Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial do Hospital Batista Memorial  
Mariana Canuto Melo de Souza Lopes
Docente do curso de Odontologia da Universidade Católica Rainhão do Sertão – Unicatólica
Karen Ananda Souza da Silva, Universidade Federal do Ceará - campus Sobral
Acadêmica do curso de odontologia da Universidade Federal do Ceará campus Sobral  Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trauma Dentoalveolar (NEPTRAUMA)
Jayara Ferreira Aguiar, Universidade Christus - UNICHRISTUS
Acadêmica do curso de Odontologia do Centro Universitário Christus - Unichristus

Referências

1. Neskoromna-Jedrzejczak A, Bogusiak K, Przygonski A,
Antoszewski B. Penetrating trauma of the face and facial
skeleton – a case series of six patients. Pol Przeql Chir 2017;
89(1):50-60.
2. Bagheri SC, Dierks EJ, Kademani D. Application of a facial
injury severity scale in craniomaxillofacial trauma. J Oral
Maxillofac Surg 2006; 64(1): 408-14.
3. Bell RB, Osborn T, Potter BE. Management of penetrating
injures: a new paradigm for civilian trauma. J Oral Maxillofac
Surg 2007; 65(4):691-705.
4. Scholsem M, Scholtes F, Collignon F, Robe P, Dubuisson A,
Kaschten B. et al. Surgical management of anterior cranial
base fractures with cerebrospinal fluid fistulae: a single-institution
experience. Neurosurgery 2008; 62(2):463-71.
5. Aremu SK, Makusid MM, Ibe IC. Oro-cranial penetrating
pencil injury. Ann Saudi Med 2012; 32(5):534-6.
6. Hwang K, You SH. Analysis of facial bone fractures: An
11-year study of 2,094 patients. Indian J Plast Surg 2010;
43(1):42-8.
7. Skoch J, Ansay TL, Lemole GM. Injury to the temporal lobe
via medial transorbital entry of a toothbrush. J Neurol Surg
Rep 2013; 74(2):23-8.
8. Offiah C, Hall E. Imaging assessment of penetrating injury
of the neck and face. Insights Imaging 2012; 3(1):419-31.
9. Cetinkaya EA, Okan C, Pelin K. Transnasal, intracranial
penetrating injury treated endoscopically. J Laryngol Otol
2006; 120(4):325–6.
438 RFO UPF, Passo Fundo, v. 24, n. 3, p. 434-438, set./dez. 2019
10. Figueiredo RR, Azevedo AA, Kós AO, Tomita S. Nasal foreign
bodies:description of types and complications in 420 cases.
Braz J Otorhinolaryngol 2006; 72(1):18–23.
11. Silva JJDL, Lima AAAS, Melo IFS, Maia RCL, Pinheiro Filho
TRDC. Trauma facial: análise de 194 casos. Rev Bras Cir
Plast 2011; 26(1):37-41.
12. Gomes-Ferreira P, Reis E, Carrasco L, Zorzetto D, Toledo-Filho
J, Toledo G. Tratamento dos ferimentos faciais no atendimento
ao politraumatizado. Rev Odontologia UNESP 2014;
43(1): 21-24.
13. Dias SL, da Silveira BB, De Castro CHS, Mendes RB, de Villemor
Amaral IE, de Azevedo RA. Remoção cirúrgica de corpo
estranho na intimidade dos ossos da face: Relato de caso.
Clínica e Pesquisa em Odontologia-UNITAU 2013; 5(1):31-4.
14. Zandomenighi RC, Lima Mouro D, Penha Martins EA. Ferimento
por arma branca: perfil epidemiológico dos atendimentos
em um pronto socorro. Rev Rede Enfermagem Nordeste
2011; 12(4):669-77.
15. Silva C, Paula L, Ferreira E, Naves M, Gomes V. Perfil dos
traumas maxilofaciais em vítimas de violência interpessoal:
uma análise retrospectiva dos casos registrados em um hospital
público de Belo Horizonte (MG). Cad Saúde Colet 2011;
19(1):33-40.
Publicado
2020-10-27
Como Citar
Benevides, B., Filho, J., Lopes, M., Silva, K., & Aguiar, J. (2020). Remoção de corpo estranho transfixante em dorso nasal: relato de caso. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 24(3), 434-438. https://doi.org/10.5335/rfo.v24i3.9234
Seção
Artigos