Resistência compressiva da resina composta na face proximal de cavidades classe II em diferentes profundidades: estudo in vitro

Laryssa Signor, Angela Isabel Dullius, Gislaine Rosa Biacchi

Resumo


Introdução: Apesar do notável aumento de restaurações posteriores com resinas compostas nos últimos anos, ainda existem dificuldades quanto à técnica restauradora em se tratamento de cavidades com envolvimento da face proximal. Considera-se que a intensidade de luz que atinge os incrementos da resina na base é menor do que a intensidade próxima à superfície, podendo comprometer as propriedades mecânicas e o sucesso da restauração. Objetivo: Investigar a resistência compressiva dos incrementos de resina composta de uso direto na base da caixa proximal de restaurações classe II em diferentes profundidades. Material e método: Foram confeccionados 40 espécimes de resina composta (Z100, 3M ESPE) com espessura de 2mm, em dentes preparados nas respectivas profundidades e divididos em quatro grupos: G1 (uso de resina Alpha Plast autopolimerizável, na profundidade de 2mm); G2 (2mm); G3 (4mm) e G4 (6mm). Após, os espécimes foram armazenados em soro fisiológico durante 30 dias e, posteriormente, submetidos ao teste de resistência à compressão em máquina universal de ensaios EMIC DL-2000, com célula de carga de 50 KgF e velocidade de 0,5mm/min. Resultado: A média dos valores de resistência à fratura (MPa), pelo teste ANOVA, foram: 52,86; 48,55; 44,89; 42,67 para G1, G2, G3 e G4 respectivamente. Conclusão: Não houve diferença significativa na resistência à compressão entre incrementos de resina composta inseridas na base da face proximal de preparos do tipo classe II em diferentes profundidades utilizando-se o protocolo adotado.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rfo.v22i2.6555