Uso de chupeta em pré-escolares do sul do Brasil: prevalência e fatores associados

  • Fabiana Vargas-Ferreira Professora Adjunta Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, MG. https://orcid.org/0000-0003-3567-4737
  • Rita de Azevedo Senna Mestre em Odontologia - Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
  • Mariana Cezar Ilha Mestre em Odontologia – Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
  • Patrícia Figueiró Cirurgiã-dentista especialista em Odontopediatria e Ortodontia
  • Carlos Alberto Feldens Doutor em Epidemiologia – Professor Adjunto - Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
  • Paulo Floriani Kramer Doutor em Odontologia - Professor Adjunto - Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Palavras-chave: Chupeta, Criança, Saúde pública

Resumo

 Objetivo: investigar a prevalência e os fatores asso­ciados ao uso de chupeta em pré-escolares. Sujeitos e método: estudo transversal foi realizado com 1.316 crianças de 0 até 5 anos de idade no município de Ca­noas, no Rio Grande do Sul. O instrumento de pesquisa foi um questionário semiestruturado respondido pelos responsáveis sobre características sociodemográficas (sexo, cor da pele, idade da criança e materna, esco­laridade materna, estrutura e renda familiar) e compor­tamentais (uso da mamadeira e aleitamento materno). O desfecho foi presença/ausência de uso de chupeta. A análise estatística compreendeu regressão de Poisson com variância robusta bruta e ajustada. Resultados: a prevalência de uso de chupeta em algum momento da vida foi de 68,1%. A análise multivariável ajustada mostrou que crianças que usaram mamadeira tiveram três vezes maior prevalência do desfecho (RP: 3,21; IC95% 2,25-4,59; p<0,001) se comparadas àquelas que nunca usaram mamadeira. Além disso, a análise adicio­nal encontrou que crianças mais novas ainda usam a chupeta quando comparadas às mais velhas. Conclu­são: conclui-se que a prevalência do uso de chupeta é alta e está associada com hábitos de nutrição. Assim, entender a associação de aspectos biopsicossociais e sua rede de causalidade torna-se essencial para o es­tabelecimento de estratégias de promoção de saúde na primeira infância.

Biografia do Autor

Fabiana Vargas-Ferreira, Professora Adjunta Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, MG.
Departamento de Odontologia Social e Preventiva - Faculdade de Odontologia - UFMG - MG.
Rita de Azevedo Senna, Mestre em Odontologia - Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Mariana Cezar Ilha, Mestre em Odontologia – Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Patrícia Figueiró, Cirurgiã-dentista especialista em Odontopediatria e Ortodontia
Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Carlos Alberto Feldens, Doutor em Epidemiologia – Professor Adjunto - Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Departamento de Odontopediatria, Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Canoas, RS, Brasil.
Publicado
2018-10-22
Como Citar
Vargas-Ferreira, F., Senna, R., Ilha, M., Figueiró, P., Feldens, C., & Kramer, P. (2018). Uso de chupeta em pré-escolares do sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Revista Da Faculdade De Odontologia - UPF, 23(2). https://doi.org/10.5335/rfo.v23i2.8192
Seção
Artigos