Educação comparada internacional: percepções sobre a formação de professores no Brasil e na Alemanha

Catia Piccolo Viero Devechi, Gionara Tauchen, Helza Ricarte Lanz

Resumo


O estudo hermenêutico, ainda em desenvolvimento, realizado no âmbito da educação comparada internacional, abordará, para fins de análise de uma interface do estudo, a política em educação no que se refere à formação docente para os anos iniciais do ensino fundamental no Brasil e na Alemanha, bem como a sua relação com a educação internacional. Objetivamos compreender e problematizar as concepções que têm permeado essa formação nos dois países, tendo em vista que ocorreram modificações substantivas na última década. Ambos os países precisaram se adaptar às exigências legais, como a resolução CNE/CP n. 1/2006, no caso do Brasil, e a Declaração de Bolonha em 1999, no caso da Alemanha. No Brasil, os cursos de pedagogia precisaram atender ao enfoque da formação de professores para a Educação Infantil e primeiros anos do Ensino Fundamental, da formação de pesquisadores e gestores. Na Alemanha, os cursos precisaram se adaptar aos graus acadêmicos de forma equivalente aos demais países europeus, adotando um sistema baseado em duas fases: bacharelado (3
anos) e mestrado (2 anos); e vários estágios práticos. Percebe-se que, mesmo com perspectivas, estruturas, contextos e problemas diferentes, há uma tendência de formação docente decorrente da globalização internacional cada vez mais tecnificada e menos emancipadora.

Palavras-chave


Educação comparada. Formação de professores. Política educacional.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rep.v24i1.6994