http://seer.upf.br/index.php/rep/issue/feed Revista Espaço Pedagógico 2021-09-24T17:21:00-03:00 Telmo Marcon espacopedagogico@upf.br Open Journal Systems <p>A revista Espaço Pedagógico é uma publicação científica do<a href="https://www.upf.br/ppgedu" target="_blank" rel="noopener"> Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU)</a> e da Faculdade de Educação (FAED) da <a title="UPF" href="https://www.upf.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade de Passo Fundo</a>, apresentada em versão online. Publica trabalhos originais e inéditos em português, espanhol e inglês, resultantes de estudos teóricos, pesquisas, reflexões sobre experiências pedagógicas, entrevistas com educadores, traduções e resenhas críticas de obras que abordem temas relevantes na área da educação. Excepcionalmente, publica trabalhos em outras línguas, como italiano, francês e alemão.<br> É uma publicação de acesso livre, classificada no <a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf?" target="_blank" rel="noopener">Qualis CAPES</a> (2013-2016) no estrato B1 em Educação.</p> http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12962 Expediente 2021-09-24T10:02:43-03:00 Telmo Marcon telmo@upf.br 2021-09-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12963 Editorial 2021-09-24T10:02:44-03:00 Angelo Vitório Cenci angelo@upf.br Telmo Marcon telmomarcon@gmail.com 2021-09-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11520 A educação como socialização em Émile Durkheim 2021-09-24T10:02:44-03:00 Rhuany Andressa Raphaelli Soares rhuany.soares@ufrgs.br Raquel Andrade Weiss weiss.raquel@gmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo abarcar a centralidade da temática da educação na obra do Sociólogo francês Émile Durkheim. Em um primeiro momento, pretende-se demonstrar de que forma o autor, a partir de sua concepção de ciência da educação, compreendeu o fenômeno educativo como fundamental tanto para a manutenção e continuidade do meio social quanto para a formação dos indivíduos como membros de uma sociedade. Para Durkheim, a educação teria como função substancial transmitir o legado sociocultural de um determinado contexto, tendo como resultado um processo de socialização que possibilitaria a constituição do que ele denomina de “ser social”. Por fim, apresentamos de que forma a educação dialoga diretamente com a questão da moralidade e seus elementos constitutivos e como os escritos durkhemianos sobre o tema se colocam como ponto de partida para pensar questões e problemáticas atuais sobre os processos educativos, tendo como exemplo o tema da diversidade.</p> 2021-09-16T10:43:52-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11323 Da sociedade ao indivíduo e de volta à sociedade: socialização e individuação em G. H. Mead 2021-09-24T10:02:46-03:00 Cledes Antonio Casagrande cledescasagrande@gmail.com <p>Este ensaio tem por tema central os processos de socialização e de individuação em George Herbert Mead. Trata-se de um texto teórico e hermenêutico, com fins propedêuticos, ligado ao campo da filosofia da educação. O objetivo consiste em discutir como Mead, em seus escritos, compreende e descreve os processos de formação dos sujeitos sociais, e quais as possíveis correlações desses processos com a capacidade de viver em comunidade, sob a égide da ética e da democracia. No texto, argumenta-se que o processo de formação do <em>self</em> remete à socialização individuadora, e que a emergência da consciência do ‘si mesmo’ somente é possível por meio da interação e da participação efetiva na vida da comunidade. Por isso, é possível ponderar que a incapacidade de pensar e agir desde uma perspectiva social representa um déficit formativo, de reponsabilidade do próprio indivíduo e também da sociedade.</p> 2021-09-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11458 A atualização da skholé e a escola contra a socialização 2021-09-24T10:02:46-03:00 Cleriston Petry cleripetry@hotmail.com <p>Argumento, no presente artigo, sobre a relação entre socialização e educação, considerando a primeira como “processos de introdução na sociedade” e a segunda como a “introdução das novas gerações no mundo”. O problema que orientou a investigação a refere-se à existência ou não de incompatibilidade entre ambos os objetivos, se é razoável “socializar” considerando a “sociedade” em que as crianças e jovens são inseridos e se a “socialização” contribui ou não para a realização da <em>skholé</em>, caracterizada como “tempo livre” distinto do “tempo produtivo” da sociedade. Neste sentido, defendi que a <em>skholé</em> só é possível quando a “socialização” não é a tarefa central da escola (porque a “socialização” <em>desescolariza</em> a escola) e nem a educação reduzida à “socialização”. A atualização da <em>skholé</em> e sua institucionalização escolar é fundamental para a introdução das “novas gerações” no “mundo” e, talvez, a única oportunidade que os seres humanos terão, nas condições atuais, de experenciar o “tempo livre” que suspende as injunções da família, da sociedade (economia, trabalho, divertimento, lazer, descanso, aprendizagem) e da política.</p> 2021-09-16T10:50:19-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12972 Socializando o pesquisador a observar a socialização dos sujeitos: notas sobre pesquisas com as elites 2021-09-24T10:02:47-03:00 Maria da Graça Jacintho Setton gracaset@usp.br <p>O objetivo deste artigo é apresentar informações preliminares acerca da pesquisa intitulada Pensamento e práticas<br>culturais da elite paulistana. A intenção é problematizar e circunstanciar questões de ordem metodológica<br>e teórica observadas no decorrer do trabalho de investigação. Mais especificamente, serão expostas as dificuldades<br>e as estratégias utilizadas para contornar as difíceis relações com um grupo social seleto – as elites da<br>sociedade paulistana. Articuladas a esta questão, serão analisadas algumas impressões das frações estudadas,<br>suas idiossincrasias a partir do pertencimento neste grupo e setores da economia que representam. Trata-se de<br>uma primeira explanação de dados mais gerais da pesquisa, que busca compreender as formas de justificação<br>da dominação e as representações sociais das elites a partir de suas trajetórias sociais, tendo como perspectiva<br>teórica a sociologia da socialização.</p> 2021-09-16T10:54:56-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11489 Notas sobre interação e socialização em Simmel: uma reflexão sobre educação e intolerância 2021-09-24T10:02:48-03:00 Carlos Alberto Barbosa carlosalberto.barbosa@gmail.com <p>Nos últimos anos de sua vida, Georg Simmel lecionou na universidade de Estrasburgo, onde também foi responsável por ministrar palestras sobre pedagogia aos futuros licenciados, as <em>Palestras sobre pedagogia escolar</em> (<em>Lectures on Schulpädagogik</em>). Apesar do tema da pedagogia não figurar entre seus interesses teóricos, que estavam mais orientados às interações e às formas de socialização, o que se depreende das discussões no entorno das palestras de Simmel é a relação que elas guardam com os processos de interação e socialização. Para ele, a formação (<em>Bildung</em>) não pode prescindir desses dois processos, sob pena de não se realizar na sua plenitude. Por sua vez, o processo de interação pressupõe a diferenciação entre os indivíduos de um mesmo círculo. As diferenças são o combustível que torna possível as interações, e consequentemente a socialização e a formação (<em>Bildung</em>). Ao entender formação como um processo de socialização, e a diferenciação como elemento basilar de toda essa dinâmica, este artigo discute a necessidade de manutenção da diversidade de ideias e das diferenças nos ambientes de ensino, especialmente em um momento no qual a intolerância à diversidade e pluralidade de ideias invade os mais variados espaços, inclusive os espaços de ensino e reflexão.</p> 2021-09-16T10:58:29-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12973 Interação em mídias sociais e socialização: algumas interfaces 2021-09-24T10:02:49-03:00 Karina Marcon karina.marcon@udesc.br Cristiane Koehler cristiane.koehler@ufmt.br <p>Este artigo apresenta uma discussão sobre as tecnologias digitais de rede e as mídias sociais como dispositivos para um convívio sociointelectual entre os sujeitos em interação. Discutem-se os paradigmas comunicacionais de massa e de rede no contexto das mídias sociais, suas potencialidades para os processos comunicacionais, a abertura dos polos de emissão de mensagens e a possibilidade de o sujeito participar de forma mais efetiva nos processos comunicativos. Analisa-se a coexistência desses dois paradigmas comunicacionais em um contexto de convergência midiática, no qual as relações sociais acontecem com diferentes formatos de mídias, potencializando a interação social entre os sujeitos acerca dos conteúdos midiáticos decorrentes dessas inter-relações. Apresenta-se, ainda, o conceito de interação social em rede e sua atuação na natureza das relações entre os sujeitos envolvidos no sistema comunicacional, buscando exprimir como o processo comunicacional se constitui em um contexto de rede. A interação social em rede somente acontece em tecnologias digitais que disponibilizam recursos tecnológicos nos quais os sujeitos possam estabelecer conexões sociais.</p> 2021-09-16T11:08:43-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11366 Percursos escolares exitosos entre alunos de camadas populares: Socialização familiar e Trajetórias sociais 2021-09-24T17:21:00-03:00 Vanessa Gomes de Castro vadecastro@hotmail.com Fernando Tavares Júnior ftavares@caed.ufjf.br <p>Investigam-se processos de socialização primária e secundária associados a percursos escolares exitosos entre alunos provenientes de camadas populares. Analisam-se casos bem sucedidos entre a geração escolar que ingressou no primeiro ano do ensino fundamental em 2006, em uma escola municipal no interior de Minas Gerais, sendo a primeira coorte submetida às leis de ampliação da duração do Ensino Fundamental para nove anos, com ingresso aos seis anos de idade. Para aprofundar a análise, foram pesquisadas as histórias de vida de três alunos aprovados continuamente até a conclusão do ensino médio em 2017, representando exceções em meio a uma geração majoritariamente afetada por reprovações e evasões ao longo de seus percursos. Observou-se que processos de socialização primária (familiar) e secundária (extrafamiliar) podem se apresentar como elementos favoráveis, que se mostram associados a percursos escolares exitosos, corroborando a relevância de atitudes específicas dos adultos sobre as trajetórias sociais das gerações mais novas.</p> 2021-09-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11465 Pedagogia da ameaça: Uma análise dos padrões comunicativos de socialização no WhatsApp bolsonarista 2021-09-24T10:02:50-03:00 Rodrigo Pelegrini Ratier rratier@gmail.com <p>O objetivo deste trabalho é analisar aspectos da socialização nos grupos públicos bolsonaristas no aplicativo WhatsApp. O foco são os padrões comunicativos recorrentes nesse espaço. Utilizando como material de análise mensagens textuais e visuais, animações, memes e vídeos veiculados em comunidades virtuais de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, indica-se a existência de uma “pedagogia da ameaça”, com fluxo comunicativo centralizado, ausência de debates e nenhum espaço para o contraditório. A análise de conteúdo aponta intensa circulação de mensagens apoiadas em três padrões comunicativos fundamentais: 1- binômio amigo-inimigo, 2- apelo à emoção e 3- estratégias de desinformação. Defende-se que a plataforma virtual em tela se configura como uma mídia ideológica na acepção proposta por Thompson (1995), a de sentido a serviço do poder. Ao emular um estado de ameaça constante, o WhatsApp bolsonarista ambiciona reunir, alertar e convocar a militância para a defesa do presidente diante de perigos e intimidações.</p> 2021-09-16T11:14:01-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11480 Distanciamento físico e ensino remoto: socializações em tempos de pandemia 2021-09-24T10:02:50-03:00 Paula Alexandra Reis Bueno paula.reis.musica@gmail.com Roberto Eduardo Bueno roberto.edu.bueno@gmail.com <p>Objetivou-se capturar e analisar marcas de socializações advindas do ensino remoto, durante o fechamento das instituições de educação formal, em virtude da pandemia da COVID-19. Primeiramente, desenvolveu-se uma análise documental, a partir de ensaios de organizações não governamentais (ONGs), pareceres de Conselhos de Educação, relatórios de pesquisas e documentos complementares. Visando verificar variações intrapessoais, realizou-se entrevistas com 57 sujeitos, entre estudantes e professores da Educação Básica, e mestrandos e doutorandos de um Programa de Pós-Graduação. Encontrou-se um cenário dividido em posicionamentos e valores; fortalecimento de instâncias socializadoras em universos virtuais; novas maneiras, formas e técnicas de se ensinar e aprender; e disposições para uma educação mesclada entre o ensino presencial e o ensino remoto, com construções de novas formas de se ensinar, estudar, aprender e se relacionar entre humanos. Menções sobre processos adaptativos, dificuldade de concentração e dificuldade de aprender sem o acompanhamento presencial de um professor, figuraram entre os relatos mais recorrentes. Espera-se contribuir para o campo da sociologia e da educação, no sentido de apoiar os estudos que verificam as contínuas construções e reconstruções das formas de se agir e pensar.</p> 2021-09-16T14:31:22-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11488 Literatura infantil digital: leitura na tela e novas formas de socialização na escola 2021-09-24T10:02:51-03:00 Rafaela Vilela rafalouise@gmail.com <p>O artigoapresenta resultados de uma pesquisa de doutorado e discute a leitura contemporânea e as novas formas de socialização na escola em diálogo com a literatura infantil digital. Como a literatura infantil se apresenta na tela? Que características, recursos e funcionalidades a definem? Como as crianças leem esse dispositivo no espaço coletivo da escola? Como a leitura na tela impacta os processos de socialização na escola? Para responder as questões, foram realizadas ações propositivas a partir da leitura de nove aplicativos literários em uma escola pública federal de Educação Infantil com um grupo de crianças de 5 e 6 anos. O texto está organizado em três partes: na primeira traz considerações sobre literatura infantil digital, em seguida, apresenta instantes que abordam a leitura colaborativa de aplicativos literáriose o compartilhamento de saberesproduzidos por uma comunidade de leitores, por fim, nas considerações finais, discute a experiência de ler e de dialogar sobre o lido.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong>Literatura infantil digital. Educação Infantil. Comunidade de leitores.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2021-09-16T14:38:23-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11500 Juventudes e participação social: processos de socialização na contemporaneidade 2021-09-24T10:02:51-03:00 Maurício Perondi mauricioperondirs@gmail.com <p>O presente artigo trata da socialização de jovens a partir da sua participação em quatro coletivos: Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais-Ingá, Cursinho Pré-Vestibular Zumbi dos Palmares, Instituto Cultural Afro Sul/Odomodê e Campanha Nacional Contra a Violência e o Extermínio de Jovens, das Pastorais da Juventude do Brasil. O objetivo da investigação foi compreender quais são os sentidos que a participação nesses grupos representa para as vidas dos jovens envolvidos. Toma como referenciais autores que discutem a socialização das juventudes contemporâneas, a partir dos conceitos de participação social e de culturas juvenis, tais como Carles Feixa, José Machado Pais, Alberto Melucci, Regina Novaes, Luis A. Groppo, entre outros. A metodologia empreendida na investigação teve cunho qualitativo, a partir das narrativas juvenis. Os resultados evidenciaram que os grupos contribuem de maneira significativa para a socialização dos jovens, a partir das relações que estabelecem com outros sujeitos que têm a mesma idade. A principal categoria produzida a partir dos dados analisados foi denominada como sociabilidade e tratou dos temas da coletividade, da convivência, da amizade e dos grupos como uma “segunda família”.</p> 2021-09-16T14:43:39-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11405 Socialização feminina, protagonismo humano e educação: uma análise a partir de Christine de Pizan 2021-09-24T10:02:51-03:00 Patricia Ketzer patriciaketzer@gmail.com Ana Paula Scheffer 119642@upf.br <p>Christine de Pizan (1364-1430) defendeu uma educação de qualidade como ferramenta potencial para impulsionar o protagonismo humano, além de promover a igualdade. Afirmava a necessidade de se educar meninos e meninas igualmente, no processo de socialização, de modo a possibilitar o desenvolvimento intelectual das mulheres. Com o objetivo de investigar como uma mulher do período Medieval conseguiu se dar conta dessa necessidade premente, promovendo-a, o artigo em questão foi estruturado em duas etapas, a saber: em um primeiro momento, discorre-se sobre quem foi Christine de Pizan e em que contexto ela estava inserida. Em um segundo momento, objetiva-se analisar a contribuição de Pizan para a Educação, bem como compreender a visão da autora acerca da temática, relacionando-a com o contexto educacional atual. Como considerações finais, destaca-se a educação como cerne estruturante no protagonismo humano, em conjunto com o seu potencial libertador.</p> 2021-09-16T14:49:24-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11518 Dispositivo de feminilidade, juventudes e imagens de si como processos educativos 2021-09-24T10:02:52-03:00 Nathalye Nallon Machado Natha_30@hotmail.com Anderson Ferrari aferrari13@globo.com <p>O artigo é resultado de uma pesquisa na área da Educação, realizada com sete mulheres jovens de uma escola pública, interessada na relação entre as imagens <em>selfies - </em>que são publicadas nas redes sociais. O foco de análise que elegemos diz dos dispositivos de feminilidade e juventude que são acionados e postos em circulação para a construção de imagens de si como mulheres jovens. Isso nos aproxima da perspectiva foucaultiana, entendendo gênero como atravessado por relações de saber-poder e que diz dos processos de subjetivação como processos educativos. Metodologicamente trabalhamos com grupos focais e observação nas páginas do <em>Facebook</em> e <em>Instagram</em>, de maneira que vamos trazer para discussão falas e análises a partir do que foi construído por esses procedimentos metodológicos.</p> 2021-09-16T14:53:26-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11455 Experiências narrativas de professoras iniciantes: movimentos de socialização no cotidiano escolar 2021-09-24T10:02:52-03:00 Inês Ferreira de Souza Bragança inesbraganca@uol.com.br Joelson de Sousa Morais joelsonmorais@hotmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo compreender os processos de socialização profissional de professoras iniciantes no cotidiano escolar, bem como refletir acerca da constituição das experiências nos primeiros anos da docência. O estudo foi desenvolvido tendo como referência a abordagem da <em>pesquisaformação</em> narrativa (auto)biográfica em educação, primando pelos seguintes dispositivos metodológicos: imersão no cotidiano escolar, conversas, diário de pesquisa e narrativas escritas. Participaram da pesquisa três professoras iniciantes que possuem formação em Pedagogia e atuam no 5º ano do Ensino Fundamental em duas escolas da rede pública municipal de Caxias-MA. Para o processo de compreensão e interpretação das narrativas foi invocada a hermenêutica da narratividade e temporalidade em Paul Ricoeur. O desenvolvimento do trabalho indica que os processos de socialização da experiência no cotidiano escolar pelas professoras iniciantes acontecem por meio de “ocupações” exercidas em contratos precários para desenvolvimento de atividades didáticas e pedagógicas com as turmas, no tempo do trabalho extraclasse das professoras efetivas. Assim, as narrativas da experiência de início de carreira das professoras iniciantes apontam, ao mesmo tempo, para aprendizagens importantes na consolidação do campo profissional e, paradoxalmente, para aspectos de desprofissionalização do magistério das docentes em sua inserção no cotidiano institucional das escolas.</p> 2021-09-16T14:58:39-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/11466 Produzir e compartilhar: a produção de professores da educação básica no YouTube 2021-09-24T10:02:53-03:00 Simone Lucena sissilucena@gmail.com Gersivalda Mendonça da Mota historiagerssyn@hotmail.com Sandra Virginia Correia de Andrade Santos sanlitera@yahoo.com.br <p>Este artigo é resultado de uma pesquisa que buscou compreender as possibilidades de utilização do Youtube na educação, envolvendo uma proposta de criação e cocriação de vídeos, junto aos professores da educação básica. A metodologia utilizada foi a pesquisa-formação, a qual requer do pesquisador uma implicação com os sujeitos e com os dispositivos da investigação. Nesse sentido, foi criado um dispositivo autoral de formação continuada docente, a oficina “Possibilidades do uso da rede social Youtube na educação”. A pesquisa-formação tem como aporte teórico Josso (2010), Macedo (2009, 2010) e Santos (2014). Os dispositivos para levantamento de dados foram: observação, diálogo com os participantes e diários de campo. Como resultado, verificou-se que nem todos os professores se apropriaram da dinâmica de criação e/ou cocriação de vídeos, bem como do compartilhamento de suas produções. Alguns demonstraram insegurança e resistência. Desta forma, concluímos que a ausência de práticas autorais e dinâmicas, por parte dos professores envolvidos, está relacionada principalmente a dois fatores: dificuldade de imersão na cibercultura e de disponibilidade para a realização de atividades de formação continuada, pois as políticas educacionais, seja no nível municipal, estadual ou federal, não têm possibilitado para que os professores tenham disponibilidade para realizar sua formação continuada.</p> 2021-09-16T15:04:20-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/9437 Família e propaganda – imagem restaurada: um exercício de leitura de imagens 2021-09-24T10:02:53-03:00 Ireno Antônio Berticelli ibertice@unochapeco.edu.br <p>Este artigo é uma análise cultural da família, assim como ela é vista numa/pela propaganda de um modelo de automóvel. Insere-se na proposta dos Estudos Culturais (ECs), neste caso, com fins educativo-pedagógicos de leitura de imagens. O método de análise é predominantemente qualitativo, no sentido de que a verdade buscada se insere essencialmente no campo da interpretação e do ensaio crítico: prática corrente de método, nos ECs. Dentre as metodologias mais correntes nos ECs, escolhi a que Barker (2008) caracteriza como abordagem textual. A mesma autoridade deixa claro que a perspectiva teórica da semiótica ocorre normalmente em autores dos ECs, de modo que eu mesmo, neste estudo, faço incursões semióticas. O texto-imagem encerra ideologias e mitos – mito proposto por uma propaganda de fundo ideológico. A imagem se constitui num texto revelador de intenções/mensagens cuja significação é por ela mediada de modo complexo, numa dialética de mostrar e esconder, de dizer e silenciar, onde o poder se exerce em nome de uma vontade que se materializa na linguagem textual: uma fotografia. Trata-se do exercício da leitura de um texto não convencional, cuja presença é uma das características marcantes de nosso tempo: a imagem. Nela, lemos sobre um padrão cultural de família através de um modelo de automóvel, em que busco as forças de persuasão que a imagem exerce, na produção da subjetividade de uma família “restaurada”.</p> 2021-09-16T15:21:19-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/10088 Infância e cidadania: diálogo de inspiração em Paulo Freire 2021-09-24T10:02:54-03:00 Marta Regina Paulo da Silva martarps@uol.com.br <p>O presente artigo problematiza a relação infância e cidadania a partir de um diálogo de inspiração em Paulo Freire. O intuito é o de apresentar as contribuições da epistemologia desse educador para pensar a constituição da cidadania da infância e a proposição de uma educação infantil cidadã. O diálogo parte dos resultados de uma pesquisa teórica que investiga nas obras de Freire sua compreensão sobre as crianças, as infâncias e a educação das crianças pequenas. Em seus escritos Freire denuncia as formas de opressão as quais estão submetidos meninos e meninas e o quanto o processo educativo revela-se autoritário e antidialógico, silenciando assim suas vozes. Defende as crianças como sujeitos de direitos, dentre eles o direito à palavra e à participação, e propõe que as instituições de educação infantil transformem-se em centros de criatividade, que eduquem para a solidariedade e participação. Conclui-se que, a epistemologia freireana nos remete à compreensão de que educação, cidadania e infância não são apenas conceitos abstratos, mas dimensões de uma práxis crítica e criativa que nos possibilita reconhecer as crianças como cidadãs e com elas construir práticas pedagógicas descolonizadoras.</p> 2021-09-16T15:25:11-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/9813 Resolução de algoritmos e de problemas de adição e subtração: uma análise de estratégias utilizadas por estudantes com diagnóstico ou prognóstico de discalculia 2021-09-24T10:02:54-03:00 Isabel Cristina Machado de Lara isabel.lara@pucrs.br José Ricardo Barbosa Cardoso ricardo_mat86@hotmail.com <p>Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de Mestrado desenvolvida com cinco estudantes que apresentam o diagnóstico ou prognóstico de Discalculia do Desenvolvimento. O objetivo é analisar as estratégias utilizadas pelos participantes para resolver problemas convencionais, comparando-as com as utilizadas para resolver algoritmos. Para tanto os participantes realizaram testes padronizados, dos quais foram selecionados, para este estudo os resultados dos algoritmos e problemas de adição e subtração. Para análise dos dados coletados optou-se pela Análise Textual Discursiva. Evidencia que para resolução de algoritmos as únicas estratégias utilizadas são o cálculo mental e o uso dos dedos. Em relação à resolução de problemas convencionais do tipo padrão, a estratégia mais utilizada foi o uso de algoritmos, e em seguida, novamente o cálculo mental e o uso dos dedos. Mostra que os estudantes, embora possuam diagnóstico ou prognóstico de Discalculia Operacional apresente um número maior de erros na execução dos algoritmos de subtração. Contudo, o desempenho na resolução de problemas é satisfatório, apontando que a compreensão do conceito de adição e subtração, portanto a Discalculia Ideognóstica, não está vinculada ao treinamento do algoritmo.</p> 2021-09-16T15:32:20-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12804 DIALOGUE AVEC LES ÉDUCATEURS 2021-09-24T10:02:55-03:00 Christian Laval chr.laval@wanadoo.fr Pierre Dardot regiano_bregalda@hotmail.com Regiano Bregalda regiano_bregalda@hotmail.com 2021-09-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12586 Socialização em contextos de violência e desconfiança: uma análise da obra República das Milícias – do esquadrão da morte à era Bolsonaro 2021-09-24T10:02:55-03:00 Telmo Marcon telmomarcon@gmail.com Daniela dos Santos danielasantos@upf.br <p>Resenha</p> 2021-09-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement##