Necessidade de tratamento ortodôntico em adolescentes do Rio Grande do Sul: relação entre autopercepção e necessidade clínica

  • Karen Luciane Zappe Pereira Soto Universidade Federal Rio Grande do Sul
  • Helenita Correa Ely
  • Fernanda Hilgert Mallmann Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Claides Abegg Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Adolescente, Autopercepção, Maloclusão, Saúde bucal

Resumo

 Objetivos: analisar a associação entre a autopercepção e a necessidade clínica de tratamento ortodôntico e investigar a relação entre a necessidade de tratamento ortodôntico e o impacto nas atividades diárias comer, sorrir e falar, em adolescentes. Sujeitos e método: estu­do transversal com 1.630 escolares com idade entre 15 e 19 anos, de 36 municípios do estado do Rio Grande do Sul. Os instrumentos utilizados para determinar a necessidade de tratamento ortodôntico foram o Índice de Estética Dental (DAI) e o Componente Estético (AC) do Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (IOTN). Os dados foram analisados com o programa SPSS 21.0, utilizando-se os testes Qui-Quadrado de Pe­arson ou Qui-Quadrado de tendência linear e a regres­são de Poisson. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: observou-se associação positiva entre o IOTN e o DAI. A proporção de sujeitos que percebe­ram a necessidade de tratamento ortodôntico aumentou com a recomendação feita pelo dentista. Entretanto, a maioria dos adolescentes entrevistados não percebia necessidade de tratamento ortodôntico. Após o ajuste, observou-se associação entre a maloclusão e o desem­penho da atividade diária sorrir (RP = 2,03) e o sexo dos escolares (RP = 1,28). Também se observou associação entre o sexo dos adolescentes (RP = 1,23), a escolarida­de do pai (RP = 1,21) e o impacto na atividade comer. A atividade diária de falar estava associada com a escola­ridade do pai (RP = 2,11). Conclusão: existe associação entre a autopercepção de tratamento ortodôntico e a necessidade clínica. A maloclusão impacta a atividade sorrir entre os adolescentes, entretanto, o mesmo não ocorre com as atividades comer e falar.

Biografia do Autor

Karen Luciane Zappe Pereira Soto, Universidade Federal Rio Grande do Sul
Cirurgiã-Dentista, Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Helenita Correa Ely
Doutora em Odontologia em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Fernanda Hilgert Mallmann, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cirurgiã-Dentista, aluna da Especialização em Saúde Pública na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claides Abegg, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cirurgiã-Dentista, Professora do Mestrado em Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Publicado
2018-10-22
Como Citar
Pereira Soto, K. L., Ely, H., Mallmann, F., & Abegg, C. (2018). Necessidade de tratamento ortodôntico em adolescentes do Rio Grande do Sul: relação entre autopercepção e necessidade clínica. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 23(2). https://doi.org/10.5335/rfo.v23i2.8345
Seção
Artigos