A prática docente e as relações de gênero e sexualidades: conversando com professoras e professores

Palavras-chave: Escolas. Gênero. Sexualidades

Resumo

Qual tem sido o trabalho com gênero e sexualidade realizado por professores e professoras em 3 escolas na cidade de Juiz de Fora? Essa é a pergunta foco que direciona as análises neste artigo em torno das questões surgidas em uma pesquisa de mestrado realizada entre os anos de 2015-2016. Como gênero e sexualidade são organizadores sociais, resultado de construção histórica e cultural, ouvir e dialogar com professoras e professores é reforçar a ideia de que escolas não são essências, mas fruto de relações entre indivíduos e sociedade. Nesse sentido, estamos assumindo a perspectiva teórico-metodológica pós-estruturalista, influenciada pelos estudos foucaultianos, principalmente a partir da noção de problematização, vinculada à história do pensamento, que, não se propondo a oferecer soluções, proporciona a oportunidade de ampliar o debate sobre pesquisa no campo educacional. Como processo metodológico aplicamos um questionário nas escolas da cidade para identificar que professoras e professores assumiam fazer um trabalho com gênero e sexualidade. Dos 36 professores e professoras que assumiram tal trabalho, somente 5 aceitaram participar dos grupos focais em que discutimos as respostas ao questionário. São com essas falas construídas nos grupos focais que vamos trabalhar. Dois aspectos aparecem como resultados das conversas. O primeiro é a evidencia de que as professoras e os professores adquirem e colocam em prática conhecimentos que se referem às relações de gênero e sexualidade e conseguem fazer articulações com o seu fazer docente. O segundo é a demonstração de que as escolas que trabalham realizam um trabalho com gênero e sexualidade.

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Biografia do Autor

Anderson Ferrari, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil).
Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, Brasil). Professor adjunto de Ensino de História da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil).
Claudete Imaculada de Souza Gomes, Colégio de Aplicação João XXII/UFJF
Mestre em Educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil). Professora de Ciências e Biologia na educação básica, Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), e na formação de professores na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF, Brasil). Professora de Ciências e Biologia no Colégio de Aplicação João XXII/UFJF.
Cláudio Magno Gomes Berto
Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Brasil) e integrante do Núcleo de Pesquisas e Práticas em Psicologia Social, Políticas Públicas e Saúde (Núcleo PPS - UFJF) e do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos LGBT (Nuh - UFMG).
Publicado
2020-02-01
Como Citar
FERRARI, A.; GOMES, C.; BERTO, C. A prática docente e as relações de gênero e sexualidades: conversando com professoras e professores. Revista Espaço Pedagógico, v. 27, n. 1, p. 223-243, 1 fev. 2020.