Arquitetura da Ordem: Lei, Repressão e Cárcere entre a Monarquia Pós-Independência e a Segunda República Brasileira (1891-1930)

  • Camila Similhana Oliveira de Sousa

Resumo

Com a emergência da Primeira República, as elites acreditavam que a presença de tipos socioculturais cada vez mais diversos ─ somados aos graves problemas como moradia, atendimento hospitalar e proteção social ─ poderia resultar em convulsões sociais. Temia-se que a população urbana, cada vez maior e mais diversificada, pudesse estabelecer um quadro de descontrole, o que desencadeou um interesse cada vez maior pela da manutenção da ordem e pela articulação de um novo modelo repressivo. Em meio a esse universo, o presente artigo procura se dedicar a analisar o Higienismo como política de intervenção social nos centros urbanos brasileiros. Para tanto, será feita uma breve incursão histórica com o objetivo de delimitar as transformações do espaço citadino brasileiro em fins do século XIX e início do século XX, bem como confrontar as transformações sociais às alterações da legislação penal de modo a ressaltar o autoritarismo das elites urbanas predominantes. Palavras-chave: Higienismo; Lei Penal; Primeira República.
Publicado
2015-12-12