Chamada de dossiês

 

DOSSIÊ: POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA

As discussões relativas à educação Especial e inclusiva vêm de longa data. No entanto, em 2008, o Ministério da Educação, a partir dos apontamentos de um grupo de trabalho composto por técnicos e especialistas, estabelece a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Especial inclusiva.  Tal política instaura um novo paradigma de organização da Educação Especial (Art. 58 da LDB) com preferência ao atendimento na rede regular de ensino e que, dentre outras alterações significativas, fez com que aumentasse em mais de 100% a matrícula de alunos especiais em classes regulares.

Ao longo de 12 anos, muitos esforços teóricos, técnicos e de sensibilização foram erigidos para garantir a centralidade da política: a educação especial na perspectiva inclusiva.  Todavia, em setembro de 2020, o Decreto nº 10.502, oriundo de parte do executivo federal, estabelece de forma vertical a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida.

O Decreto foi objeto imediato de contestação por parte de órgãos e entidades que lutam pela Educação Especial, a partir de diversos argumentos que apontam o retrocesso assumido pelo documento normativo, entre eles, o retorno fortalecido de classes exclusivas de atendimento e a prioridade dos pais, em sua grande maioria leigos, na escolha da forma de escolarização imputada aos filhos.

Apesar de ser objeto de contestação no Supremo Tribunal Federal, através da ADI 6.590, com efeito suspensivo, o Decreto manifesta um evidente compromisso do Governo Federal com a regulação do atendimento à Educação Especial, em parâmetros anteriores à política de 2008. Tais parâmetros ficam evidentes quando confrontados com os discursos acerca da inclusão, proferidos pelo atual Ministro da Educação, Milton Ribeiro, evidenciando os supostos ‘atrapalhos’ e ‘inconvivências’ da Educação Especial na rede regular de ensino.

O dossiê da revista Espaço Pedagógico número um, volume 28, jan./abril de 2022, trata das Políticas de Educação Especial inclusiva. Sendo responsabilidade da Linha de Políticas Educacionais do PPGEDU da UPF, poderão ser submetidos artigos que abordem essa temática no âmbito de quatro grandes enfoques: debate conceitual sobre inclusão; políticas de educação especial e inclusiva tanto no Brasil quanto em outros países; análise de experiências exitosas de inclusão e contrapontos reflexivos ao Decreto 10.502/2020.

Organizadores:

Dra. Rosimar Serena Esquinsani

Dr. Telmo Marcon

 

Submissão: setembro e outubro de 2021

Avaliação: até dezembro de 2021

Ajustes, organização e formatação final: janeiro a março de 2022

Previsão de Publicação: abril de 2022

 

 

 

 

DOSSIÊ: TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

 

“Teoria da Aprendizagem Significativa” é o tema do dossiê da Revista Espaço Pedagógico, volume 29, número 2, maio/ago./2022, sob a responsabilidade da Linha de Processos Educativos e linguagens do PPGEDU/UPF.

A Teoria da Aprendizagem Significativa foi proposta pelo norte-americano David Paul Ausubel, estudioso da psicologia educacional que sempre defendeu o cognitivismo. Em sua obra intitulada Aquisição e retenção de conhecimento: uma perspectiva cognitiva, publicada em 1963,  apresenta uma oposição ao behaviorismo, defendendo que a aprendizagem ocorre quando o aprendiz consegue ampliar e reconfigurar aquilo que recebe, relacionando-o aos conhecimentos preexistentes em sua estrutura cognitiva. A partir dessa concepção, o dossiê TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA tem como objetivo reunir pesquisas relacionadas à promoção de aprendizagens com base nos pressupostos apresentados por David Paul Ausubel.

 

Organizador: Dr. Luiz Marcelo Darroz

 

Prazos:

 

Submissão: setembro a outubro de 2021

Avaliação: até dezembro de 2021

Ajustes, organização e formatação final: janeiro a março de 2022

Previsão de publicação: maio/2022

 

 

 

 

 

 

DOSSIÊS ENCERRADOS:

 

DOSSIÊ: EDUCAÇÃO E FILOSOFIA EM JOHANN HERBART - V. 28, nº 3 – SET./DEZ. 2021

Johann Friedrich Herbart nasceu em Oldemburgo, Alemanha, em 1776, e faleceu em Göttingen, em 1841. Ele pode ser considerado o maior clássico da pedagogia do século XIX. Sua obra Pedagogia Geral (1806) é um marco do pensamento pedagógico ao alçar a pedagogia ao status de campo de saber acadêmico. Para além da pedagogia e da didática, Herbart ocupou-se, também, com a filosofia e psicologia da educação, sendo um dos precursores do debate sobre a formação de professores. Sua vasta obra, no entanto, ficou esquecida no tempo e encoberta por críticas e interpretações equivocadas, mas ressurge com força desde a década de 1970 em diversos lugares do mundo por inúmeros pesquisadores. É nesse contexto que se insere o dossiê EDUCAÇÃO E FILOSOFIA EM JOHANN HERBART com o objetivo de reunir pesquisas e reflexões sobre Filosofia e Educação em Herbart, com destaque para temas e conceitos como o de formação, o papel do educador; instrução educativa, interesse múltiplo, disciplina formativa, entre outros.

Prazo para submissão: 28 de janeiro de 2021.

 

DOSSIÊ: EDUCAÇÃO E SAÚDE - V. 28, nº 2 – MAIO/AGO. 2021

A reflexão a respeito da saúde é uma das mais instigantes e desafiadoras tarefas que envolve não só os especialistas da área, mas também outros intelectuais como filósofos, sociólogos, antropólogos, economistas, teólogos e pesquisadores da educação. A recente pandemia mundial de coronavírus (SARS-CoV-2), agente causador da COVID-19, instigou a todos a se debruçarem sobre a temática. Com a finalidade de promover o diálogo interdisciplinar entre educação e saúde, a revista Espaço Pedagógico da UPF está organizando este dossiê sobre a relação entre Educação e Saúde. Que saberes interdisciplinares se fazem necessários para relacionar educação e saúde? De que modo a saúde pode afetar processos educativos? Que elementos são considerados quando decisões referentes à educação formal e informal em tempos de riscos aumentados de contágio, disseminação incontrolável da doença, e possibilidade iminente de falha do sistema de saúde são tomadas? De que concepção de educação podemos falar quando pensamos em educação em meio às demandas impostas pelo cenário de saúde? Que relações podem ser estabelecidas entre processos educativos, sistema econômico e sistema de saúde? Que racionalidade sustenta os processos educativos em tempos de adoecimento coletivo? Essas são algumas das intersecções, apresentadas na forma de perguntas, norteadoras para um diálogo interdisciplinar entre saúde e educação nestes tempos de pandemia. Serão aceitos artigos resultantes de pesquisas teóricas e empíricas que auxiliem a refletir sobre processos educativos, considerando a importância da interdisciplinaridade quando se pensa em produção de conhecimento contemporaneamente.

Prazo para submissão: 30 de outubro de 2020.

 

DOSSIÊ: EDUCAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO - V. 28, nº 1 – JAN./ABR. 2021

O dossiê número 1 de 2021 da Revista Espaço Pedagógico terá como tema Educação e socialização. Existem muitas razões para a escolha desse tema, assim como, muitas possibilidades de delimitação para sua abordagem. Todavia, no presente número o enfoque é problematizar a tensão produtiva que pode existir entre as concepções clássicas e as novas formas de socialização das diferentes gerações. As contribuições de autores clássicos que trataram da socialização continuam relevantes e instigando discussões importantes a esse respeito na atualidade. Por outro lado, há questões emergentes que não existiam nos contextos desses autores, como é o caso das mídias digitais. O número da Revista Espaço Pedagógico, cujo tema é Educação e socialização, tem como escopo, portanto, aprofundar as formas contemporâneas de socialização, trazendo para o debate as teorias tradicionais em confronto com os novos processos socializadores. Um desafio premente é o de compreender como esses novos processos estão preparando as jovens gerações para a vida em sociedade. Nesse sentido, pode-se tomar as seguintes questões como norteadoras: (a) Quais são as contribuições que as concepções clássicas de socialização ainda podem oferecer para lançar novas luzes sobre esse tema? (b) Como se situam hoje as instâncias tradicionais de socialização (como a família, a escola, etc.) diante das profundas transformações que estão ocorrendo nas sociedades contemporâneas? (c) Como socializar em contextos de sociedades plurais e complexas que multiplicam modalidades de processos educativos, fortalecem o individualismo, a competição e a superficialidade? (d) Quais são os desafios e as possibilidades de uma socialização não heteronomizante, orientada para valores democráticos e para uma vida em comum?

Prazos para submissão: 30 de julho de 2020

 

DOSSIÊ: PAULO FREIRE - PEDAGOGIA DO OPRIMIDO – 50 ANOS - V. 27, nº 3 – SET./DEZ. 2020

O livro de Paulo Freire Pedagogia do Oprimido, lançado inicialmente em 1970 em Nova York, está completando em 2020, cinquenta anos. Em sua homenagem a Revista Espaço Pedagógico está organizando o dossiê: Paulo Freire - Pedagogia do Oprimido – 50 anos. O dossiê tem a pretensão de analisar a obra Pedagogia do Oprimido em uma perspectiva crítica, no intento de esclarecer suas limitações e suas potencialidades diante do atual contexto cada vez mais complexo, plural e globalizado.  O objetivo é de confrontar as proposições de Freire com as críticas que sua obra e sua proposta pedagógica vêm recebendo na atualidade. Trata-se de não só problematizar as críticas, mas de retomar e fortalecer o papel transformador da educação sob a ótica da Pedagogia do Oprimido. Contamos com a colaboração de todos aqueles que ainda acreditam no poder emancipador da obra de Freire.

Prazo para submissão: 16 de março de 2020

Demanda livre: A Revista Espaço Pedagógico recebe artigos sobre temas diversos do campo educacional em fluxo contínuo.

 

DOSSIÊ: INFÂNCIA E CIDADANIA – V. 27, nº 2 – MAI./AGO. 2020

A atenção à infância vem se consolidando, nas últimas décadas, e dando visibilidade a inúmeros avanços na garantia de direitos das crianças. Ainda assim permanece como miragem o marco de uma sociedade que, nos diferentes contextos, não hesite ou recue em universalizar condições à cidadania da criança. Barreiras históricas condicionam a proteção, a educação e a participação da infância. Este dossiê objetiva compor uma polifonia de vozes que inspire, subsidie e fortaleça o campo multidisciplinar de estudos da infância. Espera-se, para isso, contribuições de pesquisadores, ativistas, profissionais das áreas jurídica, educacional, da saúde, dentre outras.

Prazo de submissão: 15 de outubro de 2019

Demanda livre: A Revista Espaço Pedagógico recebe artigos sobre temas diversos do campo educacional em fluxo contínuo.

 

DOSSIÊ: PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO – V. 27, nº 1 – JAN./ABR. 2020

A privatização da educação é um dos temas que vem ganhando centralidade nas pesquisas e debates das políticas educacionais. O avanço da mercantilização e privatização, tanto na educação básica quanto na educação superior, está reconfigurando o cenário educacional e proporcionando avaliações distintas quanto a este percurso: para alguns setores do mercado educacional o processo de privatização constitui a saída para enfrentar a crise educacional e o baixo desempenho da escolarização em todos os níveis de ensino; para os especialistas críticos, o avanço da lógica privada sobre o setor público afeta o direito humano à educação, tendendo a produzir, na maior parte dos casos, aumento das desigualdades educacionais, com prejuízo para as populações em situação de maior vulnerabilidade. Com o objetivo de ampliar a discussão a respeito da relação entre Privatização e Educação, a Revista Espaço Pedagógico está organizando o volume 27, n.1, jan./abr. de 2020 abordando essa temática. Serão aceitos trabalho que explorem: a) a relação entre privatização e educação; b) privatização e políticas educacionais; c) privatização na educação básica; d) privatização na educação superior; e) experiências de privatização da educação no cenário nacional ou internacional; f) privatização e pós-graduação.

Prazo de submissão: 15 de agosto de 2019

 

DOSSIÊ: JUSTIÇA SOCIAL E EDUCAÇÃO – V. 26, nº 3 – SET./DEZ. 2019

O tema da justiça social assume uma grande relevância na atualidade. Desde os anos 70 do século passado o mundo é marcado por uma crescente acumulação de riquezas, pelo dramático aumento da desigualdade social, pelo drástico enfraquecimento da democracia, assim como, na linha da teoria do capital humano, pela crescente transformação da educação em meio de converter os sujeitos humanos em seres economicamente produtivos. Nesse cenário se configura uma crise da educação em escala global, dentre outros fatores, pela concentração de riquezas e pela redução de direitos, modelo esse que mercantiliza a educação e desonera o Estado de sua responsabilidade para com ela. Na base de uma sociedade marcada pelo esgotamento da democracia liberal e na qual mais e mais a educação é enfraquecida em sua condição de bem comum e direito de todos, multiplicam-se formas de desigualdade e de injustiça social. Apresenta-se, assim, um novo modo de configuração da sociabilidade que afeta diretamente tanto a forma de constituição dos processos de individualização e socialização quanto o modo como se compreende a ideia de um mundo comum e a democracia. Urge, pois, pensar novas perspectivas que, considerando o atual cenário sócio-político-educativo, ajudem a lançar luzes sobre a necessária articulação entre justiça social e educação. Nesse sentido, pretende-se vincular esse tema a questões como democracia, direitos humanos, ética e estética. Com esse objetivo, a Revista Espaço Pedagógico orienta o volume 26, n.3, set./dez.2019 para o tema Justiça Social e Educação. Serão aceitos trabalhos que explorem: a) a relação entre justiça social, democracia e educação; b) os desafios colocados à educação sob o enfoque da justiça social; c) justiça social e direitos humanos; d) ética, estética e justiça social.

Prazo de submissão: 31 de março de 2019


DOSSIÊ: AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR – V. 26, nº 1 – JAN./ABR. 2019

Nas últimas décadas, tem-se observado um movimento da esfera das fundamentações deontológicas para as consequencialistas como justificação da expansão e de investimentos na educação superior. Em tal cenário, os sistemas de avaliação têm assumido centralidade, visto que passam a ser disputados para atender as visões de diferentes grupos de interesse. Se, por um lado, alguns entendem que a avaliação deve se pautar por objetivos utilitaristas, de crescimento econômico e de educação superior como bem privado, por outro lado, há os que entendem que a avaliação deve priorizar os valores acadêmicos, a responsabilidade social e a ideia de educação superior como bem público. Nesse contexto de mudanças e disputas, a avaliação precisa ser pensada, refletida e problematizada. Assim, a Revista Espaço Pedagógico pauta o volume 26, nº 1, 2019 em torno do tema Avaliação da Educação Superioraceitando artigos que contribuam para a construção do conhecimento a respeito de aspectos teóricos e metodológicos de avaliações, programas e políticas educacionais, bem como para a discussão dos desafios para a consolidação da avaliação num contexto de globalização e economia do conhecimento. 

Prazo de submissão 10 de julho de 2018