O homem na língua: o dialeto como índice de subjetividade e identidade cultural

Daniele dos Santos Lima, Isabela Rêgo Barros

Resumo


A teoria traçada neste trabalho gira em torno do axioma enunciativo de Benveniste (2005; 2006; 2014): enunciação é o colocar em funcionamento a língua por um ato individual de utilização. Com base em uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, realizada em duas capitais nordestinas, Recife e Salvador, baseada nas orientações de Cardoso (2010) e nos estudos de Benveniste (2005; 2006), identificamos nuances que permeiam a fala de dois espaços próximos, mas, que ao mesmo tempo, com características socioculturais distintas. Nosso objetivo é revelar que a enunciação possui valores semióticos e semânticos, que marcam o sujeito no discurso, destacando o dialeto não apenas como traço linguístico de uma comunidade, mas carregado de sentido para os usuários da língua, que ao mesmo tempo reafirma a sua identidade cultural.

Palavras-chave


Enunciação. Forma. Sentido. Subjetividade. Identidade cultural.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rdes.v13i1.6799