Formação ajustada: sobre a capitalização do humano na formação e sua administração total

Dirk Stederoth

Resumo


Partindo da análise das rápidas reformas da educação na Alemanha desde a virada do milênio, este artigo volta-se, inicialmente, para o período anterior a essas reformas, mostrando que elas são consequências da política educacional da Organization for Economic Cooperation and Development (OECD), que, desde a década de 1950, tem se esforçado para harmonizar, dentre outros aspectos, os sistemas educacionais com a formação do capital humano. Este texto demonstra que a formação do capital humano está na base dos processos de padronização das reformas atuais, e que a ideia de gerenciamento total dos recursos humanos é o objetivo principal dessas reformas. Isso resulta em uma visão do ser humano reduzida aos requisitos econômicos predeterminados. Por fim, destaca-se, com base em Herbert Marcuse, a relevância do conteúdo educacional estético, emocional, não mensurável, como referência contrária à visão reducionista da formação para o mercado.

Palavras-chave


Bildung. Capital humano. Reforma de ensino na Alemanha. Marcuse

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rep.v24i3.7761