Placenta, verbo presente

o É e o instante-já do it lispectoriano

  • Fernando Moreira Universidade de São Paulo- USP - FFLCH http://orcid.org/0000-0001-8903-4415
  • Ivã Carlos Lopes Universidade de São Paulo- USP - FFLCH
Palavras-chave: Lispector, Água Viva, Greimas, Zilberberg, Paixões, Semiótica

Resumo

O artigo discute o tempo linguístico em Água Viva, de Clarice Lispector, à luz da semiótica europeia. Tempo esse, o lispectoriano, que pode ser quanto dura um pensamento, como a própria autora escreveu. A narrativa interessa-se por tudo que é, pelo ser daquilo que ela descreve como it, que não é a coisa ontológica. É, por assim dizê-lo, o Deus, o mistério, o primeiro. A ela, parece-nos, importam as relações, um projeto geral, abstrato e sensivelmente poético que garante à língua a possibilidade de ultrapassagem semântica de quaisquer limites, mostrando a força das construções sintagmáticas no percurso da significação.

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Biografia do Autor

Fernando Moreira, Universidade de São Paulo- USP - FFLCH
Mestrando, com bolsa CNPq, em Semiótica e Linguística Geral pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), MBA em Mercado Financeiro pela UBS (bolsa da B3 - antiga BMF / Bovespa). Jornalista pela PUC Minas. Trabalha com análise de textos sob a perspectiva semiótica. Possui ampla experiência na área de comunicação, tendo passado pelas principais redações de telejornalismo do país ao longo de 18 anos. Tem um livro e um conto publicados por editoras brasileiras. Estudante pesquisador / colaborador do grupo de estudos da Universidade de São Paulo (USP): "Semiótica: modelos teóricos e descritivos", coordenado pelos professores Dr. Luiz Tatit, Dr. Ivã Carlos Lopes, Dr. Waldir Beividas e Dra. Elizabeth Harkout de La Taille. O grupo integra o DGP - Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq. Integrante do Corpo Editorial, como editor de textos, da revista "Estudos Semióticos", periódico científico do Departamento de Semiótica e Linguística Geral da FFLCH USP, ISSN 1980-4016.
Ivã Carlos Lopes, Universidade de São Paulo- USP - FFLCH
Graduou-se em Letras pela Universidade de São Paulo e realizou posteriormente o mestrado em Artes e o doutorado em Semiótica e Linguística Geral pela mesma instituição, com estágio-sanduíche na Universidade de Paris X - Nanterre (Michel Arrivé, co-orientador). No ano letivo 2008-2009, fez estágio de pós-doutoramento em semiótica na Universidade de Limoges, França (Jacques Fontanille, supervisor). Durante o primeiro semestre de 2013, estagiou como pós-doutorando na Universidade de Liège, Bélgica (Sémir Badir, supervisor). Professor assistente doutor da FFLCH-USP, leciona na Graduação em Letras e na Pós-Graduação em Semiótica e Linguística Geral. Suas pesquisas e publicações estão voltadas sobretudo para a semiótica e os domínios conexos. Integra o corpo editorial de diferentes periódicos, entre os quais Letras & Letras (UFU), CASA - Cadernos de Semiótica Aplicada (UNESP), Nouveaux Actes Sémiotiques (Université de Limoges), Signata (Université de Liège). Editor responsável pela revista Estudos Semióticos (USP), ao lado do professor José Américo Bezerra Saraiva. Faz parte da equipe internacional de assessores científicos do Fonds National de la Recherche Scientifique (FRS/FNRS, BE) e da coleção "Sigilla" - Presses Universitaires de Liège. Tem traduzido, muitas vezes em colaboração, livros e artigos de diferentes autores, entre os quais Michel Arrivé, Denis Bertrand, Francis Édeline, Jacques Fontanille, Herman Parret, Claude Zilberberg. Atua na área de semiótica e arredores, interessando-se, especialmente, pela epistemologia das ciências da linguagem, pela poética e pela linguística geral.
Publicado
2020-04-19
Como Citar
Moreira, F., & Lopes, I. (2020). Placenta, verbo presente. Revista Desenredo, 16(2). https://doi.org/10.5335/rdes.v16i2.9695