Fatores de risco associados a quedas em idosas: um enfoque preventivo

José Newton Lacet Vieira, Adriana Sousa Rêgo, Tania Santos Giani, Juan José Dapueto

Resumo


As quedas são reconhecidas como um importante problema de saúde pública entre os idosos, devido à frequência, à morbidade e ao elevado custo social e econômico. Esta pesquisa teve como objetivo identificar
fatores associados com o alto risco de quedas em idosas com bom nível de cognição e equilíbrio de maneira a incluí-las em um programa de fisioterapia preventiva. Pesquisa descritiva, transversal, envolveu sessenta idosas, no município de São Luís, Maranhão, Brasil. Foram aplicados três instrumentos validados no Brasil: o questionário de histórico de quedas, a entrevista Efficacy Scale - International Among Elderly Brazilians (FES-I-Brasil) e o questionário PROMIS Global Health, para avaliar a força muscular, o dinamômetro. Idosas que não sofreram quedas nos últimos seis meses apresentaram maior força muscular dos grupos quadríceps e extensores do tronco e menor medo de quedas, quando comparadas com as que sofreram quedas (t test p≤0,001). Houve correlação significativa negativa entre medo de quedas e força
muscular máxima dos grupos extensores do tronco (Spearman rho= -0,546, p<0,05) e quadríceps (Spearman rho= -0.618, p<0,05). Observou-se alta correlação entre medo de quedas e o questionário PROMIS Global Physical (Spearman rho= -0,77, p<0,05) e PROMIS Global Emotional (Spearman rho= -0,464, p<0,05). Identificou-se que a diminuição da força muscular dos grupos extensores de tronco e quadríceps e o medo de sofrer quedas estiveram associados ao histórico de quedas de idosas e impactaram negativamente no bem-estar físico e emocional, sendo importante incluí-las em um programa de fisioterapia preventiva.

Palavras-chave


Idoso. Força muscular. Acidentes por quedas. Qualidade de vida.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5335/rbceh.v14i1.6378