Prevalência de sequelas neurológicas associadas a trauma em face

  • Cassian Taparello Universidade de Passo Fundo - UPF / Hospital da Cidade de Passo Fundo
  • Kássia Estefânia Hauck Universidade de Passo Fundo - UPF
  • Tiago Nascimento Mileto Universidade de Passo Fundo - UPF / Hospital da Cidade de Passo Fundo
  • Ricardo Scariot Universidade de Passo Fundo - UPF
  • Silvana Gonçalves de Almeida Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
  • Ferdinando de Conto Universidade de Passo Fundo - UPF / Hospital da Cidade de Passo Fundo
Palavras-chave: Epidemiologia, Traumatismos maxilofaciais, Traumatologia

Resumo

 Introdução: pacientes acometidos por traumatismo craniofacial podem evoluir com sequelas variadas. Objetivo: identificar a prevalência de sequelas neuro­lógicas ocorridas entre os pacientes com traumatismo craniofacial em um serviço de referência para o trauma no sul do Brasil. Sujeitos e método: foram analisados 1.385 prontuários, em que 169 (12%) pacientes foram selecionados com trauma em crânio e face simultane­amente, levando em consideração o agente etiológico, a procedência, a idade, o sexo do paciente e a locali­zação das fraturas. Resultados: uma taxa de 85% dos indivíduos era do sexo masculino, com faixa etária en­tre 31-40 anos. Os fatores etiológicos mais prevalen­tes foram acidentes de trânsito (36%), quedas (22%) e violência interpessoal (21%). No grupo selecionado, o traumatismo cranioencefálico esteve presente em 89% dos casos; em 64% da população, não houve sequela neurológica; 28% apresentaram algum tipo de seque­la; e em 8% dos prontuários não havia informações completas. Conclusão: na população estudada, mesmo com um subgrupo específico de traumatizados, houve prevalência de gênero masculino, terceira década de vida e acidente automobilístico. Além disso, a região anatômica mais acometida foi o conjunto de ossos do terço médio da face, e, ainda nesta condição de asso­ciação, o traumatismo cranioencefálico esteve presente na maioria dos casos, porém, somente 28% dos casos evoluíram com alguma sequela neurológica.

Biografia do Autor

Cassian Taparello, Universidade de Passo Fundo - UPF / Hospital da Cidade de Passo Fundo
Cirurgião-Dentista – Residente em Cirurgia e traumatologia Bucomaxilofacial HCPF/UPF/SMSPF – Faculdade de Odontologia – Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo – RS – Brasil
Kássia Estefânia Hauck, Universidade de Passo Fundo - UPF
Cirurgiã-Dentista – Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial- Mestranda em Clínica Odontológica – Faculdade de Odontologia – Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo – RS – Brasil
Tiago Nascimento Mileto, Universidade de Passo Fundo - UPF / Hospital da Cidade de Passo Fundo
Cirurgião-Dentista – Residente em Cirurgia e traumatologia Bucomaxilofacial HCPF/UPF/SMSPF – Faculdade de Odontologia – Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo – RS – Brasil
Ricardo Scariot, Universidade de Passo Fundo - UPF
Graduando em Odontologia – Faculdade de Odontologia – Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo – RS – Brasil
Silvana Gonçalves de Almeida, Universidade Federal de Santa Maria – UFSM
Bacharel em Estatística – Centro de Ciências Naturais e Exatas – Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – RS - Brasil
Ferdinando de Conto, Universidade de Passo Fundo - UPF / Hospital da Cidade de Passo Fundo
Coordenador do Serviço de Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial HCPF/UPF/SMS-PF – Faculdade de Odontologia – Universidade de Passo Fundo – Passo Fundo – RS – Brasil
Publicado
2018-10-22
Como Citar
Taparello, C., Hauck, K., Mileto, T., Scariot, R., Almeida, S., & Conto, F. (2018). Prevalência de sequelas neurológicas associadas a trauma em face. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 23(2). https://doi.org/10.5335/rfo.v23i2.8300
Seção
Artigos