Quedas e fraturas ósseas em idosos: perfil farmacoepidemiológico

  • Daiane Freitas Resende Universidade de Itaúna (UIT)
  • Juliana Aparecida Pimentel Universidade de Itaúna (UIT)
  • Saulo Ribeiro Universidade de Itaúna (UIT)
  • Poliane Tâmara Silva Universidade de Itaúna (UIT)
  • Farah Maria Drumond Chequer Universidade de Itaúna (UIT) e Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
Palavras-chave: Fraturas. Idosos. Medicamentos. Polifarmácia. Quedas.

Resumo

O aumento no número de idosos, cada vez mais expressivo no país, é uma importante alteração populacional. A polifarmácia é um evento bastante comum a esse grupo etário. Ela incorre, entre outros riscos, em uma maior probabilidade de quedas, ocasionalmente levando a fraturas e podendo causar comprometimento da capacidade funcional. Este estudo tem como objetivo descrever o perfil farmacoepidemiológico de idosos atendidos em uma clínica de fisioterapia e correlacionar essas informações com a ocorrência de quedas e fraturas nesse grupo populacional. Um questionário estruturado foi aplicado aos idosos, ou aos seus cuidadores, atendidos nas Clínicas Integradas de Fisioterapia da Universidade de Itaúna no período de fevereiro a março de 2016. A amostra foi selecionada por conveniência, sendo entrevistados sessenta pacientes com idade igual ou superior a 60 anos. Foi utilizado o Critério de Beers (2015) para a seleção dos medicamentos potencialmente inapropriados para idosos. Constatou-se, neste estudo, que as classes farmacológicas associadas a quedas e fraturas foram anticonvulsivantes, antidepressivos tricíclicos, benzodiazepínicos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina e opioides. Benzodiazepínicos foram os mais relatados, seguidos de inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Constatou-se ainda que 75% dos idosos utilizavam pelo menos um medicamento potencialmente inapropriado. Em torno de 50% relataram queda, e 63,5% relataram ter tido fratura óssea no ano de 2015, não necessariamente proveniente de quedas. O maior número de quedas ocorreu na faixa etária entre 65 e 69 anos, no sexo feminino. Houve maiores relatos de fraturas no rádio e, em seguida, na coluna. Quedas e fraturas ósseas na população idosa são frequentes e determinam complicações que alteram negativamente a qualidade de vida. Evidencia-se a importância de uma equipe multiprofissional apta ao acompanhamento do idoso, também capaz de avaliar a farmacoterapia quanto ao risco associado a tais eventos.

Biografia do Autor

Daiane Freitas Resende, Universidade de Itaúna (UIT)
Farmacêutica pela Universidade de Itaúna (UIT)
Juliana Aparecida Pimentel, Universidade de Itaúna (UIT)
Farmacêutica pela Universidade de Itaúna (UIT)
Saulo Ribeiro, Universidade de Itaúna (UIT)
Farmacêutico pela Universidade de Itaúna (UIT)
Poliane Tâmara Silva, Universidade de Itaúna (UIT)
Fisioterapeuta especialista em Ortopedia e Traumatologia. Mestre em Saúde do Adulto pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); preceptora de Fisioterapia da Universidade de Itaúna (UIT).
Farah Maria Drumond Chequer, Universidade de Itaúna (UIT) e Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
Farmacêutica. Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado em Ciências da Saúde, na área de concentração Toxicologia, pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo (FCFRP-USP); Docente nas instituições: Universidade de Itaúna (UIT) e Universidade Federal de São João del-Rei, Campus Centro Oeste Dona Lindu (UFSJ-CCO).
Publicado
2018-04-24
Como Citar
Resende, D., Pimentel, J., Ribeiro, S., Silva, P., & Chequer, F. M. (2018). Quedas e fraturas ósseas em idosos: perfil farmacoepidemiológico. Revista Brasileira De Ciências Do Envelhecimento Humano, 14(2). Recuperado de http://seer.upf.br/index.php/rbceh/article/view/6879
Seção
Artigos Originais