Heróis e mártires do Brasil: 150 anos do fim da Guerra do Paraguai

  • Maristela da Silva Ferreira Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, Brasil
  • Antonio Ferreira Sobrinho Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército, Brasil
Palavras-chave: Memória, Asilo dos Inválidos da Pátria, Guerra da Tríplice Aliança

Resumo

O estudo aqui apresentado tem por objetivo aprofundar a reflexão sobre a ruptura social causada no Brasil, pelos efeitos resultantes da guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, e suas consequências para os “Inválidos da Pátria”: soldados feridos, mutilados e com doenças contraídas durante os combates. Foi uma situação não quantificada, que passou despercebida de muitos historiadores, mas que marcou profundamente a vida da nação brasileira naquele período. A passagem dos 150 anos do fim da guerra e da inauguração do Asilo dos Inválidos da Pátria (AIP), construído pelo Imperador D. Pedro II, em 29 de julho de 1868, na Ilha do Bom Jesus, na cidade do Rio de Janeiro, com a finalidade de abrigar esses militares invalidados no conflito, proporciona uma rara oportunidade de ressaltar a importância desse espaço para a construção da memória e da identidade nacional, tendo como base de análise para as conclusões, o projeto de pesquisa: “Preservação da memória do Asilo dos Inválidos da Pátria e do sítio histórico da Ilha do Bom Jesus: um tributo aos heróis e mártires do Brasil”, desenvolvido pelo Centro de Estudos e Pesquisas de História Militar do Exército (CEPHiMEx), nos anos de 2019/2020.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BASSONE, Tânia Maria Tavares. Palácio de destinos cruzados: homens e livros no Rio de Janeiro, 1870-1920. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1999.
CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados: escritos de história e política. Editora UFMG, 1998.
CERQUEIRA, Dionísio. Reminiscências da campanha do Paraguai. Rio de Janeiro: Bibliex, 1979.
DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia das Letras, 2002.
_________.General Osório. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
DUARTE, Paulo de Queiróz. Sampaio. Rio de Janeiro: Bibliex, 1988.
FARIAS, José Airton de. História da Sociedade Cearense. Fortaleza: Livro Técnico, 2004.
GOMES, Marcelo Augusto Moraes. Espuma das Províncias: um estudo sobre os Inválidos da Pátria e sobre o Asilo dos Inválidos da Pátria, na Corte (1864-1930). Universidade de São Paulo, 2006.
GUIMARÃES, Carlos Gabriel. “A Guerra do Paraguai e a atividade bancária no Rio de Janeiro no período 1865-1870: o caso Banco Rural e Hipotecário do Rio de Janeiro”. Revista de História Econômica & Economia Regional Aplicada. Vol. 2, nº 3 – agosto/dezembro 2007.
HONORATO Manoel da Costa. Descripção Topográfica e Histórica da Ilha do Bom Jesus e do Asylo dos Inválidos da Pátria pelo seu capellão Manoel da Costa Honorato. Typographia Americana. Rio de Janeiro, 1869.
MURATORI-PHILIP, Anne. Histoire des invalides. Librairie Académique Perrin, 2001.
RODRIGUES, Cláudia. Nas fronteiras do além: a secularização da morte no Rio de Janeiro (séculos XVIII e XIX). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005.
RODRIGUES Marcelo Santos. “Os inválidos da Pátria”. ANPUH – XXIII SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Londrina, 2005.
__________.Guerra do Paraguai: Os Caminhos da Memória entre a Comemoração e o Esquecimento. Tese de Doutorado, apresentada ao programa de História Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 2009,
SALLES, Ricardo. Guerra do Paraguai: memórias e imagens. Fundação Biblioteca Nacional: Rio de Janeiro, 2003.
SCHWARCZ , Lilia Moritz. As barbas do Imperador. D. Pedro II, um monarca dos trópicos. Companhia das Letras, São Paulo: 1998.
Publicado
2020-10-01
Como Citar
da Silva Ferreira, M., & Ferreira Sobrinho, A. (2020). Heróis e mártires do Brasil: 150 anos do fim da Guerra do Paraguai. Semina - Revista Dos Pós-Graduandos Em História Da UPF, 19(2), 96-116. Recuperado de http://seer.upf.br/index.php/ph/article/view/11701