Chamadas

PRAXIOLOGIAS DECOLONAIS NO ENSINO DE LÍNGUAS

Organizadores/as:

Kleber Aparecido da Silva (UnB)

Luciane Sturm (UPF)

Gisele Benck de Moraes (UPF)

Leketi Makalela (University of the Witwatersrand)

PRAZO DE SUBMISSÃO: 31 de Julho de 2022

O sistema-mundo inventado pela modernidade/colonialidade foi e ainda está estruturado de forma binária e hierarquizada, contado por uma metanarrativa, ou “uma história única” universalizante (ADICHIE, 2019), em que os protagonistas, os heróis vencedores, são os narradores, inventores do sistema, com a arrogância do ponto zero (CASTRO-GÓMEZ, 2007). Nessa estrutura moderna colonial, somente um mundo é possível, uma só perspectiva e um só ponto de vista sobre o mundo e sobre a vida são válidos, apenas um tipo de conhecimento é legítimo e somente “as línguas de culturas”, as coloniais e imperiais, são autorizadas a veicular os conhecimentos legítimos. A normatividade do corpo para o mundo, sobretudo para o mundo do trabalho, é o fundamento da realidade. A educação escolar, mais especificamente, a educação linguística pela escola, tem o objetivo de normatizar as práticas sociolinguísticas, as vivências dos corpos e das existências no mundo. A educação linguística totalitarista não admite a existência de nenhuma norma ou prática linguística diferente da norma única legitimada pela herança colonial. No ponto de vista contra-colonial da diversidade (SANTOS, 2015; KRENAK, 2021), no mundo, cabem muitos mundos, quantos existirem, com direito à existência. Todos os conhecimentos e línguas são válidos e legítimos. Legitimar a existência de línguas não hegemônicas e de suas diversas práticas sociolinguísticas para fins de ensino e aprendizagem implica estudá-las numa perspectiva praxiológica, pois, assim, pode-se evidenciar a relação entre suas dimensões teórica e prática. A praxiologia é, portanto, aqui tomada como um referencial teórico que funciona como uma metodologia informada pela perspectiva teórica para refletir sobre práticas docentes na perspectiva decolonial. Conforme Mbembe (2016), a agenda decolonial de pesquisa foi estabelecida com dois objetivos: criticar o modelo acadêmico eurocêntrico dominante e imaginar como um modelo alternativo a esse modelo pode ser. Na perspectiva das praxiologias decoloniais no ensino de línguas, as práticas linguístico-epistêmicas contra-coloniais são legítimas e têm o direito de ser ensinadas na escola tanto quanto as normas válidas das línguas de cultura. Para isso, é fundamental uma formação alternativa de docentes nas universidades e a circulação das línguas contra-coloniais em periódicos acadêmicos. É urgente que pesquisas de intelectuais contra-coloniais e os conhecimentos contra-coloniais também tenham lugar por direito na academia e nos espaços de divulgação e de construção de conhecimento. Em razão disso, os(as) editores(as) deste Dossiê Temático da Revista Desenredo veem como oportuno reunir trabalhos sobre praxiologias decoloniais envolvendo o compartilhamento de conhecimentos sobre o ensino e aprendizagem de línguas, seja na escola como instituição ou fora dela.

 

DECOLONIAL PRAXIOLOGIES IN LANGUAGE TEACHING

Organizers:

Kleber Aparecido da Silva (UnB)

Luciane Sturm (UPF)

Gisele Benck de Moraes (UPF)

Leketi Makalela (University of the Witwatersrand)

SUBMISSION DEADLINE: July 31st, 2022

The world-system invented by modernity/coloniality was and still is structured in a binary and hierarchical way, told by a universalizing metanarrative, or “a single history” (ADICHIE, 2019), in which the protagonists, the winning heroes, are the narrators, inventors of the system, with the arrogance of zero point (CASTRO-GÓMEZ, 2007). In this modern colonial structure, only one world is possible, only a single perspective and a single point of view on the world and on life are valid, only one type of knowledge is legitimate and only “the languages of cultures”, the colonial and imperial ones are authorized to convey legitimate knowledge. The normativity of the body for the world, especially for the world of work, is the foundation of reality. School education, more specifically, language education through the school, aims to standardize sociolinguistic practices, the experiences of bodies and existences in the world. Totalitarian language education does not admit the existence of any linguistic norm or practice other than the single norm legitimized by the colonial heritage. From the counter-colonial point of view of diversity (SANTOS, 2015; KRENAK, 2021), in the world, there are many worlds, as many as there are, with the right to exist. All knowledge and languages are valid and legitimate. Legitimizing the existence of non-hegemonic languages and their various sociolinguistic practices for teaching and learning purposes implies studying them in a praxeological perspective, since, in this way, the relationship between their theoretical and practical dimensions can be evidenced. Therefore, praxiology is understood as a theoretical framework that works as a methodology informed by the theoretical perspective to reflect on teaching practices in the decolonial perspective. According to Mbembe (2016), the decolonial research agenda was established with two objectives: to criticize the dominant Eurocentric academic model and to imagine how an alternative model to this might seem. From the perspective of decolonial praxiologies in language teaching, counter-colonial linguistic-epistemic practices are legitimate and have the right to be taught in school as much as the valid norms of languages ​​of culture. For this, an alternative development/education of professors in universities and the circulation of counter-colonial languages ​​in academic journals are essential. It is urgent that research by counter-colonial intellectuals and counter-colonial knowledge also have a rightful place in the academy and in the spaces of dissemination and construction of knowledge. As a consequence, the editors of this Thematic Dossier of the Desenredo Journal consider befitting to gather articles on decolonial praxiologies involving the sharing of knowledge about language teaching and learning, whether at school as an institution or outside it.

 

DOSIER TEMÁTICO: PRAXIOLOGÍAS DECOLONIALES EN LA ENSEÑANZA DE LENGUAS

Organizadores/as:

Kleber Aparecido da Silva (UnB)

Luciane Sturm (UPF)

Gisele Benck de Moraes (UPF)

Leketi Makalela (University of the Witwatersrand)

FECHA LÍMITE DE PRESENTACIÓN: 31 de Julio de 2022

El sistema-mundo inventado por la modernidad/colonialidad fue y aún está estructurado de manera binaria y jerarquizada, dicho por una meta narrativa, o “una historia única” universalizante (ADICHIE, 2019), en la que los protagonistas, los héroes vencedores, son los narradores, inventores del sistema, con la arrogancia del punto cero (CASTRO-GÓMEZ, 2007). En esta estructura moderna colonial, solo un mundo es posible, una sola perspectiva y un punto de vista sobre el mundo y sobre la vida son válidos, apenas un tipo de conocimiento es legítimo y solo “las lenguas de culturas”, las coloniales e imperiales, son autorizadas a vehicular los conocimientos legítimos. La normatividad del cuerpo para el mundo, sobre todo para el mundo del trabajo, es el fundamento de la realidad. La educación escolar, más específicamente, la educación lingüística por la escuela, tiene el objetivo de normatizar las prácticas sociolingüísticas, las vivencias de los cuerpos y de las existencias en el mundo. La educación lingüística totalitaria no admite la existencia de ninguna norma o práctica lingüística diferente de la norma única legitimada por la herencia colonial. Desde un punto de vista contra-colonial de la diversidad (SANTOS, 2015; KRENAK, 2021), en el mundo, caben muchos mundos, cuantos existan, con el derecho a la existencia. Todos los conocimientos y lenguas son válidos y legítimos. Legitimar la existencia de lenguas no hegemónicas y de sus diversas prácticas sociolingüísticas para fines de enseñanza y aprendizaje implica estudiarlas en una perspectiva praxiológica, pues, así, se puede evidenciar la relación entre sus dimensiones teórica y práctica. La praxiología es, por lo tanto, aquí tomada como un referencial teórico que funciona como una metodología informada desde la perspectiva teórica para reflexionar acerca de las prácticas docentes en la perspectiva decolonial. Conforme Mbembe (2016), la agenda decolonial de investigación fue establecida con dos objetivos: criticar el modelo académico eurocéntrico dominante e imaginar como un modelo alternativo a ese modelo puede ser. Desde la perspectiva de las praxiologías decoloniales en la enseñanza de lenguas, las prácticas lingüístico-epistémicas contra-coloniales son legítimas y tienen el derecho de ser enseñadas en la escuela, así como las normas válidas de las lenguas de cultura. Para eso, es fundamental una formación alternativa de docentes en las universidades y la circulación de las lenguas contra-coloniales en periódicos académicos. Es urgente que pesquisas de intelectuales contra-coloniales y los conocimientos contra-coloniales también ocupen lugar por derecho en la academia y en los espacios de divulgación y de construcción de conocimiento. Así, los(as) editores(as) de este Dosier Temático de la Revista Desenredo creen como oportuno reunir trabajos sobre praxiología decoloniales que implica el intercambio de conocimientos sobre la enseñanza y aprendizaje de lenguas, ya sea en la escuela como institución o fuera de ella.

 

 

 

 

 

 

DOSSIÊ: ARTES DO CORPO E(M) DISCURSO

Chamada de artigos para o Vol. 18, no 03

Data limite para submissão: 31 de outubro de 2022.

Organizadores:

Jean Carlos Gonçalves (PPGE/UFPR & PPGLetras/FURG)

Dick McCaw (Royal Holloway/University of London)

Ernani Freitas (PPGLetras-UPF)

A chamada para o dossiê insere-se no campo das relações entre as artes, corpo e discurso a partir de diferentes perspectivas pelas quais o tema tem sido enfrentado na contemporaneidade, o que se configura como uma possibilidade de olhar para alguns quadros teórico-metodológicos que têm sustentado a(s) análise(s) do funcionamento do discurso nas Artes do Corpo. Estas, compreendidas por um viés amplo que pode abrigar (mas não se reduz a) teatro, performance, dança, circo, audiovisualidades, carnaval, festa e outras formas de expressão e comunicação humanas contemporâneas, têm passado por processos radicais de mudança ocasionados especialmente pela pandemia global de Covid-19, o que resulta uma série de discussões a respeito de presença, ausência, tecnologia e virtualidade.

Interessam a esta edição as tramas discursivas envolvidas nos processos criativos em Artes do Corpo, tanto no que se refere à discussão das correntes teóricas que têm fomentado a temática quanto no que tange à reflexão sobre procedimentos e formatos experimentais em corpo sejam eles artísticos in situ, ou advindos de outros campos, mas constituídos de elementos vinculados ao universo expandido das artes.

Inserida nos eixos da produção, circulação e recepção do discurso em diferentes esferas, a chamada convida autoras e autores a contribuir com artigos que discutam, a partir de distintas vertentes dos estudos do discurso, fenômenos, estéticas, história e criticas relacionadas às Artes do Corpo considerando a polissemia que o termo carrega e as possibilidades investigativas para as quais aponta.

No intuito de atualizar, mapear e contextualizar a problematização e o debate que compõem o escopo presente no título desta chamada – Artes do Corpo e(m) discurso, a Revista Desenredo abre espaço para abordagens que busquem mobilizar as interfaces propostas pelo tema. Contribuições em áreas limítrofes serão avaliadas pelos organizadores.

A revista aceita ainda, em caráter de fluxo contínuo, artigos não relacionados à temática da chamada para a inserção na Seção Geral.

DOSSIER: BODY ARTS AND(IN) DISCOURSE

Call for articles for Vol. 18, No. 03

Deadline for submission: October 31st, 2022.

Organized by:

Jean Carlos Gonçalves (PPGE/UFPR & PPGLetras/FURG)

Dick McCaw (Royal Holloway/University of London)

Ernani Freitas (PPGLetras-UPF)

The call for the dossier is inserted in the field of relations between art, body and discourse from different perspectives through which the theme has been faced in contemporaneity, which configures itself as a possibility of looking at some theoretical-methodological frameworks that had supported the analysis(s) of the functioning of discourse in the Arts of the Body. These, understood by a broad bias that can include (but is not reduced to) theatre, performance, dance, circus, audiovisual, carnival, party and other forms of contemporary human expression and communication, have been going through radical processes of change, caused especially by the Covid-19 global pandemic, which results in a series of discussions about presence, absence, technology and virtuality.

This issue is interested in the discursive plots involved in the creative processes in Arts of the Body, both with regard to the discussion of theoretical currents that have fostered the theme and with regard to the reflection on experimental procedures and formats in the body, whether artistic in situ, or, coming from other fields, but made up of elements linked to the expanded universe of the arts.

Inserted in the axes of production, circulation and reception of discourse in different spheres, the call invites authors to contribute with articles that discuss, from different strands of discourse studies, phenomena, aesthetics, history and criticism related to the Arts of the Body considering the polysemy that the term carries and the investigative possibilities to which it points.

In order to update, map and contextualize the problematization and debate that make up the scope present in the title of this call, we open space for approaches that seek to mobilize the interfaces proposed by the theme. Contributions in border areas will be evaluated by the organizers.

The journal also accepts, as a continuous flow, articles not related to the theme of the call for inclusion in the General Section.

 

DOSSIER: ARTES DEL CUERPO Y(EN) DISCURSO

Convocatoria de artículos para el Vol. 18, No. 03

Fecha límite de envío: 31 de octubre de 2022.

Organizadores:

Jean Carlos Gonçalves (PPGE/UFPR y PPGLetras/FURG)

Dick McCaw (Royal Holloway/Universidad de Londres)

Ernani Freitas (PPGLetras-UPF)

La convocatoria del dossier se inserta en el campo de las relaciones entre arte, cuerpo y discurso desde diferentes perspectivas a través de las cuales se ha afrontado el tema en la contemporaneidad, lo que se configura como una posibilidad de mirar unos marcos teórico-metodológicos que han sustentado el análisis del funcionamiento del discurso en las artes del cuerpo. Estos, entendidos por un amplio sesgo que puede incluir (pero no se reduce a) teatro, performance, danza, circo, audiovisual, carnaval, fiesta y otras formas de expresión y comunicación humana contemporánea, han estado pasando por procesos radicales de cambio, provocado especialmente por la pandemia global del Covid-19, que resulta en una serie de discusiones sobre presencia, ausencia, tecnología y virtualidad.

Este número se interesa por las tramas discursivas involucradas en los procesos creativos en Artes del cuerpo, tanto en lo que respecta a la discusión de las corrientes teóricas que han propiciado la temática como en lo que respecta a la reflexión sobre procedimientos y formatos experimentales en el cuerpo, ya sean artísticos, in situ, o provenientes de otros campos, pero constituidos por elementos vinculados al universo expandido de las artes.

Insertado en los ejes de producción, circulación y recepción del discurso en diferentes ámbitos, la convocatoria invita a los autores a aportar artículos que discutan, desde diferentes vertientes de estudios del discurso, fenómenos, estética, historia y crítica relacionados con las Artes del Cuerpo considerando la polisemia que conlleva el término y las posibilidades investigativas a las que apunta.

Con el fin de actualizar, mapear y contextualizar la problematización y el debate que conforman el alcance presente en el título de esta convocatoria se abre un espacio a enfoques que buscan movilizar las interfaces propuestas por la temática. Las contribuciones en las zonas fronterizas serán evaluadas por los organizadores.

La revista también acepta, como flujo continuo, artículos no relacionados con la temática de la convocatoria para su inclusión en la Sección General.