Avaliação in vitro da resistência de união de diferentes tratamentos de superfície para reparos em resina composta

Cristiano Tauffer, Júlia Cadorim Facenda, Eduardo Dalla Santa, Rogério Zuge, Roberto César do Amaral

Resumo


Introdução: o reparo de restaurações de resina composta é uma opção vantajosa em relação a substituição total da restauração. Porém, divergências em relação a técnica para o reparo ainda são encontrados. Objetivo: avaliar a resistência de união de diferentes tratamentos de superfícies para reparos em resina composta. Materiais e Métodos: Foram confeccionados 25 blocos de resina composta micro-híbrida (5x5x5 mm) que foram divididos em cinco grupos de diferentes tipos de tratamento de superfície. Após 48 horas de armazenamento em água destilada, as superfícies foram asperizadas com ponta diamantada, e os tratamentos divididos nos seguintes grupos: G1: H3PO4 + sistema adesivo Ambar (caráter hidrofílico); G2: H3PO4 + Silano + sistema adesivo Ambar (caráter hidrofílico); G3: H3PO4 + porção hidrofóbica do adesivo CSE Bond; G4: H3PO4 + Silano + porção hidrofóbica do adesivo CSE Bond; G5: H3PO4 + Silano. Em seguida as matrizes foram restauradas com resina composta micro-híbrida. A interface adesiva foi fotoativada por 10s para ambos sistemas adesivos utilizados. Os CP foram submetidos ao teste de microtração, com velocidade de 1,0 mm/min. A resistência de união foi analisada por ANOVA e teste Tukey ( = 0,05). Resultados: Os valores de resistência de união dos grupos G1, G2, G3 e G4 foram semelhantes entre si (p>0,05), porém, significativamente maiores que o grupo G5 (p<0,05). Conclusões: A utilização de sistemas adesivos com características hidrofóbicas ou hidrofílicas e a utilização ou não do silano não influenciaram a resistência de união em reparos de resina composta.
Palavras-chave: Resinas compostas; Reparo; Adesão; Resistência à tração.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rfo.v22i2.7301