Verismo italiano e a subjetividade: o reverso em Luigi Pirandello

  • Andrea Quilian de Vargas Universidade federal de Santa Maria (UFSM), Programa de Pós-Graduação em Letras
  • Rosani Ketzer Umbach Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);Programa de Pós-Graduação em Letras.
Palavras-chave: Verismo. Pirandello. Subjetividade

Resumo

Inspirado no Naturalismo de Émile Zola, o Verismo italiano foi uma corrente artística que, no final do século XIX e início do XX, caracterizou-se pela crença na possibilidade de a literatura representar objetivamente o real. O intuito deste artigo é refletir sobre como o escritor e dramaturgo siciliano Luigi Pirandello, um descendente do Verismo, abordou a questão da subjetividade em algumas de suas obras. Para alcançar o objetivo proposto, elegemos como objetos de análise O falecido Mattia Pascal, Um, nenhum e cem mil e Cadernos de Serafino Gubbio operador, romances nos quais Pirandello subverte a objetividade proposta pelos veristas, ao mesmo tempo em que duvida da possibilidade de o sujeito exercer completamente sua subjetividade, entendida por ele como um complexo mecanismo alterado pela sociedade, pela maquinaria moderna e pelo olhar do Outro.

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Biografia do Autor

Andrea Quilian de Vargas, Universidade federal de Santa Maria (UFSM), Programa de Pós-Graduação em Letras
Mestra em Estudos Literários pela Universidade Federal de Santa Maria, doutoranda em Estudos Literários na mesma instituição.
Rosani Ketzer Umbach, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);Programa de Pós-Graduação em Letras.
Professora titular do Programa de Pós-Graduação em Letras na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); coordenadora da linha de pesquisa Literatura, comparatismo e crítica social.
Publicado
2016-09-22
Como Citar
de Vargas, A., & Umbach, R. (2016). Verismo italiano e a subjetividade: o reverso em Luigi Pirandello. Revista Desenredo, 12(1). Recuperado de http://seer.upf.br/index.php/rd/article/view/5739
Seção
Artigos