A metodologia Dicumba como uma tempestade de possibilidades para o desenvolvimento do ensino de Química

  • Everton Bedin Doutor e pós-doutorando em Educação em Ciências Química da Vida e Saúde na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor adjunto do curso de Química da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
  • José Claudio Del Pino Doutor em Engenharia de Biomassa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pós-doutorado na Universidade de Aveiro, Portugal. Professor associado da UFRGS e professor orientador dos Programas de Pós-Graduação em Educação em Ciência Química da Vida e Saúde e em Química, ambos na mesma instituição.

Resumo

Este artigo apresenta resultados de uma atividade investigativa realizada por meio do aprender pela pesquisa à luz da metodologia de ensino denominada Dicumba, proporcionando ao aluno a conexão de sua vivência com os saberes do conteúdo da ciência química e ao professor a percepção da necessidade de uma formação continuada para aperfeiçoar seu saber intradisciplinar. A pesquisa se enquadra em um viés qualitativo-quantitativo e foi desenvolvida, durante três meses, com uma turma de segundo ano do ensino médio. A coleta de dados foi realizada por meio da observação participante e da aplicação de um questionário estruturado. Os dados coletados foram interpretados à luz da análise de conteúdos de Bardin e apresentados por meio de quadros e gráficos. Ao término, conclui-se que a metodologia Dicumba é fiel quanto ao desenvolvimento de atividades pedagógicas que levam os alunos à aprendizagem, pois estes colocam-na como algo inovador, sendo uma ação de aprimorar e ressignificar saberes de forma universal-bilateral. Por fim, sugere-se que o aprender pela pesquisa seja, urgentemente, incorporado nas práticas pedagógicas, buscando a formação do sujeito e a estruturação curricular a partir do contexto e da vivência do aluno, para, então, construir conhecimentos científicos relacionados à ciência química.

Biografia do Autor

Everton Bedin, Doutor e pós-doutorando em Educação em Ciências Química da Vida e Saúde na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professor adjunto do curso de Química da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).
Doutor e pós-doutorando em Educação em Ciências Química da Vida e Saúde na Universidade Federal doRio Grande do Sul (UFRGS). Professor adjunto do curso de Química da Universidade Luterana do Brasil(Ulbra).
José Claudio Del Pino, Doutor em Engenharia de Biomassa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pós-doutorado na Universidade de Aveiro, Portugal. Professor associado da UFRGS e professor orientador dos Programas de Pós-Graduação em Educação em Ciência Química da Vida e Saúde e em Química, ambos na mesma instituição.
Doutor em Engenharia de Biomassa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pós-doutoradona Universidade de Aveiro, Portugal. Professor associado da UFRGS e professor orientador dos Programasde Pós-Graduação em Educação em Ciência Química da Vida e Saúde e em Química, ambos na mesmainstituição.

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Publicado
2018-08-10
Como Citar
Bedin, E., & Del Pino, J. (2018). A metodologia Dicumba como uma tempestade de possibilidades para o desenvolvimento do ensino de Química. Revista Brasileira De Ensino De Ciências E Matemática, 1(1). Recuperado de http://seer.upf.br/index.php/rbecm/article/view/8479