SALA DE AULA INVERTIDA: PERCEPÇÕES DOCENTES E DISCENTES A PARTIR DE UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS AULAS DE TÓPICOS EM QUÍMICA NA PÓS-GRADUAÇÃO

Palavras-chave: metodologias ativas, sala de aula invertida, ensino de Química, percepções

Resumo

O uso de metodologias ativas tem sido amplamente discutido em todos os níveis de ensino como uma tendência para a superação das aulas em um formato exclusivamente transmissivo e focado no professor, para dar protagonismo aos  discentes durante o desenvolvimento didático. A crítica aos modelos tradicionais de ensino não é recente e tem sido amplamente discutida pela comunidade acadêmica; entretanto, para além do aparato teórico mobilizado quando um docente se dispõe a adotar uma metodologia ativa, seja ela qual for, torna-se necessário contrapor os pressupostos do modelo adotado ao que, de fato, é possível operacionalizar em cada contexto específico, com suas próprias características, expectativas e dificuldades, para, a cada nova experiência docente com o uso da metodologia adotada, outros aspectos não previstos pelo aparato teórico serem (re)dimensionados à luz da prática docente. Nesse sentido, este trabalho se configura como um relato de experiência a respeito do uso da metodologia da Sala de Aula Invertida (SAI), na disciplina de Tópicos em Química, em um curso de Especialização em Ciências Exatas e Tecnologia, ofertado em uma universidade pública no interior do Rio Grande do Sul. O texto do relato apresenta dois focos: no primeiro, o enquadramento docente sobre a experiência e, no segundo, a percepção dos alunos a respeito do modelo SAI, a partir de um questionário com perguntas abertas, respondido ao término da disciplina. Os resultados apontam que, no contexto em questão, ou seja, um curso de especialização lato sensu, foram evidenciados ganhos na aprendizagem dos discentes e as dificuldades pontuais na compreensão dos conteúdos previstos pela disciplina foram equalizadas durante as aulas presenciais. Por sua vez, alguns discentes, ao avaliarem a transposição da SAI, especialmente para o contexto da Educação Básica, embora evidenciem as vantagens do modelo, também apontam alguns desafios, os quais precisam ser equacionados ou minimamente previstos durante cada experiência de ensino, de forma a compreendê-la sempre de maneira situada.

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Publicado
2020-12-21
Como Citar
FREITAS, A.; BENDER, C.; IRALA, V.; DOS SANTOS, G.; MINHOS, M.; CHAVES, W. SALA DE AULA INVERTIDA: PERCEPÇÕES DOCENTES E DISCENTES A PARTIR DE UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS AULAS DE TÓPICOS EM QUÍMICA NA PÓS-GRADUAÇÃO. Revista Brasileira de Ensino de Ciências e Matemática, v. 4, n. 1, 21 dez. 2020.