Concepções dos alunos sobre os tensionamentos étnico-raciais na escola e na sociedade

  • Fernanda Wanderer Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Mônica Nunes Colégio Martin Luther
Palavras-chave: Marcadores étnico-raciais. Escola. Alunos.

Resumo

O artigo apresenta resultados de uma pesquisa desenvolvida com o propósito de examinar enunciações de alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental de uma escola pública de Estrela (RS), um município de colonização alemã, sobre os marcadores étnico-raciais que operam na escola e na sociedade. Os aportes teóricos que sustentam o estudo advém de discussões contemporâneas sobre raça e etnia, como os trabalhos de Meyer (2011), Silva (2017, 2005) e Gomes (2003). O material de pesquisa escrutinado é composto por observações de aulas e registros de atividades pedagógicas postas em ação em uma turma do 8o Ano do Ensino Fundamental. A análise mostrou a existência de práticas discriminatórias na cidade onde vivem os discentes, em especial, em relação aos negros. Por outro lado, os estudantes afirmam que tais práticas não se fazem presentes na escola. Além disso, os alunos negros não se identificam com sua negritude, autodenominando-se de “morenos” ou “meio morenos”, mostrando que o pertencimento étnico-racial se constitui em um processo envolto em tensões que frequentemente geram negação ou rejeição ao sentimento de pertença a um determinado grupo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Wanderer, Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutora em Educação (UNISINOS); Mestre em Educação (UNISINOS) e Licenciada em Matemática (UFRGS).
Mônica Nunes, Colégio Martin Luther
Mestre em Educação (UFRGS) e Licenciada em História (UNISINOS).
Publicado
2019-05-10
Como Citar
WANDERER, F.; NUNES, M. Concepções dos alunos sobre os tensionamentos étnico-raciais na escola e na sociedade. Revista Espaço Pedagógico, v. 26, n. 2, p. 533 - 554, 10 maio 2019.