http://seer.upf.br/index.php/rep/issue/feed Revista Espaço Pedagógico 2021-03-26T09:38:34-03:00 Telmo Marcon espacopedagogico@upf.br Open Journal Systems <p>A revista Espaço Pedagógico é uma publicação científica do<a href="https://www.upf.br/ppgedu" target="_blank" rel="noopener"> Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU)</a> e da Faculdade de Educação (FAED) da <a title="UPF" href="https://www.upf.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade de Passo Fundo</a>, apresentada em versão online. Publica trabalhos originais e inéditos em português, espanhol e inglês, resultantes de estudos teóricos, pesquisas, reflexões sobre experiências pedagógicas, entrevistas com educadores, traduções e resenhas críticas de obras que abordem temas relevantes na área da educação. Excepcionalmente, publica trabalhos em outras línguas, como italiano, francês e alemão.<br> É uma publicação de acesso livre, classificada no <a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf?" target="_blank" rel="noopener">Qualis CAPES</a> (2013-2016) no estrato B1 em Educação.</p> http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12363 Expediente 2021-03-26T09:38:26-03:00 Telmo Marcon telmo@upf.br 2021-03-15T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12364 Editorial 2021-03-26T09:38:26-03:00 Eldon Henrique Mühl eldon@upf.br Telmo Marcon telmomarcon@gmail.com 2021-03-15T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12365 Educação popular no Brasil 2021-03-26T09:38:27-03:00 Paulo Reglus Neves Freire espacopedagogico@upf.br <p>O artigo de Paulo Freire é resultante de uma palestra feita em 1984, por ocasião da realização do I Colóquio Nacional de Educação Popular, em Passo Fundo, sob a coordenação do 7º Núcleo do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu entre os dias 23 a 26 de outubro de 1984.</p> 2021-03-15T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12366 A pedagogia do oprimido: uma releitura pedagógica 2021-03-26T09:38:27-03:00 Carlos Ernesto Noguera- Ramírez cnoguera@pedagogica.edu.co <p>Levando em conta a vasta literatura sobre a pedagogia do oprimido, o presente texto se propõe a realizar uma leitura desde uma dimensão pouco abordada ou, pelo menos, reduzida nas leituras mais frequentes disponíveis: justamente sua dimensão pedagógica. Uma tentativa como a proposta aqui significa reler o livro de Freire desde um horizonte conceitual da pedagogia, e isso implica deslocar (não negar) o caráter eminentemente político outorgado à pedagogia do oprimido e recuperar seus vínculos estreitos com o pensamento e a tradição pedagógica ocidental. Em especial, a releitura da obra-prima de Freire em chave pedagógica implica um trabalho triplo: primeiro, localizá-la dentro de uma tradição antiga segundo a qual se compreende a politeia fundamentalmente como paideia; segundo, ressaltar que o processo de libertação através da educação só pode realizar-se mediante um processo de conscientização que o coloca em um horizonte gnosiológico ou epistêmico: trânsito que o oprimido deve levar a cabo da doxa até o logos; terceiro, reconhecer que a finalidade da educação libertadora é a humanização dos homens (oprimidos e opressores) e, nessa medida, se trata de uma questão claramente “antropotécnica”.</p> 2021-03-15T22:32:41-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12367 A recepção da pedagogia do oprimido na Argentina: uma hipótese sobre a influência freireana na militância juvenil dos anos 1970 2021-03-26T09:38:27-03:00 Margarita Sgró msgro@speedy.com.ar <p>O quinquagésimo aniversário da publicação da <em>Pedagogia do oprimido </em>inspira infindas reflexões pedagógicas, políticas e históricas. Na Argentina, a presença teórica de Paulo Freire foi decisiva para completar o terreno fértil dos movimentos emancipatórios dos anos 1970. As juventudes politizadas desenvolviam tarefas que iam desde o “apoio escolar e alimentício” em <em>villas de emergência </em>(favelas no Brasil) até os movimentos de guerrilha urbana que haviam decidido tomar o caminho da luta armada. Eram e se percebiam herdeiros dos Nacionalismos populares latino-americanos, a Revolução Cubana e a Teologia da libertação. Na Argentina, esses diferentes movimentos tiveram uma característica particular, seus membros aderiram majoritariamente ao Justicialismo. No começo dos anos 1970, a pedagogia do oprimido impulsionou uma prática conscientizadora, preparatória do terreno para a “libertação” dos povos. Porém, essa prática era única e original entre as pedagogias críticas. Sua originalidade estava em duas questões centrais: a) o oprimido era o protagonista de sua própria educação, por ser portador de uma “cultura” silenciada; e b) o saber deveria produzir-se mediante um “diálogo entre sujeitos iguais”. No marco político da revolução possível, <em>Pedagogia do oprimido </em>teve um protagonismo quase excludente. Seu autor continua sendo protagonista ainda hoje.</p> 2021-03-15T23:07:34-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12368 Educação, diálogo e prática da liberdade em Paulo Freire: revisitando a pedagogia do oprimido 2021-03-26T09:38:28-03:00 Thiago Ingressia Perreira thiago.ingrassia@gmail.com Jerônimo Sartori jetori55@yahoo.com.br <p>O objeto deste estudo é a análise da obra Pedagogia do Oprimido em uma perspectiva crítica, procurando refletir acerca das limitações e potencialidades da educação e do diálogo na sua relação com a prática da liberdade. Ofoco está na compreensão de como a obra contribui para problematizar as críticas e dialogar com a função transformadora da educação, tendo em vista a perspectiva do que se explicita no livro. Examina-se como a proposta freireana de educação pode pensar e efetivar ações perpassadas pelo diálogo e que resultem na formação de sujeitos capazes de agir no horizonte da prática da liberdade. A reflexão é construída pelo olhar de um “que fazer”crítico-reflexivo, pois a formação do sujeito é tratada como algo dinâmico, que se (re)constrói no movimento do processo pedagógico. O itinerário metodológico do estudo, que é eminentemente bibliográfico, toma, especialmente, o capítulo 3, “A dialogicidade, essência da educação como prática da liberdade”, considerando aspectos facilitadores, os desafios e as incompletudes, tanto dos sujeitos como dos processos formativos. O texto aponta os fundamentos da pedagogia freireana que embasam o diálogo como princípio que fortalece e (re)dimensiona a prática da liberdade que se configura nas possibilidades de libertação dos sujeitos.</p> 2021-03-15T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12371 Pedagogia do Oprimido – 50 anos – mais Freire, nunca menos 2021-03-26T09:38:28-03:00 Valdo Hermes Barcelos vbarcelos@terra.com.br Maria Aparecida Azzolin cidaazzolin@gmail.com <p>A proposta de um dossiê tendo como temática a obra fundamental de Paulo Freire (1921-1997), intitulada Pedagogia do Oprimido, não só se faz oportuna como necessária. Passados 50 anos da publicação dessa obra, um marco na produção freireana, vivemos no Brasil, atualmente, um período de estranhos ressurgimentos. Ressurgimentos de discursos e de práticas autoritárias, de incentivo à intolerância, ao ódio, de manifestações populistas e, em muitos casos, de orientação fascistizantes. Nossa intenção com este texto é fazer uma reflexão de caráter teórico-epistemológica sobre o legado freireano, em geral, e, em particular, sobre a atualidade da Pedagogia do Oprimido (1970). Em contraponto aos brados obscurantistas que chegam a propor a “expulsão” das proposições freireanas da educação brasileira, propomos vida longa à Pedagogia do Oprimido, entre educadores(as) desse tão mal tratado país, onde a “Malvadeza” das elites reacionárias – como dizia Freire – insiste em produzir injustiças.Com este texto, não queremos muito, queremos um pouco, de diálogo, mais tolerância, um pouco de esperança, um pouco de alegria no fazer docente e generosidade entre as pessoas. Como na última frase do Pedagogia do Oprimido, um pouco de “fé nos homens e na criação de um mundo em que seja menos difícil amar”.</p> 2021-03-16T10:22:36-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12375 A pedagogia do oprimido de Paulo Freire e o ensino de filosofia com crianças 2021-03-26T09:38:29-03:00 Ivanilde Apoluceno de Oliveira nildeapoluceno@uol.com.br <p>Neste artigo tecemos reflexões sobre o ensino de filosofia com crianças em escola pública, tendo por base a pedagogia do oprimido de Paulo Freire, buscando verificar como os/as educadores/as promovem a formação do pensar lógico, crítico e a criatividade da criança. Este ensino é realizado em escola pública da cidade de Belém, por educadores/as populares de um Núcleo de Educação Popular vinculado a uma universidade pública do estado do Pará, como atividade de extensão. O ensino de filosofia com crianças é trabalhado pelos/as educadores/as na perspectiva de iniciação filosófica, procurando-se desenvolver as suas raízes racionais, afetivas, éticas e estéticas, visando à formação do pensar, do agir e do imaginar/criar da criança vista na sua integralidade. Neste ensino, trabalha-se com a história da filosofia, por meio de livros infantis, alguns produzidos por educadores/as do próprio núcleo, buscando desenvolver as faculdades das crianças no ato de filosofar, como o questionar e o problematizar a realidade, conceituar, pensar, argumentar com coerência lógica, agir com base em valores éticos e criar, estimulando a capacidade de imaginação das crianças e a aquisição de valores estéticos. Porém, neste estudo, o foco é para a formação do pensar lógico, crítico e criativo das crianças. Neste estudo, foi realizada pesquisa bibliográfica com levantamento documental, na qual foram efetivadas leituras sobre o ensino de filosofia, a educação de Paulo Freire, entre outras, bem como o levantamento de relatórios de atividades de extensão do referido Núcleo de Educação Popular, dos livros infantis produzidos pelo próprio núcleo e outros utilizados nas atividades, e como foram aplicados no ensino de filosofia com crianças na escola. Entre os resultados, destaca-se que as crianças nas atividades realizadas analisam os conteúdos, conceituam, argumentam e expressam sua visão de mundo, desenvolvendo no ensino de filosofia a capacidade do pensar crítico, lógico e criativo.</p> 2021-03-16T14:22:27-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12376 Didática freiriana: um reencontro com a pedagogia do oprimido 2021-03-26T09:38:29-03:00 Ivo Dickmann educador.ivo@unochapeco.edu.br Ivanio Dickmann ivanio.dialogar@gmail.com <p>Este artigo é resultado de nossa práxis com a Didática Freiriana e quer ser um avanço na reflexão sobre o processo de reinvenção do Método Paulo Freire. Para tanto, temos como base teórico-prática três matizes: a Teologia da Libertação, a Educação Libertadora e a Filosofia da Libertação, por considerar essas três fontes como referências da produção de uma epistemologia latino-americana que se encontra na base da práxis de Paulo Freire na produção da Pedagogia do Oprimido. Do ponto de vista metodológico, vamos descrever três maneiras de utilizar a didática freiriana em diversos espaços e situações pedagógicas, seja na escola, na universidade ou em espaços não formais e informais, são eles: estratégia pedagógica, percurso educativo e “caixa de ferramentas”. Embora criada há pouco tempo, a didática freiriana vem se demonstrando com potencial de reinvenção do Método Paulo Freire, tendo como base teórica as contribuições da Pedagogia do Oprimido.</p> 2021-03-16T14:33:17-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12377 As contribuições da pedagogia do oprimido para a educação preventiva integral 2021-03-26T09:38:30-03:00 Araci Asinelli-Luz michellepgmonteiro@gmail.com Michelle Popenga Geraim Monteiro mizinhadobru@yahoo.com.br Tatiane Delurdes de Lima-Berton tati8lima@gmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo enfatizar as contribuições da obra Pedagogia do Oprimido (1979, 1987) para a prática da Educação Preventiva Integral na infância e adolescência. Este artigo é uma pesquisa de cunho qualitativo e teórico, tendo como metodologia o estudo bibliográfico. No contexto social e educacional, em defesa de uma educação humanizadora, problematizadora com base na conscientização, colaboração e participação, Paulo Freire motiva discussões sobre a educação transformadora, ligando-a a possibilidades de ação e diálogo, que constrói e reconstrói o sujeito, pois, ao expressar-se por meio da palavra, o indivíduo cria/recria o mundo. É nesse processo que acontece a emancipação de forma coletiva, pois a educação está intrinsecamente ligada à transformação social. Por isso, acredita-se que pensar por esta ótica aumenta a chance concreta de uma realidade educativa melhor para crianças e adolescentes, especialmente aquelas que se encontram em situações de vulnerabilidade e/ou risco social, impli<em>c</em>ando em uma ordem ética com justiça social, em favor da minimização das violências (física, psicológica, moral, estrutural...) no âmbito escolar por meio de ações preventivas que valorizem a humanização.</p> <p>&nbsp;</p> 2021-03-16T14:49:36-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12378 Necrofilia: repercussão ética, política e educacional – estudo em Paulo Freire e Erich Fromm 2021-03-26T09:38:30-03:00 Paulo César Carbonari carbonari@ifibe.edu.br <p>O artigo faz uma reflexão sobre a necrofilia para compreender em parte o que tem sido o modo de agir de políticos e cidadãos/as no contexto da pandemia de Covid-19. Busca em Paulo Freire, na <em>Pedagogia do Oprimido</em>, e na sua fonte, Erich Fromm, <em>O Coração do Homem</em>, subsídios para esta compreensão. Ensaia aspectos da repercussão ética, política e educacional e indica algumas aprendizagens necessárias para o enfrentamento da necrofilia. A tese básica é a de que a necrofilia alimenta práticas que são destrutivas da vida e que se exacerbam em momentos de grave crise, como o da pandemia.</p> 2021-03-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12379 Andarilhando: movimentos que se entrelaçam em Marie-Christine Josso e Paulo Freire 2021-03-26T09:38:30-03:00 Celso Ilgo Henz celsoufsm@gmail.com Patrícia Signor psignor89@gmail.com Ivani Soares ivanirodhen@gmail.com <p>A escrita dialógica deste artigo pretende andarilhar dialogando com Marie-Christine Josso e Paulo Freire, movimentando vivências, saberes e conhecimentos acerca desses dois importantes educadores e seus legados: Josso com as Rodas de Conversa e Freire com os Círculos de Cultura. Ambos compartilham e revisitam Histórias de Vida e Formação e têm o diálogo como condição primeira para que todos possam “dizer a sua palavra” e (re)encontrar-se com os outros e consigo mesmos, descobrindo-se como seres socio-históricos que estão permanentemente ensinando e aprendendo, auto(trans)formando-se pela dialética mediação do mundo. Pelos estudos de Freire (2013, 2015, 2016, entre outros) e Josso (2009, 2010), percebe-se a missão ontológica como sendo uma busca inacabada e permanente pela libertação e pela auto(trans)formação, para o Ser Mais. E, ainda que condicionados pela historicidade, mulheres e homens conscientizam-se de sua inteireza e (re)existenciam criticamente suas experiências no e com o mundo.</p> 2021-03-16T15:27:03-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12380 Educação republicana e democrática: potencialidades e desafios para a formação inicial docente 2021-03-26T09:38:31-03:00 Maria Regina Johann maria.johann@unijui.edu.br Paulo Evaldo Fensterseifer fenster@unijui.edu.br <p>O artigo trata de aspectos da formação inicial (FI) que visam assegurar princípios republicanos e democráticos evidenciados nas leis e diretrizes da sociedade brasileira. Objetiva-se refletir acerca das noções que os professores da escola básica têm acerca da laicidade e, por consequência, intenciona-se dar visibilidade a esta perspectiva formativa como uma possibilidade de assegurar princípios republicanos e democráticos. Referencia-se em autores que tratam da Escola Republicana (ER); na Constituição nacional de 1988; na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/1996; e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica; com inspiração em uma tarefa desenvolvida no interior da disciplina de Educação Brasileira. Nela, os acadêmicos entrevistam professores de escolas públicas, de diferentes áreas de conhecimento, acerca do entendimento de ER, e as possíveis implicações deste entendimento para as aulas e para o conjunto das atividades desenvolvidas nas escolas em que atuam. A partir deste diálogo, o tema adentra as aulas da referida disciplina e é tematizado à luz dos princípios da ER. Como resultado, constatam-se: o desconhecimento do tema pela grande maioria dos professores, especialmente aqueles com mais tempo de atuação no Magistério e a (quase) ausência do tema em cursos de formação continuada. De nosso horizonte de compreensão, argumentaremos a favor da presença do referido tema nos cursos de FI, a partir do entendimento de que a especificidade da educação escolar, em sociedades democráticas, necessita pautar-se pelos princípios da ER.</p> 2021-03-16T15:39:31-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12383 Cultura popular no planejamento e na prática de professores dos anos iniciais do ensino fundamental 2021-03-26T09:38:31-03:00 Edinaldo Medeiros Carmo medeirosed@uesb.edu.br Rosa Belém Farias belemcnn@hotmail.com Marco Antonio Leandro Barzano marco.barzano@gmail.com <p>Este artigo traz o resultado de uma pesquisa realizada durante um curso de mestrado no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A investigação partiu de inquietações relacionadas à abordagem da cultura popular no currículo da escola, especificamente, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, cujo objetivo foi compreender como a cultura popular é abordada nos documentos curriculares. Além disso, utilizou-se a entrevista semiestruturada com quatro professoras que relataram suas práticas pedagógicas. Os resultados demonstraram que as professoras, no desenvolvimento do currículo, utilizam astúcias e modos sutis para abordar a cultura popular em suas aulas, desencadeando um processo de criação e invenção na prática. As narrativas das professoras demonstram, ainda, que, ao planejarem suas aulas, introduzem dispositivos didáticos que permitem gerar discussões sobre a cultura popular e implantam ações como: visitas a pontos da cidade que são referências, entrevistas com representantes da cultura local, etc., para que a temática não fique nas margens do currículo desenvolvido na escola.</p> 2021-03-16T16:45:46-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12384 Ações afirmativas: uma análise do acesso e da permanência dos alunos cotistas do IFSul 2021-03-26T09:38:32-03:00 Márcia Helena Sauaia Guimarães Rostas flavioguap@hotmail.com Maria Cecília Isaacsson andreia.osti@unesp.br Rafael Montoito neidedebritocunha@gmail.com <p>O presente trabalho é resultado de uma dissertação que analisou o ingresso por cotas nos cursos técnicos de nível médio da forma integrada do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), <em>campus </em>Pelotas, e o quadro geral dos alunos cotistas no que tange às políticas de ações afirmativas de permanência e ao êxito escolar. Para tal, utilizamos como metodologia o estudo de caso e a análise de&nbsp; categorias referentes ao recebimento ou não de benefícios oferecidos pela instituição, com abordagem qualitativa (estudo dos referenciais teóricos acerca da temática) e quantitativa (análise dos dados sistêmicos). Quanto à coleta de dados, usamos pesquisa bibliográfica, extração de dados sistêmicos e aplicação de questionário ao universo de alunos que ingressaram em 2014/1. Ao final, concluímos que as cotas podem promover uma “pseudo” mobilidade social e que o aluno que ingressa por este sistema não vincula a isso sua permanência ou êxito escolar.</p> 2021-03-16T00:00:00-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12385 A metáfora, o Enem e a democracia 2021-03-26T09:38:32-03:00 Diego Bruno Velasco profdivelasco97@gmail.com Ana Angelita Costa Neves da Rocha geo.ana.angelita@gmail.com <p>O presente trabalho buscou problematizar os sentidos de “democracia” nas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O objetivo deste trabalho se insere no atual contexto educacional e político do país, em que as garantias dos direitos civis estão ameaçadas e em que consideramos necessário, na posição de docentes da Educação Básica e do Ensino Superior, discutir as disputas pela significação/validação da categoria “democracia” dentro de uma política curricular nacional avaliativa de acesso aos cursos de graduação. A fundamentação teórica se construiu no intenso debate entre a teoria do discurso e a teoria política, a partir de Ernesto Laclau e seus interlocutores. O procedimento metodológico de análise dos itens do Enem observou a estrutura e a proposta de gabarito da questão, indicando como as significações de “democracia” possibilitaram ou não produções de subjetividades ativas. Em linhas gerais, nossas reflexões foram construídas a partir dos discursos produzidos sobre a categoria “democracia” dentro das questões referentes ao tema da Ditadura Civil-Militar (1964-1985) nas edições de 2009 até 2017. A hipótese inicial deste trabalho observou que a democracia é uma potente metáfora para conjugar conteúdos voltados para formação cidadã, ainda pouco explorada pelo exame. Em termos de conclusão, destacamos que o conceito de “democracia” ficou mais restrito a uma concepção tradicional de direito ao voto, mobilizando poucos outros sentidos. Ao mesmo tempo, constatamos que o Enem reforçou a produção de discursos que tenderam a antagonizar o período da Ditadura Civil-Militar com o período da história política do país que se inicia em 1985,&nbsp; apresentando poucos eixos conectivos entre tais momentos históricos.</p> 2021-03-16T17:09:37-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12388 Libras no curso de pedagogia: análise de fatores que interferem no processo de ensino-aprendizagem 2021-03-26T09:38:33-03:00 Célia Regina Vitaliano reginavitaliano@gmail.com Josiane Junia Facundo josiane.almeida@yahoo.com.br <p>Este texto é parte de um estudo mais amplo, que buscou avaliar o processo de implementação da disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na grade curricular do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo do presente artigo é apresentar as análises dos fatores que envolveram o processo de ensino-aprendizagem e que contribuíram ou dificultaram o desenvolvimento dessa disciplina. Os dados foram coletados por meio de uma entrevista semiestruturada com a docente da disciplina de Libras e da aplicação de um questionário junto a 90 estudantes de Pedagogia, após cursarem a referida disciplina. A análise dos dados se pautou, em especial, no Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002 – lei de reconhecimento da Libras. Os resultados evidenciaram que as maiores dificuldades em relação ao ensino da Libras foram: a carga horária da disciplina; a quantidade de alunos por turma; o excesso de atividades paralelas à disciplina; e dificuldades específicas como coordenação motora e memorização. Quanto aos aspectos positivos, destacam-se o apoio didático e os recursos visuais que auxiliam nas aulas e facilitam a compreensão dos estudantes. Avaliamos que as análises apresentadas contribuem para identificação das condições que facilitam e dificultam o desenvolvimento da disciplina de Libras.</p> 2021-03-16T17:21:05-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12389 Relação com o saber e território: experiências de estudantes em tempo integral 2021-03-26T09:38:33-03:00 Maria Celeste Reis Fernandes de Souza celeste.br@gmail.com Miria Núbia Simões Lourenço mirianubia@yahoo.com.br <p>O artigo analisa as relações que estudantes do Ensino Fundamental (EF) estabelecem com os saberes na Escola em Tempo Integral em uma experiência de saída da escola em direção a outros espaços da cidade. O aporte teórico e metodológico inclui os estudos de Bernard Charlot, em diálogo com autores da Geografia e autores que discutem a Educação Integral. Os sujeitos são estudantes dos dois últimos anos do EF, e os dados foram gerados por meio do balanço de saber e entrevistas. A análise, inspirada em Charlot (2009), concentrou-se nas aprendizagens evocadas pelos sujeitos e o movimento no território. Os resultados indicam a importância da experiência para os sujeitos, entretanto, apontam-se como fragilidades a dificuldade de apropriação efetiva dos territórios e a força da forma escolar que impregna a experiência analisada. Colocar em diálogo o sujeito transitando entre o espaço da escola e da cidade, no movimento desencadeado pela ETI, ou por outras experiências em tempo integral que tomam a cidade como fonte de aprendizado, instiga a refletir sobre a necessidade de apreender esses espaços como territórios que podem contribuir na construção da educação integral, e não apenas da escolarização em tempo integral.</p> 2021-03-16T17:34:08-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12390 “Tem gente caminhando pra lá e para cá”: caminhar com as crianças – a pesquisa em contexto campesino 2021-03-26T09:38:33-03:00 Jeruza da Rosa da Rocha luaia.je@gmail.com Marta Nörnberg martanornberg0@gmail.com <p>Este artigo discute o caminhar com crianças em contexto campesino como possibilidade metodológica para a pesquisa com crianças. A partir de alguns pressupostos da abordagem etnográfica, as caminhadas com as crianças são descritas como uma ferramenta metodológica capaz de oferecer elementos para interagir com elas em suas dinâmicas sociais. A ação de caminhar com as crianças permite desenvolver uma postura atenta às brechas e às pistas oferecidas por elas sobre a (re)interpretação que fazem da cultura comunitária e da cultura das famílias, em especial, das práticas da pesca e da lida no campo. Os processos interpretativos realizados pelas crianças, em suas relações intergeracionais e intrageracionais, são abordados com base nos conceitos de reprodução interpretativa e cultura de pares. O estudo sustenta metodologias que valorizam a agência das crianças como intérpretes de suas culturas comunitárias e familiares, e como participantes ativas no desenvolvimento e na organização dos processos investigativos. Mostra como o caminhar com as crianças favorece uma maior aproximação às culturas infantis e oferece condições para a escuta sensível de suas vozes.</p> 2021-03-16T17:43:52-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12391 Dilálogo com educadores 2021-03-26T09:38:34-03:00 Carlos Rodrigues Brandão espacopedagogico@upf.br 2021-03-16T17:50:53-03:00 ##submission.copyrightStatement## http://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/12392 Paulo Freire mais do que nunca: uma biografia filosófica 2021-03-26T09:38:34-03:00 Márcio Luís Marangon mlmarangon@yahoo.com.br Volnei Fortuna fortunavolnei@gmail.com 2021-03-16T18:00:01-03:00 ##submission.copyrightStatement##