Interrelação entre sensibilidade pulpar e quantidade de dentina remanescente antes e após preparos cavitários em dentes posteriores

Joselúcia da Nóbrega Dias, Isabela Pinheiro Cavalcanti Lima

Resumo


Objetivo: relacionar a sensibilidade pulpar frente a estímulos térmicos e mecânicos com o remanescente dentinário, antes e após preparos cavitários classe I em dentes posteriores. Materiais e método: foram analisados 50 dentes, pré-molares e molares, de pacientes entre 20 e 40 anos. Os dentes foram submetidos a testes térmicos e mecânicos, bem como a tomadas radiográficas (bissetriz, paralelismo e interproximal), antes e após o preparo cavitário. Foi utilizado o software SPSS para tabulação dos dados, apresentando as médias dos remanescentes dentinários distribuídos por sexo e a relação entre a quantidade de dentina remanescente e a sensibilidade pulpar utilizando o Teste de Mann-Whitney, bem como a distribuição dessas médias de acordo com a técnica radiográfica, através do Teste de Wilcoxon e período da tomada radiográfica, através do Teste de Friedman, com pós teste de Wilcoxon e penalização com o ajuste de Bonferroni. Resultados: houve diferença estatisticamente significativa entre a quantidade de dentina remanescente quanto ao sexo no momento pós-preparo para todas as técnicas, principalmente na técnica interproximal (p=0,01). Foi observada diferença estatisticamente significativa entre as três técnicas radiográficas quanto às espessuras da dentina remanescente no momento pré-preparo, destacando-se a diferença entre as técnicas bissetriz e paralelismo. Os testes térmicos apresentaram uma associação estatisticamente significativa entre a espessura de dentina remanescente e a sensibilidade da dor quanto à intensidade, no momento pré-preparo. Conclusão: a quantidade de dentina remanescente no assoalho das cavidades Classe I de Black não influencia a sensibilidade pulpar aos testes de vitalidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rfo.v22i1.6830