Medicamentos cardiovasculares: prevalência e fatores associados em idosos da Estratégia Saúde da Família de Porto Alegre

Vanessa Machado de Azevedo, Paula Engroff, Vanessa Sgnaolin, Fernanda Loureiro, Camila Pereira de Andrade, Newton Luiz Terra, Irenio Gomes

Resumo


O objetivo foi investigar a prevalência do uso de medicamentos cardiovasculares e sua associação com variáveis sociodemográficas
e clínicas em idosos atendidos na Estratégia Saúde da Família por meio de um estudo transversal realizado no município
de Porto Alegre. A coleta de dados foi feita com um questionário que observou aspectos sociodemográficos, econômicos, relacionados a doenças autorreferidas e uso de medicamentos. Foram avaliados 761 idosos, que tiveram 67,7% de prevalência de
uso de medicamentos cardiovasculares. As características que mostraram uma associação significativa, de forma independente,
com o uso de alguma medicação cardiovascular foram: sexo feminino, cor negra, consulta nos últimos seis meses, hipertensão,
diabetes e doença cerebrovascular. Os medicamentos cardiovasculares e as classes mais utilizadas, respectivamente,
foram: hidroclorotiazida (34,8%) e captopril (33,5%); agentes que atuam sobre o sistema renina-angiotensina (46,8%) e diuréticos
(42%). Esses dados são importantes, pois a população idosa é afetada sobretudo por doenças cardiovasculares, e dados populacionais podem auxiliar na formulação de estratégias e políticas públicas voltadas, principalmente, para a população idosa
atendida pelo Sistema Único de Saúde.

Palavras-chave


Doenças cardiovasculares. Estratégia Saúde da Família. Fármacos. Idoso.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5335/rbceh.v14i2.6470