Fogo pálido e o inacabamento

  • Luis Henrique Boaventura
  • Ernani Cesar de Freitas

Resumo

Este trabalho explora as noções de inacabamento a partir do romance Fogo pálido (2004), de Vladimir Nabokov (1994, 2004, 2009, 2010), constituinte de nosso corpus de pesquisa. Como marco teórico, toma-se por base o dialogismo de Mikhail Bakhtin (1997) e as postulações de Pierre Lévy (1998, 2002) quanto ao hipertexto. A pesquisa é descritiva e tem caráter qualitativo. O inacabamento será abordado por diferentes – embora convergentes – pontos de vista. O inacabamento será abordado enquanto aspecto inerente ao dialogismo e ao hipertexto, do inacabamento literal do pensamento de Bakhtin (o que leva ao inacabamento que é próprio da filosofia, necessário para ser sempre continuado através da leitura), do inacabamento da obra de Nabokov (cujo último livro, O original de Laura, de 2009, permaneceu incompleto) e do inacabamento presente em Fogo pálido (2004); como a mesma ideia de inconcluso refrata-se em diferentes prismas para voltar a combinar-se, finalmente, em face de um sintetizador comum: o infinito. Palavras-chave: Inacabamento. Hipertexto. Dialogismo.

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Como Citar
Boaventura, L. H., & Freitas, E. (1). Fogo pálido e o inacabamento. Revista Desenredo, 9(1). https://doi.org/10.5335/rdes.v9i1.3537
Seção
Artigos