ANÁLISE DA RELAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS COM A COGNIÇÃO E POSTURA ESTÁTICA NO ENVELHECIMENTO

  • Caroline Fagundes
  • Geraldine Alves dos Santos
Palavras-chave: Cognição, Idosos, Postura estática, Quedas

Resumo

Introdução: O idoso com comprometimento da cognição pode apresentar déficits de mobilidade, lentificação de movimentos, alterações comportamentais e menor tempo de reação frente aos desequilíbrios, predispondo-o a quedas. Além disso, com o envelhecimento ocorre a redução da flexibilidade das articulações, resultando em desvios posturais e limitação da mobilidade do idoso, dificultando a manutenção do equilíbrio estático e da marcha segura. Objetivo: Analisar a relação do risco de quedas com o desempenho cognitivo e postura estática no envelhecimento. Método: Participaram dessa pesquisa 107 sujeitos, com idade entre 60 e 89 anos, distribuídos em 2 grupos: o primeiro formado por 54 indivíduos praticantes de hidroginástica e o segundo composto por 53 idosos participantes de um programa de informática. Para a coleta de dados os seguintes instrumentos foram utilizados: Mini Exame do Estado Mental, Escala de Eficácia de Quedas, Escala de Equilíbrio de Berg e Postural Assessment Software (SAPO). Resultados: Constatou-se bom desempenho cognitivo, baixo risco de queda e alterações posturais dentro da normalidade. Além disso, observou-se que o risco de quedas está diretamente relacionado com o ângulo da cifose torácica e ângulo do tornozelo. Também foi identificada relação indireta do risco de quedas com a auto eficácia de quedas e alinhamento vertical da cabeça (R2: 0,367). Conclusão: Observou-se relação significativa entre o risco de quedas, cognição, e postura estática em pessoas idosas. Baseado nos achados do presente estudo é possível elaborar medidas de prevenção a quedas em idosos.

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Publicado
2020-12-03
Como Citar
Fagundes, C., & Santos, G. (2020). ANÁLISE DA RELAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS COM A COGNIÇÃO E POSTURA ESTÁTICA NO ENVELHECIMENTO. Revista Brasileira De Ciências Do Envelhecimento Humano, 17(2). https://doi.org/10.5335/rbceh.v17i2.11900