ESTADO NOVO, CAMPANHA DE NACIONALIZAÇÃO E A RESTRIÇÃO NOS PROCESSOS DE SOCIABILIDADE ÉTNICA ENTRE OS POLONO-BRASILEIROS NO SUL DO BRASIL: UNIÃO DAS SOCIEDADES OSWIATA

  • Fabiana Regina da Silva
  • Rhuan Targino Zaleski Trindade
Palavras-chave: Sociabilidade Étnica, União das Sociedades Oswiata, Nacionalização, Polono-Brasileiros

Resumo

Nosso envolvimento com a temática da imigração polonesa no Brasil tem sido conduzido através de nossas pesquisas de mestrado concluídas e de doutorado em andamento. Neste processo, como em qualquer caminho de pesquisa, ao visitar acervos históricos nos deparamos com uma riqueza de fontes que nos impulsionam a ampliar os horizontes de pesquisa a partir de novos questionamentos. Assim, propomos para este texto, a partir de fontes como documentos públicos e privados da Nacionalização contidas na Pasta “Nacionalização” do Arquivo dos Padres da Congregação da Missão de São Vicente de Paulo em Curitiba – PR, realizar uma reflexão sobre a Campanha de Nacionalização e a restrição nos processos de sociabilidade étnica entre os imigrantes poloneses no sul do Brasil, mais especificamente em Curitiba-PR, tendo como foco a União das Sociedades Oswiata. A Oswiata, instituição de caráter católico-clerical, congrega e orienta durante a primeira metade do século XX, sociedades escolares, culturais e esportivas ligadas ao grupo étnico em vários locais do país. O período histórico definido como Estado Novo (1937-1945), ao dar amplitude para a nacionalização compulsória, fez com que a Oswiata, assim como outras iniciativas étnicas no Brasil, sofresse restrições nos seus processos de sociabilidade, dadas por uma fiscalização sistemática e censura efetiva, tanto na produção de materiais de notícias e informes, quanto na imprensa pedagógica e nas atividades sociais, educacionais e culturais e uso da língua materna. Estas particularidades são emergências necessárias para a historiografia e para o desvelamento de questões que ainda permanecem sem maiores aprofundamentos.
Publicado
2018-05-28