Avaliação da contaminação microbiológica em resinas compostas utilizadas nas clínicas odontológicas da Universidade Regional de Blumenau

Isabel Cristina G. Bandeira Andrade, Hercílio Higino Silva Filho, Thayse Zimath, Carla Daiana Galiassi

Resumo


Objetivo: foi avaliar a contaminação de resinas compostas utilizadas nas clínicas do curso de Odontologia da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Materiais e método: foram avaliados os tubetes das resinas: Z 350®, Z 250®, opallis®, charisma® e vit-l-escense®, divididos em grupo I, composto por resinas que, após o uso na clínica, foram armazenadas em geladeira, e grupo II, composto por resinas analisadas logo após o uso. Ainda foram identificados os grupos controle negativo, contendo resinas novas, controle zero, contendo o meio de cultura Brain Heart Infusion (BHI) HIMEDIA®, e controle positivo, contendo material coletado da mucosa bucal. Foram preparados 160 tubos de ensaio com BHI. As amostras dos grupos I e II foram fracionadas, retirando-se 2 mm de resina e introduzindo em tubos de ensaios, assim sistematicamente, até o total de 8 mm, totalizando 144 tubos de ensaios. A turvação foi identificada em uma amostra do grupo I e em duas do grupo II e no grupo controle positivo. As amostras dos grupos I e II com turvamento foram submetidas à coloração de Gram e à detecção de catalase, identificando cocos gram-positivos com contaminação por Staphylococcus sp. Os resultados foram submetidos ao teste Qui-Quadrado de Pearson, não mostrando resultados estatisticamente significativos para a contaminação bacteriana das RC (p=0,560). Conclusão: as resinas compostas utilizadas não estavam contaminadas, indicando a eficácia nas técnicas de manutenção da cadeia asséptica empregada; entretanto, casos isolados de contaminação sugerem a importância de coibir ações que levem à contaminação.

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DOI: https://doi.org/10.5335/rfo.v22i3.7624