DESEMPENHO FUNCIONAL MELHOR INDICADOR DE MORTALIDADE DO QUE AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE EM NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS

  • Vivian Ulrich
  • Victória Albino Araujo
  • Aline Mendes da Rosa
  • Ângelo José Gonçalves Bós
Palavras-chave: Longevidade, Envelhecimento, Funcionalidade, Mortalidade, Sobrevida

Resumo

Introdução: Pouco é estudado sobre a mortalidade e qualidade de vida de nonagenários e centenários. A qualidade de vida pode ser medida pela autopercepção de saúde ou pela capacidade de realizar atividades de vida diária (funcionalidade). Objetivos: O presente estudo se propõe a avaliar a importância da funcionalidade e da autopercepção de saúde como indicadores de sobrevida em nonagenários e centenários. Métodos: Participaram 223 nonagenários e centenários avaliados em 2016 e acompanhados até setembro de 2019. A funcionalidade subjetiva foi medida pela facilidade ou incapacidade em realizar 12 atividades (funcionais e básicas) de vida diária. O desempenho funcional objetivo foi medido pelo teste timed-up-and-go (TUG). Resultados: A percentagem de participantes com autopercepção de saúde “mal/péssima” foi maior entre os falecidos, embora não significativamente associada à sobrevida (p=0,1432). Foram significativamente associados à sobrevida o melhor desempenho nas atividades funcionais (p<0,001), básicas (p<0,001) e TUG (p<0,001). Somente as atividades básicas perderam a significância na análise ajustada, indicando que o desempenho em atividades funcionais é mais importante na predição de sobrevida. Na análise ajustada ter menos de 95 anos de idade também deixou de ser significativo e sexo passou a ter nível indicativo de significância estatística (p=0,0660). Conclusões: Portanto, nonagenários e centenários terão sobrevida semelhante se tiverem o mesmo nível de funcionalidade, tanto subjetiva quanto objetiva, e a autopercepção de saúde não foi um indicador significativo. Homens, nonagenários e centenários, são mais vulneráveis a perdas funcionais do que as mulheres.

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Publicado
2020-12-03
Como Citar
Ulrich, V., Araujo, V., Rosa, A., & Bós, Ângelo. (2020). DESEMPENHO FUNCIONAL MELHOR INDICADOR DE MORTALIDADE DO QUE AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE EM NONAGENÁRIOS E CENTENÁRIOS. Revista Brasileira De Ciências Do Envelhecimento Humano, 17(2). https://doi.org/10.5335/rbceh.v17i2.11916