O tecido social da universidade brasileira e a expressão cultural de uma crise

  • Cecilia Pires Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Palavras-chave: Autoritarismo. Cultura política. Reforma. Sociedade civil. Universidade.

Resumo

A universidade brasileira traz em sua história o vestígio da situação colonial vivida no país, produzida pelos colonizadores portugueses. As relações sociais, políticas, culturais e econômicas encontradas na sociedade civil, em sua relação com o Estado, estão expressas na vida universitária. Nos episódios de duas ditaduras marcantes, o período do Estado Novo, na era Vargas, e o golpe civil-militar de 1964, a universidade sofreu o impacto de reformas que estabeleceram estruturas de ensino com viés autoritário, próprio desses regimes. Especialmente, as reformas de base do período de João Goulart foram abortadas, e o regime ditatorial produziu a reforma modernizadora de 1968, que traduz a submissão dos governantes militares às decisões de organismos norte-americanos. Muito intelectuais denunciaram e lutaram por uma universidade pública, democrática e de qualidade e deixaram suas contribuições. Anseia-se e luta-se ainda hoje para que a universidade brasileira se torne um lugar de debate democrático, com avanços sociais fundamentados em valores éticos.

Biografia do Autor

Cecilia Pires, Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Doutora em Filosofia na área de Filosofia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pós-doutoramento na área de Filosofia Política em Paris I-Sorbonne. Atuou como Professora e pesquisadora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Atualmente, trabalha com consultorias e assessorias nas áreas de Ética e Filosofia Política.
Publicado
2018-08-30
Como Citar
Pires, C. (2018). O tecido social da universidade brasileira e a expressão cultural de uma crise. Revista Espaço Pedagógico, 25(3), 634-646. https://doi.org/10.5335/rep.v25i3.8568