O impacto das fraturas dentárias classe IV na vida de crianças e adolescentes

Maiara Ester Shappo, Eduardo Mohr, Luiza Helena Almeida

Resumo


Objetivo: foi avaliar o impacto da qualidade de vida de crianças e adolescentes com fraturas dentárias classe IV. Sujeitos e método: crianças e adolescentes com idades entre 7 e 14 anos foram entrevistados por meio de um questionário sobre dados sociodemográficos e aspectos do traumatismo alveolodentário. Para avaliação do impacto da condição bucal na qualidade de vida e na autopercepção de saúde, foi aplicada a versão brasileira do questionário Child Perceptions Questionnaire (CPQ): 6-10 nas crianças de 7 a 10 anos de idade e 11-14 nas crianças de 11 e 14 anos. Resultados: participaram 19 crianças com idades entre 11 a 14 anos. Os traumas foram restritos à fratura de tecidos duros (esmalte e dentina) sem exposição pulpar. Quando questionados sobre como bateram o dente, justificaram das seguintes formas: 63,1% (12) em colisão com pessoa ou objeto; 15,7% (3) em queda da própria altura; 5,2% (1) em práticas esportivas; 5,2% (1) em situações de violência; 5,2% (1) em acidente de carro, moto ou bicicleta; e 5,2% (1) em outras circunstâncias. A maioria dos traumas ocorreu na rua (68,4%, 13) e em casa (10,5%, 2). Sobre o aspecto estético antes do tratamento, 42,1% dos entrevistados consideravam seus dentes mais ou menos, 31,5%, ruins, 15,7%, bons, e 10,5%, muito bons. Após o tratamento restaurador, esse mesmo aspecto foi realizado, e as respostas foram: 21% consideravam seus dentes mais ou menos, 5,2%, ruins, 26,3%, bons, e 47,3%, muito bons. Conclusão: crianças e adolescentes que recebem tratamento imediato obtêm resultados favoráveis, minimizando traumas psicológicos e melhorando sua qualidade de vida.

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DOI: https://doi.org/10.5335/rfo.v22i3.7598