A PEQUENA PROPRIEDADE COMO MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA E INDUSTRIAL NA POLÍTICA DE COLONIZAÇÃO: ASPECTOS DA REGIÃO OESTE DE SANTA CATARINA

Rodrigo Kummer

Resumo


Este artigo promove uma discussão sobre a ação do Estado no processo de colonização de seus territórios, chamando atenção para o paradoxo da “opção” pela pequena propriedade por um lado, e a manutenção da concentração fundiária por outro. Considera-se o período enfocado na Primeira Era do Governo Vargas: 1930-1945. Parte-se do pressuposto de que a política de ocupação dos “vazios” nacionais – articulada propagandisticamente como “Marcha para Oeste” – se relaciona com o projeto industrializante da Nova República, com a dinamização da pauta econômica e produtiva e também com a continuidade das alianças com as elites latifundiárias. Busca-se problematizar a colonização na região Sul do Brasil como exemplo de ação coordenada do Estado e do capital privado não rivalizando com os interesses de fazendeiros e grandes proprietários. Aprofunda-se a análise considerando as potencialidades e limites desse “projeto colonizador” do ponto de vista do desenvolvimento econômico e social na região Oeste de Santa Catarina.

Palavras-chave


Colonização. Pequena propriedade. Oeste catarinense

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