Influência dos agentes clareadores na dureza e cor de materiais restauradores diretos

Alvaro Della Bona, Matheus Muller Basegio, Marina Lermenn Vidal, Oscar Emilio Pecho

Resumo


Objetivo: avaliar, in vitro, a variação de cor e dureza de três materiais restauradores (3M ESPE): Ketac Molar Easymix (KME); Vitremer (VT) e resina composta Filtek Z250 (Z250) após o clareamento com peróxido de carbamida a 37% (PC37- Whiteness Super) e peróxido de hidrogênio a 35% (PH35- Whiteness HP Maxx). Materiais e método: foram confeccionados 108 corpos de prova (CP), sendo 36 para cada material, avaliados inicialmente (baseline) e após cada aplicação dos agentes clareadores realizadas em subseqüentes 7 períodos, ou seja, após 1, 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias. As avaliações colorimétricas (coordenadas CIELAB) dos CP foram realizadas usando um espectrofotômetro (Easyshade, Vita Zahnfabrik, Bad Sackingen, Alemanha) sob fundo branco e em ambiente clínico. Para a avaliação da dureza (H), usou-se um durômetro (Pantec HVS 10, Panambra Ind. e Téc. SA, São Paulo, SP Brasil) com penetrador tipo Vickers. Os resultados das diferenças de cor (ΔE*ab), diferenças de L* (ΔL*) e H foram calculados e avaliados estatisticamente usando análise de variância (ANOVA) e as diferenças avaliadas pelo teste Tukey (α=0,05). Resultados: após o clareamento, houve alterações significativas no valor de ΔE*ab para os dois materiais a base de ionômero de vidro (KME e VT), com ambos os clareadores (PC37 e PH35) mostrando efeito similar para cada material. Não houve diferença na H dos materiais. Conclusão: após 42 dias, agentes clareadores alteraram a cor dos materiais ionoméricos e não alteraram a dureza dos materiais testados.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rfo.v22i1.7353