A política educativa como negócio: Ajuste do orçamento, discurso meritocrático e o “davos” da educação na Argentina (2015-2019)

Palavras-chave: Neoliberalismo. Políticas Educativas. Privatização. Nova Gestão Pública.

Resumo

O propósito deste artigo é identificar alguns “indicadores do imaginário neoliberal” (BALL, 2011) nas políticas educativas implementadas na gestão da Alianza Cambiemos, a partir de dezembro de 2015, analisando os avanços na privatização da educação mediante o redesenho das relações entre setor público/privado através de uma variedade de associações públicas e privadas (BALL; YOUDELL, 2007; RIZVI; LINGARD, 2013). Neste cenário, o discurso da meritocracia constrói um sentido comum que serve como justificativa para a introdução de ferramentas da Nova Gestão Pública (NGP) nas políticas do governo de Cambiemos. Posteriormente, se caracteriza o papel de uma variedade de novos (e outros não tão novos) “participantes híbridos” que intervêm crescentemente no desenho e execução das políticas educativas. Sobre resultados de investigações em curso se tomam como referência casos ou situações para ilustrar as análises e em seguida traçar um balanço provisório.

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Biografia do Autor

Estela Maria Miranda, Universidade Nacional de Córdoba
Doctora en Ciencias de la Educación en Universidad Nacional de Córdoba (UNC, Argentina). Profesora Titular de Política Educacional y Legislación Escolar. Directora del Doctorado en Ciencias de la Educación (2002-2013) (UNC, Argentina).
Publicado
2020-02-01
Como Citar
MIRANDA, E. A política educativa como negócio: Ajuste do orçamento, discurso meritocrático e o “davos” da educação na Argentina (2015-2019). Revista Espaço Pedagógico, v. 27, n. 1, p. 9-29, 1 fev. 2020.