Prevalência de polifarmácia, benzodiazepínicos e fatores associados em idosos institucionalizados

  • Cristine Melania Gatto Farmacêutica. Mestre em Envelhecimento Humano pela Universidade de Passo Fundo
  • Matheus Santos Gomes Jorge Fisioterapeuta. Especializando em Fisioterapia Traumato-ortopédica. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano (Bolsista Prosuc/Capes), Universidade de Passo Fundo
  • Lia Mara Wibelinger Fisioterapeuta. Doutora em Gerontologia Biomédica, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Docente do Curso de Fisioterapia e do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano
  • Telma Elita Bertolin Bióloga. Doutora em Tecnologia Bioquímica Farmacêutica, Universidade de São Paulo. Docente do Instituto de Ciências Biológicas
  • Marilene Rodrigues Portella Enfermeira. Doutora em Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina. Docente do Curso de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano
  • Marlene Doring Doutora em Saúde Pública, Universidade de São Paulo. Docente do Curso de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano
Palavras-chave: Envelhecimento, Polimedicação, Nível de saúde, Instituição de longa permanência para idosos

Resumo

Com o envelhecimento humano há aumento dos problemas de saúde apresentados pelos idosos e, muitas vezes, os familiares, ou os próprios indivíduos, optam por atendimentos especializados em geriatria, como é o caso das instituições de longa permanência para os idosos. Concomitante a isso, ocorre aumento do consumo de medicamentos por parte desta população, especialmente dos benzodiazepínicos, caracterizando, assim, a polifarmácia. Com base nisto, o objetivo deste estudo foi verificar a prevalência de polifarmácia, consumo de benzodiazepínicos e fatores associados em idosos institucionalizados. Estudo de corte transversal, de base populacional, com 219 idosos residentes em 10 instituições de longa permanência para idosos distribuídas em Passo Fundo/RS e Bento Gonçalves/RS. Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado, onde registrou-se os dados de identificação, variáveis sociodemográficas, estado cognitivo e condições de saúde. Para análise empregou-se estatística descritiva e inferencial. Observou-se que a maioria da amostra era de mulheres, brancas, com 80 anos ou mais, baixa escolaridade, viúvas e com declínio cognitivo. Houve um expressivo número de idosos com doenças crônicas e que apresentavam polifarmácia, porém poucos casos do uso de benzodiazepínicos. A polifarmácia associou-se à hipertensão arterial sistêmica, demência, depressão e as doenças cardiovasculares (p<0,05). O uso de benzodiazepínicos associou-se ao acidente vascular encefálico e demência (p<0,05). Em suma, as evidências apresentadas podem instigar à construção de políticas públicas, visionadas em melhores condições de saúde e atenção à polifarmácia nesta população.

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Publicado
2019-12-11
Como Citar
Gatto, C., Jorge, M., Wibelinger, L. M., Bertolin, T., Portella, M., & Doring, M. (2019). Prevalência de polifarmácia, benzodiazepínicos e fatores associados em idosos institucionalizados. Revista Brasileira De Ciências Do Envelhecimento Humano, 16(3). https://doi.org/10.5335/rbceh.v16i3.7797
Seção
Artigos Originais