Potencializando a experiência de internacionalização: reflexões sobre o Programa Ciência sem Fronteiras

Maria Janine Dalpiaz Reschke, Maria Cláudia Fogaça Bido

Resumo


A qualidade do ensino superior vem incluindo a dimensão da internacionalização como um diferencial e se impondo na agenda das universidades brasileiras. Neste estudo, buscou-se compreender as contribuições do Programa Ciência sem Fronteiras, dando ênfase à perspectiva dos estudantes beneficiados com bolsas no exterior. Esse tema faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre a relação/tensão entre internacionalização e democratização da educação superior no Brasil. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com os estudantes online e presenciais em duas universidades. Os achados foram organizados em dimensões e analisados de acordo com o referencial teórico baseado em Knight e de Wit. Os resultados indicaram a relevância do programa como capital cultural individual dos estudantes, porém, ficou latente a pouca potencialização dessas experiências pelas instituições de origem, em uma perspectiva coletiva, que apontassem para processos de democratização dos saberes e viveres dos beneficiados. No entanto, há indícios de avanços na qualidade do ensino de graduação, no que tange às formas de ensinar e aprender, visando à autonomia e ao protagonismo dos estudantes e a um maior alinhamento entre as instituições de origem dos estudantes e as instituições internacionais.

Palavras-chave


Ciência sem Fronteiras. Internacionalização. Mobilização acadêmica. Universidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rep.v24i1.6997