A imagística da escrita nos extremos da obra de Clarice Lispector

  • Vinicius Linné UPF
  • Paulo Ricardo Becker UPF
Palavras-chave: Criação literária. Análise de conteúdo. Demiurgia. Gênesis.

Resumo

O presente artigo baseia-se na obra A imagística de Shakespeare, de Caroline Spurgeon (2006), cuja finalidade foi reunir, catalogar e analisar todas as metáforas presentes na obra do clássico escritor inglês. Neste caso, porém, serão analisadas apenas as metáforas, símiles, comparações e referências acerca da escrita e da criação literária contidas nos dois extremos da produção de Clarice Lispector. Ou seja, de um lado, será considerado Perto do coração selvagem (1964), primeiro romance publicado pela autora, e de outro Um sopro de vida: pulsações (1978), de publicação póstuma. Para isso, será utilizado o método de Análise de conteúdo, desenvolvido por Bardin (2011), no qual a análise textual é feita de modo quanti e qualitativo. Assim, as imagens são grifadas, reunidas, categorizadas e ponderadas conforme sua frequência de aparição. O objetivo é verificar como a temática da criação literária progrediu ao longo da produção da autora, além de explorar a representação de maior relevância para Lispector: a demiurgia, tratada aqui com base nas teorias de Austin (1990) e Cassirer (2009).

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Biografia do Autor

Vinicius Linné, UPF
Doutorando do Programa de Pós Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo.
Paulo Ricardo Becker, UPF
Professor Doutor, integrante do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo.
Publicado
2017-10-19
Como Citar
Linné, V., & Becker, P. (2017). A imagística da escrita nos extremos da obra de Clarice Lispector. Revista Desenredo, 13(2). https://doi.org/10.5335/rdes.v13i2.7242
Seção
Artigos