Conhecimento dos cirurgiões-dentistas em atendimento de pacientes com coagulopatias hereditárias

  • Rafaella Bastos Leite Universidade Estadual da Paraíba
  • Rayssa Nunes da Mota Nascimento
  • Renata de Souza Coelho Soares
  • Andreza Cristina de Lima Targino Marsson
  • Carlos Augusto Galvão Barboza
  • Raquel Cristina Barboza Gomes
Palavras-chave: Coagulação sanguínea, Transtornos hemorrágicos, Transtornos hemostáticos

Resumo

 Objetivo: verificar o conhecimento dos cirurgiões-den­tistas que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) com Equipes de Saúde Bucal (ESB) modalidade I, no município de Campina Grande, sobre o atendi­mento odontológico de pacientes com coagulopatias hereditárias. Sujeitos e método: por meio de questio­nário autoaplicável, foi feita uma entrevista com os cirurgiões-dentistas do município em questão para ana­lisar os seus conhecimentos. Participaram da pesquisa 24 profissionais que se encaixaram nos critérios de in­clusão e responderam de forma adequada o questioná­rio com questões objetivas, sendo que os participantes foram orientados a assinalar somente uma alternativa para cada questionamento. Resultados: a maioria dos profissionais é formada há mais de 10 anos. A média de acertos das respostas foi de 50%. Em relação aos achados clínicos que determinam a possível presença de distúrbio hemorrágico, 44% afirmaram que são: púr­pura, sangramento gengival espontâneo e hemartrose. Os pacientes considerados de risco elevado para o tra­tamento odontológico foram: pacientes sem distúrbios hemorrágicos revelados, mas com exames complemen­tares alterados; pacientes em tratamento com AAS; e pacientes em tratamento com anticoagulante por via oral. A maioria (68%) não considera a utilização de su­gadores de saliva como risco para sangramento bucal. Os procedimentos odontológicos que os profissionais não se sentem seguros a executar, nesse tipo de pacien­te, foram: exodontias (88%); tratamento periodontal cirúrgico (76%); raspagem e alisamento coronoradicular (RACR) (28%); anestesia do nervo alveolar inferior ou outros (24%); tratamento endodôntico (20%); e anes­tesia infiltrativa (8%). Conclusão: os dados obtidos na pesquisa mostraram que o conhecimento dos cirurgi­ões-dentistas das UBS do município de Campina Gran­de não é satisfatório, havendo dúvidas sobre a maioria dos tratamentos odontológicos direcionados aos pa­cientes com coagulopatias hereditárias.
Publicado
2018-10-22
Como Citar
Leite, R., Nascimento, R., Soares, R., Marsson, A., Barboza, C. A., & Gomes, R. C. (2018). Conhecimento dos cirurgiões-dentistas em atendimento de pacientes com coagulopatias hereditárias. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 23(2). https://doi.org/10.5335/rfo.v23i2.8202
Seção
Artigos