Manifestações imaginológicas distintas na displasia cemento-óssea florida

Tamara Fernandes de Castro, Lilian Cristina Vessoni Iwaki, Neli Pieralisi, Mariliani Chicarelli da Silva, Elen de Souza Tolentino

Resumo


A displasia cemento-óssea florida (DCOF) consiste em uma lesão fibro-óssea benigna dos maxilares, onde o osso é substituído por um tecido fibroso semelhante ao cemento. A etiologia desta desordem é desconhecida e apresenta-se totalmente assintomática e, em muitos casos, as lesões são detectadas em uma radiografia tomada para outros fins. Possui maior expressão no gênero feminino, em pacientes melanodermas e de meia idade. Nos exames de imagem, possuem um amplo espectro de apresentações, onde as lesões variam de totalmente radiolúcidas (fase osteolítica), mistas a radiopacas (fase de mineralização). A DCOF pode se assemelhar a lesões como a displasia periapical, cementoma gigantiforme, osteomielite crônica esclerosante difusa e a doença óssea de Paget. O diagnóstico da DCOF é baseado principalmente nos achados clínicos associados aos exames imaginológicos, não havendo a necessidade, na maioria dos casos, de biópsia para o diagnóstico dessa entidade. Na medida do possível procedimentos cirúrgicos devem ser evitados, devido a susceptibilidade do osso a infecções. O objetivo do presente trabalho é relatar dois casos clínicos de pacientes com displasia cemento-óssea florida em diferentes fases, com características distintas no exame de tomografia computadorizada de feixe cônico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rfo.v22i2.7400