Saúde bucal: dos hábitos e conhecimento de higiene ao comportamento e acesso a serviços odontológicos de universitários brasileiros e estrangeiros

  • Cosmo Helder Ferreira da Silva Mestre em Sociobiodiversidade e tecnologias sustentáveis pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, professor do Curso de Odontologia do Centro Universitário Católica de Quixadá - UNICATÓLICA, Quixadá, CE, Brasil.
  • Francisco Cezanildo Silva Benedito Enfemeiro pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Redenção, CE, Brasil.
  • Davide Carlos Joaquim Enfermeiro pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Redenção, CE, Brasil.
  • Daniel Freire de Sousa Doutorado em Biotecnologia em saúde pela Rede Nordeste de Biotecnologia, professor Adjunto da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Redenção, CE, Brasil.
  • Ana Caroline Rocha de Melo Leite Doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Ceará, professora adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, UNILAB, Redenção, CE, Brasil.

Resumo

Objetivo: o estudo objetivou investigar os hábitos, oconhecimento sobre higiene oral e o comportamentoem saúde bucal bem como o acesso aos serviços odontológicosde estudantes brasileiros e principalmenteestudantes africanos, recém-ingressos à universidade.Sujeitos e método: trata-se de estudo exploratório, descritivo,transversal e quantitativo, conduzido em universidadepública brasileira. Após assinatura do termode consentimento livre e esclarecido, foi aplicado umquestionário aos acadêmicos. Os dados foram tabuladose analisados. Resultados: entre os brasileiros, 90%escovavam os dentes no mínimo 3 vezes ao dia, 50%não utilizavam fio dental, 55% não faziam uso de colutório,e 80% higienizavam a língua. Entre os estrangeiros,55% escovavam 2 vezes ao dia, 85% não usavamfio dental, 80% não utilizavam colutório, e 65%higienizavam a língua. Todos os brasileiros conheciamfio dental e colutório, enquanto que 70% dos acadêmicosestrangeiros sabiam o que era fio dental, e 60%desconheciam o que era colutório. Observou-se umaassociação entre ser estudante estrangeiro e não utilizarfio dental. Dos participantes, 95% dos brasileiros e 50%dos estrangeiros já tinham buscado atendimento odontológico.Sobre a autopercepção de higiene bucal, 95%dos brasileiros e 60% dos estrangeiros consideravam-naboa. Constatou-se ainda uma relação entre ser acadêmicorecém-ingresso e ter uma boa percepção de higieneoral sem utilizar fio dental. Conclusão: concluiu-se quehá diferenças entre hábitos, conhecimento e comportamentoem saúde bucal de acadêmicos de acordo com anacionalidade. A pesquisa contribuiu para caracterização,comparação e relação de importantes variáveis emsaúde bucal nos contextos universitário e étnico.Palavras-chave: Acesso aos serviços de saúde. Estudantes.Hábitos. Saúde bucal. Saúde da população negra.

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Publicado
2018-08-15
Como Citar
da Silva, C., Benedito, F., Joaquim, D., de Sousa, D., & Leite, A. C. (2018). Saúde bucal: dos hábitos e conhecimento de higiene ao comportamento e acesso a serviços odontológicos de universitários brasileiros e estrangeiros. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 23(1). https://doi.org/10.5335/rfo.v23i1.8498
Seção
Artigos